sexta-feira, 6 de novembro de 2015

OS SACRAMENTOS E A SALVAÇÃO

        
...Sabendo, entretanto, que o homem não se justifica pelas obras da Lei, mas pela fé em Jesus Cristo, nós também cremos em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da Lei, porque pelas obras da Lei ninguém será justificado.” (Gálatas 2:16 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém)

A intenção de Paulo ao escrever aos Gálatas era desmitificar uma crença que sondava determinadas igrejas, um “outro evangelho” que estava sendo pregado por judaizantes. Nesta pregação, seus “mestres” exigiam que os crentes gentios passassem por certas práticas judaicas (ex. circuncisão, guarda do sábado, etc.) para com isso obter justificação diante de Deus. Tais indivíduos insistiam que os crentes deveriam não apenas crer em Cristo como Salvador, mas também praticar as obras dispostas na Lei de Moisés. Vemos nesse simples versículo que o apóstolo rechaçou essa ideia legalista, e expôs em todo contexto da carta que escrevera: que as obras da lei de maneira nenhuma poderiam cooperar e justificar o crente diante de Deus.

O cerne das doutrinas do catolicismo romano estão dispostas em algumas práticas, a saber, os Sacramentos. Mas o que são eles? Nesse tópico vamos conhecê-los, e examinar seus conceitos segundo o catolicismo, e com isso analisar o que a Bíblia diz sobre o consideração formulada pela teologia romana. Segundo o profº Felipe Aquino: 

Os Sacramentos são os canais por onde flui a salvação de todos os homens, que Cristo conquistou com a Sua Morte e Ressurreição. Eles se relacionam intimamente com Cristo, com a Igreja e com toda a Liturgia. Há em todos eles um denominador comum, que é o conceito de sinal (seméion, em grego) eficiente ou sinal que realiza o que ele assinala. A santíssima humanidade de Cristo é o grande sinal eficiente, transmissor da graça; também a Igreja, como Corpo de Cristo prolongado na história dos homens (cf. Cl 1, 24) e a Liturgia, com seus ritos sagrados, continuam essa função. Cristo toca o cristão pelos Sacramentos não apenas de maneira psicológica ou afetiva, mas de uma forma concreta.” (http://www.catequisar.com.br/texto/materia/fe/491.htm#sthash.XjP42Xqo.dpuf)  

É nesse pensamento que todos os clérigos, doutores, mestres e professores do catolicismo seguem. Que, os sacramentos são essenciais na obra salvífica de Cristo. E, que os tais são necessários para continuarem a transmitir a graça de Deus: “Os Sacramentos são os canais por onde flui a salvação de todos os homens, que Cristo conquistou com a Sua Morte e Ressurreição.”  E: “A santíssima humanidade de Cristo é o grande sinal eficiente, transmissor da graça; também a Igreja, como Corpo de Cristo prolongado na história dos homens (cf. Cl 1, 24) e a Liturgia, com seus ritos sagrados, continuam essa função.” Ou seja, sem os sacramentos a graça da obra de Cristo não pode ser comunicada ao fiel.

A Doutrina da Salvação – em teologia chamada de Soteriologia -, É sem dúvida uma das doutrinas mais importantes da Bíblia e a finalidade principal que esta foi escrita: A Palavra de Deus é uma obra intrinsecamente soteriológica. Vejamos as declarações oficiais dessa religião sobre a visão de salvação, e perceberemos que todas seguem a  citação do profº Felipe Aquino. Notemos algumas formulações católicas. No livro Fundamentals of Catholics Dogma (Fundamentos dos Dogmas Católicos), o Drº Ludwig Ott observa:

 "Os sacramentos são os meios apontados por Deus para se alcançar a salvação eterna. Três deles são tão necessários na forma ordinária da salvação que sem o uso deles a salvação não pode ser alcançada [isto é, o batismo, a penitência, as santas ordens].” (Ludwig Ott, Fundamentals of Catholic Dogma - Rockford, IL: Tan Books, 1974, Pg. 340-341)

Ratificando o que o Drº Ludwig Ott esclareceu, segue o exemplo nos seguintes textos: 

A Igreja afirma que para os crentes os sacramentos da nova aliança são necessários à salvação. A “graça sacramental” é a graça do Espírito Santo dada por Cristo e peculiar a cada sacramento. O Espírito cura e transforma os que o recebem, conformando-os com o Filho de Deus. O fruto da vida sacramental é que o Espírito de adoção deifica os fiéis unindo-os vitalmente ao Filho único, o Salvador.” (Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 1129)

Vemos que o compêndio doutrinário católico diz ser: “... para os crentes os sacramentos da nova aliança são necessários à salvação.” Tendo em vista que a graça santificadora do Espírito Santo só pode ser concedida ao fiel por meio deles: “A ‘graça sacramental’ é a graça do Espírito Santo dado por Cristo e peculiar a cada sacramento. O Espírito cura e transforma os que o recebem...” 

Vejamos outro parágrafo do catecismo: 

O Senhor mesmo afirma que o Batismo é necessário para a salvação. Também ordenou a seus discípulos que anunciassem o Evangelho e batizassem todas as nações. O Batismo é necessário, para a salvação, para aqueles aos quais o Evangelho foi anunciado e que tiveram a possibilidade de pedir este sacramento. A Igreja não conhece outro meio senão o Batismo para garantir a entrada na bem aventurança eterna; é por isso que cuida de não negligenciar a missão que recebeu do Senhor, de fazer “renascer da água e do Espírito” todos aqueles que podeis ser batizados. Deus vinculou a salvação ao sacramento do Batismo, mas ele mesmo não está vinculado a seus sacramentos.” (Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 1257)

Segundo o catolicismo no texto supracitado vemos que as obras devem ser realizadas, pois a igreja romana diz que Cristo ordenou o batismo como meio de salvação; que não há outro meio de se garantir a bem-aventurança eterna senão o batismo; e, que Deus vinculou a salvação ao sacramento. Segundo o texto Bíblico que comecei essa sessão, será que as declarações católicas são verídicas? Creio que não! Pois a Bíblia diz: “porque pelas obras da Lei ninguém será justificado.” E esse é o núcleo da salvação ensinada em toda a Bíblia:

Porque diante dele ninguém será justificado pelas obras da Lei, pois da Lei vem só o conhecimento do pecado.” (Romanos 3:20 – Bíblia de Jerusalém)

...e são justificados gratuitamente, por sua graça, em virtude da redenção realizada em Cristo Jesus.” (Romanos 3:24 – Bíblia de Jerusalém)

Onde está, então, o motivo de glória? Fica excluído. Em força de que lei? A das obras? De modo algum, mas em força da lei da fé. Porquanto nós sustentamos que o homem é justificado pela fé, sem as obras da Lei.” (Romanos 3:27-28 – Bíblia de Jerusalém)

Por conseguinte, a herança vem pela fé, para que seja gratuita e para que a promessa fique garantida a toda a descendência, não só à descendência segundo a Lei, mas também à descendência segundo a fé de Abraão, que é o pai de todos nós...” (Romanos 4:16 – Bíblia de Jerusalém)

Quanto mais, então, agora, justificados por seu sangue, seremos por ele salvos da ira.” (Romanos 5:9 – Bíblia de Jerusalém)

Ora, se Abraão foi justificado pelas obras, ele tem do que se gloriar. Mas não perante Deus. Que diz, com efeito, a Escritura? Abraão creu em Deus, e isto lhe foi levado em conta de justiça.” (Romanos 4:2-3 – Bíblia de Jerusalém)

Tendo sido, pois, justificados pela fé, estamos em paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por quem tivemos acesso, pela fé, a esta graça, na qual estamos firmes e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.” (Romanos 5:1-2 – Bíblia de Jerusalém)

...ao passo que Israel, procurando uma lei de justiça, não conseguiu esta Lei. E por quê? Porque não a procurou pela fé, mas como se a conseguisse pelas obras. Esbarraram na pedra de tropeço...” (Romanos 9:31-32 – Bíblia de Jerusalém)

E se é por graça, não é pelas obras; do contrário, a graça não é mais graça.” (Romanos 11:6 – Bíblia de Jerusalém)

 “E que pela Lei ninguém se justifica diante de Deus é evidente, pois o justo viverá pela fé.” (Gálatas 3:11 – Bíblia de Jerusalém)

Assim a Lei se tornou nosso pedagogo até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé.” Gálatas 3:24 – Bíblia de Jerusalém)

Pela graça fostes salvos, por meio da fé, e isso não vem de vós, é o dom de Deus.” (Efésios 2:8 – Bíblia de Jerusalém)

...a fim de que fôssemos justificados pela sua graça, e nos tornássemos herdeiros da esperança da vida eterna.” (Tito 3:7 – Bíblia de Jerusalém)

Eis a grande questão: A visão católico romana não reparte a glória de Deus na salvação com as obras? Claro que sim! Mesmo que 99% da minha fé estejam na obra de Cristo, e o outro 1% nos sacramentos da igreja, estarei errado, e, depositando uma parte da salvação em outros métodos senão os da graça de Deus. 

Os membros devotos ao catolicismo não examinam os preceitos de sua igreja com respeito à definição de termos bíblicos porque a Igreja Católica enfatiza que: "sobre o Livro (a Bíblia) está a Igreja..." (Anne Fremantie, The Papal Encyclicals in Their Historícal Context: The Teachings of the Popes [New York: New American Library/Mentor, pg. 196]). 

O Catolicismo tem a autoridade final sobre a Bíblia; assim sendo, a explicação que ela faz da Palavra de Deus é a única permitida (para seus fieis). Concluindo, a interpretação que a igreja faz dos termos bíblicos – não a que a própria Bíblia apresenta - é a que prevalece. Então não há outra forma de potencializar tal ensinamento do que atribuindo a si a suprema autoridade divina:

"O Concílio Vaticano II em seu Decreto sobre o Ecumenismo explicita: 'Pois somente através da Igreja Católica de Cristo, auxílio geral de salvação, pode ser atingido toda a plenitude dos meios de salvação'." (Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 816)

Isso faz com que, o magistério da igreja um organismo doutrinador vivo, enxerte constantemente ensinamentos errôneos na mente dos fiéis. Estão anatematizando (tornando divinamente amaldiçoando) quem crê na salvação exclusivamente pela fé, ou seja, quem crê na salvação que a Bíblia ensina. 

Se alguém diz que o pecador é justificado pela fé somente, significa que nada mais é requerido para cooperar para obter a graça da justificação... seja ele anátema... “Se alguém diz que a justificação pela fé é nada mais do que confiar na misericórdia divina, a qual remete pecados para a obra de Cristo, ou que é essa confiança somente que nos justifica, seja ele anátema” (Concílio de Trento, 6th sessão. can. 9, 12) 

A Igreja Católica Romana corrompeu a doutrina da justificação confundindo-a com a doutrina da santificação. O teólogo reformado Louis Berkhof dissertou sobre a justificação e santificação de forma muito feliz. Analisando biblicamente a questão, apresentou-as da seguinte forma: 

Justificação é um ato judicial de Deus, no qual Ele declara, sob a base da justiça de Jesus Cristo, que todas as reivindicações da lei estão satisfeitas com respeito ao pecador (...) Santificação pode ser definida como aquela graciosa e contínua operação do Espírito Santo, pela qual Ele retira os pecadores justificados da poluição do pecado, renova sua completa natureza à imagem de Deus, e os capacita a desenvolver boas obras” (Louis Berkhof, Systematic Theology [Grand Rapids: Eerdmans, 1965], Pg. 513, 532.) 

Segundo a Bíblia, depois que alguém é tornado justo perante Deus, mediante a exclusividade da graça, ele inicia um processo de santificação por toda a vida, no qual se desenvolve em santidade e obediência à lei de Deus. Resumindo: praticamos boas obras por sermos salvos e justificados gratuitamente por Deus, e por isso nos santificamos com as tais; não praticamo-las para sermos salvos e justificados, atribuindo as obras meio de graça diante de Deus.  

Vemos que a salvação apresentada pela Igreja Católica Romana é sacerdotal e sacramentalista. Esta possui uma Soteriologia mediada através dos sacramentos da igreja, que são conduzidos pelos sacerdotes. A participação nos sacramentos e imprescindível para a salvação; ainda e por meio dessa participação que a vida sobrenatural da nova criatura em Cristo é comunicada ao católico fiel.

Esta igreja maquia a salvação de Deus com uma característica ortodoxa: “Nossa justificação vem da graça de Deus. A graça é favor, o socorro gratuito que Deus nos dá para responder a seu convite: tomar-nos filhos de Deus, filhos adotivos participantes da natureza divina, da Vida Eterna.” (Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 1996).

Essa declaração soa em conformidade com a Bíblia, porém em outros pontos se contradiz e distorce essa mesma graça:

Os sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Ordem conferem, além da graça, um caráter sacramental ou “selo” pelo qual o cristão participa do sacerdócio de Cristo e faz parte da Igreja segundo estados e funções diversas. Esta configuração com Cristo e com a Igreja, realizada pelo Espírito, é indelével, permanece para sempre no cristão como disposição positiva para a graça, como promessa e garantia da proteção divina e como vocação ao culto divino e ao serviço da Igreja. Por isso estes sacramentos nunca podem ser reiterados.” (Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 1121).

Pelos sacramentos da iniciação cristã; Batismo, Confirmação e Eucaristia são lançados os fundamentos de toda vida cristã. “A participação na natureza divina, que os homens recebem como dom mediante a graça de Cristo, apresenta certa analogia com a origem, o desenvolvimento e a sustentação da vida natural. Os fiéis, de fato, renascidos no Batismo, são fortalecidos pelo sacramento da Confirmação e, depois, nutridos com o alimento da vida eterna na Eucaristia. Assim, por efeito destes sacramentos da iniciação cristã, estão em condições de saborear cada vez mais os tesouros da vida divina e de progredir até alcançar a perfeição da caridade.” (Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 1212)

Vemos que no Catolicismo os sacramentos são os canais da graça salvadora. Os ministros ordenados da igreja católica constituem o elo entre os fiéis e os apóstolos, que supostamente receberam de Cristo o seu Espirito, para agir em seu nome e cumprir a missão de salvação. Na teologia católica é necessário que o cristão seja unido com Cristo, e isso acontece por meio dos sacramentos. E principalmente por meio do sacramento da eucaristia que tal união e realizada. Vejamos:

A Eucaristia é “fonte e ápice de toda a vida cristã”. “Os demais sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e tarefas apostólicas, se ligam à sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Pois a santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa.” (Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 1324)

Por isso, a participação na Missa é de suma importância para o católico conseguir sua salvação. Ao tomar a Eucaristia, ele supostamente entra em comunhão com Cristo. Em resposta a essa pequena mostra de que a salvação oferecida pela Igreja Católica constitui-se completamente em desconformidade com os padrões de Deus na Bíblia, o apóstolo Paulo nos ensina:

Assim também no tempo atual constituiu-se um resto segundo a eleição da graça. E se é por graça, não é pelas obras; do contrário, a graça não é mais graça.” (Romanos 11:5-6 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém) 

Rômulo Lima
(Acadêmico em Teologia e Apologética Aplicada)

sábado, 31 de outubro de 2015

A REFORMA FOI UM MOVIMENTO DE CUNHO PESSOAL?


 E que pela Lei ninguém se justifica diante de Deus é evidente, pois o justo viverá pela fé.” (Gálatas 3:11 – Bíblia de Jerusalém)

O grande cisma da Idade Média ocorreu devido a uma contenda entre Lutero e os pregadores de indulgência. Na Idade Média, a Igreja católica vendia Indulgências, dizendo que se podia comprar um "lugarzinho no céu", ou então para livrar a alma do purgatório, e as pessoas - sem discernimento disso – aceitavam tal ensinamento, pensando que de fato podiam estar comprando um lugar no céu, o que rendia à Igreja católica um grande capital.
Eram negociados pedaços da cruz de Cristo (dizem que eram tantos que dava até para construir um navio); vendiam-se os ossos dos dedos de João Batista (que certamente sofria de alguma anomalia pela grande quantidade de dedos que vendiam dele); leite do seio da Virgem (ainda morno); espinhos da coroa de Cristo (tantos quanto um campo de Zizyphus-spnai-cristi [Espinheiro de Cristo Sírio] uma planta comum na Palestina e nas proximidades do Gólgota nos tempos Bíblicos); os pregos que o cravaram (davam para pregar os pedaços da cruz e fixar o navio); Enfim, enganavam o povo que acreditava que, pelas obras e pelo imenso fetichismo, seriam justificados perante Deus.
Muitos monges chegavam até a se autoflagelar (pratica ainda corrente entre fieis em alguns países católicos), e muitos entravam em penitência para alcançar a Justificação divina quando, na verdade, “o justo viverá pela fé”, como vocifera o texto Bíblico.
A maioria dos católicos alega que o monge agostiniano Martinho Lutero era, e é, um herege. Que foi pelos próprios motivos que criou tal contenda. Alegam que Leão X era um homem honesto. Que sua intenção era tão-somente dar sustentabilidade financeira ao catolicismo e que Roma nunca pregou indulgências. Tanto é que Lutero não atacou diretamente o "santo padre", mas foi respeitoso com o grau hierárquico em suas 95 teses.
Realmente Lutero escreveu suas 95 e as dedicou a Leão X por acreditar que este era inocente do exagero dos pregadores Romanistas. Mas venhamos e convenhamos! A declaração de heresia é falsa. A honestidade de Leão X, também. Tal pensamento reflete somente os óculos da cosmovisão católica; da cosmovisão guiada pela religião, ou seja, as rédeas com as quais a instituição dirige os seus fieis.
A declaração de que a igreja católica NUNCA VENDEU INDULGÊNCIA é demasiadamente aleivosa. Qualquer historiador sincero contestará isso. A Idade Média sempre viveu em um regime estamental. O clero alegava que Deus determinara o destino de todo mundo e quem nascesse camponês, pobre, analfabeto e moribundo sempre estaria nessa condição.
O sistema social da época era como um sistema de castas hindu, onde o clero e a nobreza estavam acima de todos. As indulgências mantinham a igreja; a venda de relíquias; e a venda de perdão com comprovante era disseminada por toda Europa; e, o "santo papa", Leão X, era um gastador demasiado. A própria enciclopédia católica afirma isso:
"Ele não deu atenção para os perigos que ameaçavam o papado, e entregou-se desenfreadamente para diversões, que foram fornecidas em abundância pródiga. Ele estava possuído por um insaciável amor pelo prazer, esse traço era distintivo de sua família." (http://www.newadvent.org/cathen/09162a.htm [Verbete Leo X, pope] - Parágrafo VI)
E mais: "Todo ano ele se divertia durante o carnaval com máscaras, música, teatro, performances danças e corridas. Mesmo durante os anos conturbados de 1520 ele participou excepcionalmente de brilhantes festividades, representações teatrais, com música agradável e danças graciosas, essas foram suas diversões favoritas." (http://www.newadvent.org/cathen/09162a.htm [Verbete Leo X, pope] - Parágrafo VI)
"Sob tais circunstâncias, não é de estranhar que o grande tesouro deixado por Júlio II foi totalmente dissipado em dois anos. Na primavera de 1515 o erário público estava vazio e Leão X nunca se recuperou de seu constrangimento financeiro. Vários métodos duvidosos condenáveis foram recorridos para LEVANTAR O DINHEIRO" . (http://www.newadvent.org/cathen/09162a.htm [Verbete Leo X, pope] - Parágrafo - Parágrafo V)
"Os resultados do papa totalizaram entre 500.000 e 600.000 ducados. A casa papal sozinha, que Júlio II tinha mantido em 48.000 ducados, agora custavam o dobro dessa quantia. Ao todo, Leão gastou cerca de quatro milhões e meio de ducados durante o seu pontificado e deixou uma dívida no valor de 400 mil ducados. Em sua morte inesperada seus credores enfrentaram a ruína financeira. Um pasquim proclamou que "Leão X havia consumido três pontificados; o tesouro de Julio II , as receitas de seu próprio reinado, e os de seu sucessor." (http://www.newadvent.org/cathen/09162a.htm [Verbete Leo X, pope] - Parágrafo - Parágrafo V)
Todas essas declarações são considerações da própria Enciclopédia Católica. Somente com muita propagação de indulgências para um homem esbanjador desses se manter.
Leão X foi o único Papa que teve a coragem de vender abertamente "terrenos" no Céu em troca de dinheiro, escancarando as portas da Eternidade para quem quisesse investir qualquer quantia em vida, para posterior ressarcimento após a morte, recebendo os seguintes benefícios: isenção total do Purgatório e do Inferno; o privilégio de sentar-se ao lado da Virgem Maria, de Jesus Cristo e do castíssimo São José; beijar o corpo chaguento de São Lázaro e os pés de Santa Maria Madalena; passear no jumentinho de São José pelos campos do Paraíso; conversar com a jumenta de Balaão (Números 22:28); e, por último, rezar o terço em companhia de Nossa Senhora e dos demais Santos diariamente, ao pôr-do-sol.
Católicos sigam a exortação do apóstolo Pedro e atentai para as coisas que vos contam; para o que vocês defendem com tanta veemência sem ao menos constatarem os fatos:

Muitos seguirão as suas doutrinas dissolutas e, por causa .deles, o caminho da verdade cairá em descrédito. Por avareza, procurarão, com discursos fingidos, fazer de vós objeto de negócios; mas seu julgamento há muito está em ação e a sua destruição não tarda.” (2 Pedro 2:2-3 – Bíblia de Jerusalém)

Rômulo Lima
(Acadêmico em Teologia e Apologética Aplicada)



quinta-feira, 22 de outubro de 2015

QUEM FALOU A SAUL NA PASSAGEM DA FEITICEIRA DE EN-DOR?


E Samuel já estava morto, e todo o Israel o tinha chorado, e o tinha sepultado em Ramá, que era a sua cidade; e Saul tinha desterrado os adivinhos e os encantadores.” (1 Samuel 28:3 – Almeida Corrigida e Revisada Fiel)

A visitação que fez o rei Saul a uma necromante em En-Dor, segundo a passagem de 1 Samuel 28:1-25, além de ter sido muito empregada pelos espíritas, na tentativa de legitimar a doutrina de comunicação entre vivos e mortos; é também interpretada de forma errônea pelo Catolicismo Romano, com o intuito de amparar a legitimidade do livro apócrifo de Eclesiástico 46:13-29, onde Jesus Bem Sirac (o autor) afirma que Samuel mesmo depois de morto profetizou.

Em defesa da Ortodoxia; da fé cristã genuína; vou expor o exame textual em alguns pontos, sua exposição sucinta que, certamente, difere muito da interpretação errônea dos Católicos Romanos e principalmente dos Espíritas com seus argumentos sem nenhum comprometimento com a verdadeira hermenêutica.

DEUS NÃO RESPONDIA SAUL

A Bíblia relata que antes da tentativa desesperada do rei Saul buscar o auxílio da necromante, na tentativa de ter contato com Samuel por invocação, a graça de Deus fora tirada de sua vida. Por sua indisciplina no caso dos despojos dos amalequitas, o Senhor o recriminou rigorosamente: 

E disse Saul: De Amaleque as trouxeram; porque o povo poupou ao melhor das ovelhas, e das vacas, para as oferecer ao Senhor teu Deus; o resto, porém, temos destruído totalmente. Então disse Samuel a Saul: Espera, e te declararei o que o Senhor me disse esta noite. E ele disse-lhe: Fala. E disse Samuel: Porventura, sendo tu pequeno aos teus olhos, não foste por cabeça das tribos de Israel? E o Senhor te ungiu rei sobre Israel. E enviou-te o Senhor a este caminho, e disse: Vai, e destrói totalmente a estes pecadores, os amalequitas, e peleja contra eles, até que os aniquiles. Por que, pois, não deste ouvidos à voz do Senhor, antes te lançaste ao despojo, e fizeste o que parecia mau aos olhos do Senhor? Então disse Saul a Samuel: Antes dei ouvidos à voz do Senhor, e caminhei no caminho pelo qual o Senhor me enviou; e trouxe a Agague, rei de Amaleque, e os amalequitas destruí totalmente; Mas o povo tomou do despojo ovelhas e vacas, o melhor do interdito, para oferecer ao Senhor teu Deus em Gilgal. Porém Samuel disse: Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniquidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei. Então disse Saul a Samuel: Pequei, porquanto tenho transgredido a ordem do Senhor e as tuas palavras; porque temi ao povo, e dei ouvidos à sua voz. Agora, pois, rogo-te perdoa o meu pecado; e volta comigo, para que adore ao Senhor. Porém Samuel disse a Saul: Não voltarei contigo; porquanto rejeitaste a palavra do Senhor, já te rejeitou o Senhor, para que não sejas rei sobre Israel. E virando-se Samuel para se ir, ele lhe pegou pela orla da capa, e a rasgou. Então Samuel lhe disse: O Senhor tem rasgado de ti hoje o reino de Israel, e o tem dado ao teu próximo, melhor do que tu. E também aquele que é a Força de Israel não mente nem se arrepende; porquanto não é um homem para que se arrependa. Disse ele então: Pequei; honra-me, porém, agora diante dos anciãos do meu povo, e diante de Israel; e volta comigo, para que adore ao Senhor teu Deus. Então, voltando Samuel, seguiu a Saul; e Saul adorou ao Senhor.” (1 Samuel 15:15-31 - ACF)

Por conta da sua desobediência, Saul ficou entregue à influência demoníaca: “E o Espírito do Senhor se retirou de Saul, e atormentava-o um espírito mau da parte do Senhor.” (1 Samuel 16:14 - ACF). 

A partir daí, perdeu o controle, foi tomado por ódio, inveja e ciúmes. Na sua fúria descontrolada, tentou matar Davi por mais de uma vez. Ele próprio declarou-se, desolado: “...Então disse Saul: Mui angustiado estou, porque os filisteus guerreiam contra mim, e Deus se tem desviado de mim, e não me responde mais, nem pelo ministério dos profetas, nem por sonhos...” (1 Samuel 28:15 - ACF) 

A Bíblia diz que os pecadores, devido a sua iniquidade, tem separação com Deus, e consequentemente, o seu silêncio: “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.” (Isaías 59:2 - ACF)

O Senhor Deus só aceita orações dos genuinamente arrependidos e humildes: “Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.” (Lucas 18:14 - ACF)

E, dos que pedem segundo a sua vontade: “E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.”  (1 João 5:14 - ACF). 

O exclusivismo, a ambição, o despeito e a indisciplina endureceram o coração de Saul de forma irreversível. Ele conheceu o repudio de Deus. As condições para que Deus ouvisse a Saul seria que ele orasse, buscasse verdadeiramente a Sua face, e se arrependesse com sinceridade de seus maus caminhos:

E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” (2 Crônicas 7:14 - ACF)

Contudo, “Um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas catadupas;” (Salmos 42:7 - ACF), Saul, num desesperado e último gesto de anarquia contra Deus, deliberou recorrer para uma necromante na tentativa de falar com o profeta Samuel, já morto. Entretanto, tal recurso é condenado por Deus na Sua Palavra: 

Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti.” (Deuteronômio 18:10-12 - ACF). 

A atitude de se consultar médiuns, feiticeiras, necromantes e mestres de ocultismos é repudiada pelo Senhor Deus trazendo condenação. O Senhor exorta que se busque Sua Palavra:

Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos?" (Isaías 8:19 - ACF). 

À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles. E passarão pela terra duramente oprimidos e famintos; e será que, tendo fome, e enfurecendo-se, então amaldiçoarão ao seu rei.”  (Isaías 8:20-21 - ACF) 

A pratica de ocultismo origina a contaminação: “Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores; não os busqueis, contaminando-vos com eles. Eu sou o Senhor vosso Deus.” (Levítico 19:31 - ACF)  

Quando alguém se virar para os adivinhadores e encantadores, para se prostituir com eles, eu porei a minha face contra ele, e o extirparei do meio do seu povo.” (Levítico 20:6 ACF)

O rei Saul persistiu em ouvir a Deus por intercessão do profeta Samuel. Então, buscou uma feiticeira, uma necromante, uma mulher que incorporasse o espírito do profeta, uma mulher com “dons” mediúnicos: 

Então disse Saul aos seus criados: Buscai-me uma mulher que tenha o espírito de feiticeira, para que vá a ela, e consulte por ela. E os seus criados lhe disseram: Eis que em En-Dor há uma mulher que tem o espírito de adivinhar.” (1 Samuel 28:7 - ACF) 

Deus estaria sendo incoerente, desconexo e contraditório com Sua Palavra Santa se atendesse aos caprichos de Saul. Aqui surge a primeira evidência da impossibilidade de Samuel ter apresentado na sessão espírita em questão. Para lembrar: “A favor dos vivos consultar-se-á os mortos?” (Isaías 8:19 - ACF). Logo, Deus não iria validar ou legitimar uma prática por Ele próprio condenada. Além disso, uma das causas da morte de Saul foi o haver consultado a feiticeira de En-Dor (cidade da tribo de Manassés):

Assim morreu Saul por causa da transgressão que cometeu contra o Senhor, por causa da palavra do Senhor, a qual não havia guardado; e também porque buscou a adivinhadora para a consultar. E não buscou ao Senhor, que por isso o matou, e transferiu o reino a Davi, filho de Jessé." (1 Crônicas 10:13-14 - ACF) 

Não há como idealizar uma sessão espírita sendo enricada e santificada com a apresentação de um mensageiro de Deus. Se concretizada e consentida tal exercício, não necessitaríamos mais procurar o Senhor. Em circunstâncias abstrusas, cairíamos aos pés de uma feiticeira ou médium, e diligentemente se apresentariam os santos do Senhor. Então, a Bíblia iria para o lixo e passaríamos a observar outro evangelho: O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Alan Kardec.

A SESSÃO ESPÍRITA CONTINHA ENGANOS E MENTIRAS

Em primeiro lugar, Saul demonstrou sua hipocrisia e falta do temor de Deus em seu ato. Depois de mandar eliminar todas as feiticeiras, agora vai a uma feiticeira:  “E Samuel já estava morto, e todo o Israel o tinha chorado, e o tinha sepultado em Ramá, que era a sua cidade; e Saul tinha desterrado os adivinhos e os encantadores.” (1 Samuel 28:3 - ACF) 

Em segundo lugar, o relato Bíblico, diz que ele se disfarçou e vestiu outras vestes, desejando negar sua identidade: “E Saul se disfarçou, e vestiu outras roupas, e foi ele com dois homens, e de noite chegaram à mulher; e disse: Peço-te que me adivinhes pelo espírito de feiticeira, e me faças subir a quem eu te disser.” (1 Samuel 28:8 - ACF) 

Usou falsamente o nome do Senhor, jurando por Ele: “Então Saul lhe jurou pelo Senhor, dizendo: Vive o Senhor, que nenhum mal te sobrevirá por isso.” (1 Samuel 28:10 ACF) 

Em terceiro lugar, a feiticeira primeiramente disse que viu a Samuel: “Vendo, pois, a mulher a Samuel, gritou com alta voz, e falou a Saul, dizendo: Por que me tens enganado? Pois tu mesmo és Saul.” (1 Samuel 28:12 ACF)  

Depois, que viu deuses que sobem da terra: “E o rei lhe disse: Não temas; que é que vês? Então a mulher disse a Saul: Vejo deuses que sobem da terra.” (1 Samuel 28:13 - ACF) 

E, depois, já não eram deuses nem Samuel, mas um ancião envolto numa capa: “E lhe disse: Como é a sua figura? E disse ela: Vem subindo um homem ancião, e está envolto numa capa.” (1 Samuel 28:14a – ACF). 

Quarto lugar, diante dos personagens apresentados, Saul admitiu (entendeu) que Samuel estava ali à vista da feiticeira vidente: “Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra, e se prostrou.” (1 Samuel 28:14b - ACF) 

Esses detalhes são importantíssimos para se chegar a um entendimento correto do texto. Não devemos negligenciar nada exposto, e ficar atento nos mínimos detalhes da passagem Bíblica. Voltemos a passagem. A primeira fala de Samuel é de insatisfação: “Samuel disse a Saul: Por que me inquietaste, fazendo-me subir?” (1 Samuel 28:15a - ACF) 

Dois pontos devem ser analisados nessas palavras. Primeiro, se Deus permitira a vinda de Samuel, como Seu mensageiro, como querem os Espíritas e interpretam também os Católicos Romanos, o profeta deveria cumprir com alegria a missão confiada, e não se mostrar insatisfeito.  Segundo, o entendimento do texto é que quem comandou a subida de Samuel não foi Deus, mas o pecador Saul. O ancião envolto numa capa declarou que Saul o fez subir: “fazendo-me (tu) subir.” (verso 15a). 

O santo de Deus, o profeta Samuel, estaria à disposição de uma feiticeira e de um rei pecador, a quem Deus não mais respondia. Devemos nos lembrar de que a Bíblia sempre fala que o inferno está em baixo, e o céu, em cima. Mas esse Samuel subiu, veio de baixo! Estranho não? Outra pergunta de Samuel merece ser comentada: “Então disse Samuel: Por que, pois, me perguntas a mim, visto que o Senhor te tem desamparado, e se tem feito teu inimigo?” (1 Samuel 28:16 - ACF).
Ora, se Deus havia se ausentado de Saul; se este já estava embaixo de condenação; se os ouvidos de Deus estavam tapados ao clamor de Saul; como sairia da glória o santo Samuel para prontamente atender a um chamado desse rei, via feiticeira? Se Deus se fizera inimigo de Saul, por que razão Samuel viria atender seu chamado? Que autoridade teria um rei e uma feiticeira (ou, por extensão, que autoridade têm os médiuns) para convocarem os santos do Senhor?

AS PROFECIAS DO SUPOSTO SAMUEL NÃO SE CUMPRIRAM

A Bíblia nos exorta da seguinte forma: “E, se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o Senhor não falou? Quando o profeta falar em nome do Senhor, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que o Senhor não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele.” (Deuteronômio 18:21-22 - ACF). 

É declarado pela Bíblia que basta uma profecia não cumprida, para se saber se um profeta é de Deus ou não. Isso é latente! Deus não pode mentir nem errar, e muito menos cometer seus servos ao mesmo erro, quando esses falam diretamente a sua Palavra. Vejamos o que Samuel disse a Saul: 

E o Senhor entregará também a Israel contigo na mão dos filisteus, e amanhã tu e teus filhos estareis comigo; e o arraial de Israel o Senhor entregará na mão dos filisteus.” (1 Samuel 28:19 - ACF). 

Enquanto o suposto Samuel estava falando sobre fatos passados, acertou; mas no momento em que falou sobre acontecimentos futuros, foi um desastre. Ele disse: “amanhã tu e teus filhos estareis comigo”. Ora, os dicionários dizem que amanhã significa o dia seguinte àquele em que estamos. Em um único verso (1 Samuel 28:19) veremos que há inúmeros erros.

Saul não morreu no dia seguinte. Vejamos: “Agora, pois, amanhã de madrugada levanta-te com os servos de teu senhor, que têm vindo contigo; e, levantando-vos pela manhã, de madrugada, e havendo luz, parti. Então Davi de madrugada se levantou, ele e os seus homens, para partirem pela manhã, e voltarem à terra dos filisteus; e os filisteus subiram a Jizreel.” (1 Samuel 29:10-11 – ACF) 

Segundo esse relato um dia se passou (levantou-se no dia seguinte de madrugada). 

E depois deste acontecido, a Bíblia ainda relata: “Sucedeu, pois, que, chegando Davi e os seus homens ao terceiro dia a Ziclague, já os amalequitas tinham invadido o sul, e Ziclague, e tinham ferido a Ziclague e a tinham queimado a fogo.” (1 Samuel 30:1 - ACF). Conforme a continuidade dos eventos três dias se passaram (chegaram ao terceiro dia a Ziclague).

A Bíblia ainda prossegue: “...feriu-os Davi, desde o crepúsculo até à tarde do dia seguinte; nenhum deles escapou, senão só quatrocentos moços que, montados sobre camelos, fugiram.” (1 Samuel 30:17 – ACF ). Mais um dia se passou (desde o crepúsculo até a tarde do dia seguinte). 

SAUL MORREU CINCO DIAS - NO MÍNIMO - APÓS A PROFECIA

A Bíblia nos dá mais alguns detalhes sobre essa sessão. Vejamos novamente o texto: “E o Senhor entregará também a Israel contigo na mão dos filisteus, e amanhã tu e teus filhos estareis comigo; e o arraial de Israel o Senhor entregará na mão dos filisteus." (1 Samuel 28:19 – ACF) 

O pseudo Samuel diz a Saul: “Tu e teus filhos estareis comigo”. Os filhos de Saul eram, no mínimo, oito: Jônatas, Isvi, Malquisua, Merabe, Mical:  “E os filhos de Saul eram Jônatas, e Isvi, e Malquisua; e os nomes de suas duas filhas eram estes: o da mais velha Merabe, e o da mais nova, Mical.” (1 Samuel 14:49 - ACF) 

E Ner gerou a Quis, e Quis gerou a Saul; e Saul gerou a Jônatas, a Malquisua, a Abinadabe, e a Esbaal." (1 Crônicas 8:33  - ACF)

Armoni, Mefibosete: “Mas tomou o rei os dois filhos de Rispa, filha da Aiá, que tinha tido de Saul, a Armoni e a Mefibosete; como também os cinco filhos da irmã de Mical, filha de Saul, que tivera de Adriel, filho de Barzilai, meolatita,” (2 Samuel 21:8 – ACF) 

A alguns detalhes. O Esbaal em 1 Crônicas 8:33 é o Is-Bosete cujo primeiro nome foi Esbaal: “Porém Abner, filho de Ner, capitão do exército de Saul, tomou a Is-Bosete, filho de Saul, e o fez passar a Maanaim,” (2 Samuel 2:8 – ACF) 

Entretanto, somente três morreram na batalha: Jônatas, Abinadabe e Malquisua: “E os filisteus perseguiram a Saul e a seus filhos; e mataram a Jônatas, e a Abinadabe, e a Malquisua, filhos de Saul.” (1 Samuel 31:2 – ACF) 

E os filisteus perseguiram a Saul e aos seus filhos e mataram a Jônatas, a Abinadabe e a Malquisua, filhos de Saul.” (1 Crônicas 10:2 – ACF)

Is-Bosete, por exemplo, passados cinco anos da morte de seu pai, reinou sobre Israel durante dois anos: “Da idade de quarenta anos era Is-Bosete, filho de Saul, quando começou a reinar sobre Israel, e reinou dois anos; mas os da casa de Judá seguiam a Davi.” (2 Samuel 2:10 – ACF)

Porque entraram na sua casa, estando ele na cama deitado, no seu quarto, e o feriram, e o mataram, e lhe cortaram a cabeça; e, tomando a sua cabeça, andaram toda a noite caminhando pela planície." (2 Samuel 4:7 – ACF) 

Outra declaração contraditória do suposto Samuel: “Estareis comigo”. Por tudo que vimos, Saul não foi para o mesmo lugar onde se encontrava Samuel, que estava no Paraíso, chamado seio de Abraão, na paz do Senhor. Outra inverdade proferida pelo falso Samuel em 1 Samuel 28:18 foi que Saul cairia nas mãos dos filisteus: “o Senhor entregará na mão dos filisteus”. Saul não morreu assim! Ele suicidou-se: 

Então disse Saul ao seu pajem de armas: Arranca a tua espada, e atravessa-me com ela, para que porventura não venham estes incircuncisos, e me atravessem e escarneçam de mim. Porém o seu pajem de armas não quis, porque temia muito; então Saul tomou a espada, e se lançou sobre ela. Vendo, pois, o seu pajem de armas que Saul já era morto, também ele se lançou sobre a sua espada, e morreu com ele.” (1 Samuel 31:4-5 – ACF) 

Compare todas essas profecias erradas do suposto Samuel, com a verdadeira descrição que a Bíblia dá do verdadeiro profeta de Deus:

E crescia Samuel, e o Senhor era com ele, e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra.” (1 Samuel 3:19 – ACF)

OUTROS QUESTIONAMENTOS

Bem... Vimos acima que nenhuma palavra de Samuel, o Senhor Deus deixava cair por terra. Ou seja, todas se realizaram na íntegra. Se de fato Samuel apareceu naquela sessão como mensageiro do Senhor, suas profecias se cumpririam corretamente. Quanto ao destino de Saul; ao dia da sua morte; e ao número de filhos que morreriam na batalha. O próprio Samuel declara: 

E também aquele que é a Força de Israel não mente nem se arrepende; porquanto não é um homem para que se arrependa." (1 Samuel 15:29 – ACF) 

Posteriormente ao censurar com rigor a rebelião de Saul, o profeta disse: “Porém Samuel disse a Saul: Não voltarei contigo; porquanto rejeitaste a palavra do Senhor, já te rejeitou o Senhor, para que não sejas rei sobre Israel.” (1 Samuel 15:26 – ACF) 

De fato, Samuel nunca mais viu a Saul até ao dia da sua morte: “E nunca mais viu Samuel a Saul até ao dia da sua morte; porque Samuel teve dó de Saul. E o Senhor se arrependeu de haver posto a Saul rei sobre Israel.” (1 Samuel 15:35 – ACF) 

NÃO HAVIA RAZÃO PARA SAMUEL - APÓS A MORTE - RETORNAR A SAUL

Se Deus não falava com Saul pelos meios usuais do ministério dos profetas e sonhos: “E perguntou Saul ao Senhor, porém o Senhor não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas.” (1 Samuel 28:6 – ACF). Jamais falaria através de um meio abominável. O surgimento do profeta naquela sessão espírita estaria legitimando uma nova prática de consulta aos santos do Senhor. “Por que, pois, a mim me perguntas?” (1 Samuel 28:16); “Por que me interrogas (ou me inquietas) fazendo-me subir?” (1 Samuel 28:15).  Estas palavras levam-nos ao entendimento de que Samuel não viera a serviço do Senhor. Se o profeta estivesse ali em missão divina, jamais afirmaria que Saul o fez subir, e falaria em nome do Senhor dos Exércitos. Se Samuel se apresentasse como mensageiro de Deus, como afirmam os Espíritas e defendem os Católicos Romanos, Saul estaria diante do interlocutor apropriado. Mas Samuel retrucou: “Por que me interrogas?

Afinal, se a prática de consultar os mortos tivesse sido validada por Deus, enviando o santo Samuel, não teria sentido a condenação de Saul, como está registrado isso na Bíblia:

Assim morreu Saul por causa da transgressão que cometeu contra o Senhor, por causa da palavra do Senhor, a qual não havia guardado; e também porque buscou a adivinhadora para a consultar." (1 Crônicas 10:13 – ACF)

Podemos concluir, portanto, que não foi Samuel que participou daquela sessão espírita. Tudo nos leva a crer que um demônio ali se manifestou. Essa interpretação é reforçada pelos seguintes fatos adicionais, dentre outros já citados: Saul desejou consultar uma mulher que tivesse o espírito de feiticeira: 

Então disse Saul aos seus criados: Buscai-me uma mulher que tenha o espírito de feiticeira, para que vá a ela, e consulte por ela. E os seus criados lhe disseram: Eis que em En-Dor há uma mulher que tem o espírito de adivinhar.” (1 Samuel 28.7 - ACF). 

Esse texto literalmente significa uma mulher possuída de Ob. Essa palavra, “Ob”, significa um receptáculo feito de peles, e passou a ser aplicada a um, homem ou mulher possuída pelo espírito de necromancia. Logo, os espíritos familiares daquela mulher não eram os santos do Senhor, mas espíritos da mentira e do engano. O espírito do engano, no intuito de enganar a todos: a Saul, aos criados e à feiticeira. Tal espírito pode ter tomado a forma do semblante de Samuel e certamente imitou a sua voz. Por isso, ela se mostrou assustada: 

Vendo, pois, a mulher a Samuel, gritou com alta voz, e falou a Saul, dizendo: Por que me tens enganado? Pois tu mesmo és Saul.”  (1 Samuel 28:12 - ACF).

A Bíblia afirma claramente que Satanás e seus ministros possuem essa capacidade: "E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras." (2 Coríntios 11:14-15 - ACF)

Um detalhe crucial está na  afirmação “estareis comigo”, de Samuel, reforça o entendimento de que o diabo estava certo quanto ao destino de Saul.  E na interrogação “por que me fizeste subir?”. Isso denota que esse Samuel estava em baixo, em regiões inferiores, para onde também iria o rei.

Em Lucas 16:19-31, Abraão negou o pedido do rico, em tormentos, para que mandasse o santo Lázaro a Terra. E teria Lázaro a nobre missão de falar de salvação aos irmãos do rico. Nem assim foi possível. Abraão declarou que eles deveriam dar ouvidos à Palavra e aos profetas, meios usuais de comunicação. O rico também se viu impedido de sair do seu lugar. Logo, espíritos humanos, bons ou maus, estão impossibilitados de se apresentarem em sessões espíritas, sejam elas dirigidas por médiuns, feiticeiras, necromantes ou adivinhos.

Espero que tal dissertação sirva de conselho aos Espíritas (munidos de uma interpretação errada); e, aos Católicos Romanos (simplesmente guiados por seu clero). A Bíblia é um todo. Ela é totalmente harmônica e nenhuma das Palavras de Deus entra em contradição.

Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos." (1 Coríntios 14:33 – ACF)

Rômulo Lima
(Acadêmico em Teologia e Apologética Aplicada)

A ADULTERAÇÃO INTENCIONAL DO DECÁLOGO PELOS TEÓLOGOS CATÓLICOS ROMANOS?


A todo o que ouve as palavras da profecia deste livro eu declaro: “Se alguém lhes fizer algum acréscimo, Deus lhe acrescentará as pragas descritas neste livro”. E se alguém tirar algo das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará também a sua parte da árvore da Vida e da Cidade santa, que estão descritas neste livro!" (Apocalipse 22:18-19 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém)

O Grande Jeová na Pessoa do Senhor Jesus, envia o seu anjo com o objetivo de revelar a vontade imutável de Deus ao seu amado apóstolo João, o qual nos deu uma joia chamada Apocalipse. Nesses últimos versos vemos a exortação enfática sobre a necessidade de guardar a sua Palavra, pois essa não pode ser adulterada.

Diante dessa profecia, torna-se extremamente interessante compararmos a Bíblia com os “compêndios teológicos” formulados pelas muitas religiões do mundo. Para sabermos se uma religião é verdadeiramente cristã, devemos analisá-la pelo crivo Bíblico. Se a Palavra de Deus a aprova ou não. Quando tomamos o Catecismo da Igreja Católica e examinamos - as partes que dissertam sobre os Dez Mandamentos -, podemos notar uma discrepância gritante. Uma omissão bastante significativa que envolve intrinsecamente a salvação da alma do fiel católico. 

Tratando-se de uma instituição que alega a si a autoridade Divina. Que advoga ser a única igreja verdadeira sobre a Terra. É de espantar a tamanha desordem e falta de escrúpulo por parte das autoridades católicas. Vamos analisar a Palavra de Deus e meditar nos Dez Mandamentos contidos no Livro de Êxodo: 

 “Deus pronunciou todas estas palavras, dizendo: "Eu sou Iahweh teu Deus, que te fez sair da terra do Egito, da casa da escravidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida de nada que se assemelhe ao que existe lá em cima, nos céus, ou embaixo na terra, ou nas águas que estão debaixo da terra. Não te prostrarás diante desses deuses e não os servirás, porque eu, Iahweh teu Deus, sou um Deus ciumento, que puno a iniquidade dos pais sobre os filhos até a terceira e quarta geração dos que me odeiam, mas que também ajo com amor até a milésima geração para aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. Não pronunciarás em vão o nome de Iahweh teu Deus, porque Iahweh não deixará impune aquele que pronunciar em vão o seu nome. Lembra-te do dia do sábado para santificá-lo. Trabalharás durante seis dias, e farás toda a tua obra. O sétimo dia, porém, é o sábado de Iahweh teu Deus. Não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem lua filha, nem teu escravo, nem tua escrava, nem teu animal, nem o estrangeiro que está em tuas portas. Porque em seis dias Iahweh fez o céu, a terra, o mar e tudo o que eles contêm, mas repousou no sétimo dia; por isso Iahweh abençoou o dia do sábado e o santificou. Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que Iahweh teu Deus, te dá. Não matarás. Não cometerás adultério. Não roubarás. Não apresentarás um falso testemunho contra o teu próximo. Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a sua mulher, nem o seu escravo, nem a sua escrava, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença a teu próximo." (Êxodo 20:1-17 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém) 

Podemos delinear uma fórmula do Decálogo da seguinte maneira:

1º) “Não terás outros deuses diante de mim.” (Êxodo 20:3)
2º) “Não farás para ti imagem esculpida...” (Êxodo 20:4)
3º) “Não pronunciarás em vão o nome de Iahweh teu Deus...” (Êxodo 20:8)
4º) “Lembra-te do dia do sábado para santificá-lo.” (Êxodo 20:8) 
5º) “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias” (Êxodo 20:12) 
6º) “Não matarás.” (Êxodo 20:13)
7º) “Não cometerás adultério.” (Êxodo 20:14)
8º) “ Não roubarás.” (Êxodo 20:15)
9º) “Não apresentarás um falso testemunho contra o teu próximo.” (Êxodo 20:16)
10º) “Não cobiçarás...” (Êxodo 20:17)

Tomando o Catecismo Romano, nas segunda e terceiras seções que vão dos parágrafos 2052 até 2557, onde se comenta  Os Dez Mandamentos, e discrimina as atribuições e deveres de cada um. Eles são resumidos da seguinte forma. Vistamos a definição dos Dez Mandamentos em sua Fórmula Catequética:

OS DEZ MANDAMENTOS (DECÁLOGO)
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA
FÓRMULA CATEQUÉTICA

Primeiro: Adorar a Deus e amá-lo sobre todas as coisas.
Segundo: Não invocar o santo nome de Deus em vão.
Terceiro: Santificar os Domingos e festas de guarda.
Quarto: Honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores).
Quinto: Não matar (nem causar outro dano, no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo).
Sexto: Guardar castidade nas palavras e nas obras.
Sétimo: Não furtar (nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo).
Oitavo: Não levantar falsos testemunhos (nem de qualquer outro modo faltar à verdade ou difamar o próximo)
Nono: Guardar castidade nos pensamentos e desejos.
Décimo: Não cobiçar as coisas alheias.

Se você não possui um catecismo impresso, poderá verificar o exposto no site oficial do  vaticano: http://www.vatican.va/archive/compendium_ccc/documents/archive_2005_compendium-ccc_po.html#OS DEZ MANDAMENTOS

Agora perceba... na Fórmula Catequética, o Sexto e o Nono mandamento são os mesmos (Guardar  a Castidade), onde na Bíblia é o Sexto Mandamento (Não cometerás adultério - Êxodo 20:14).O Senhor Jesus explicou tal mandamento da seguinte forma, que tanto o ato em si, quanto o pensamento do ato é o adultério. Vejamos: 

"Eu, porém, vos digo, que qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, em seu coração, já cometeu adultério com ela." (Mateus 5:28)

Então repetir o mandamento já é um erro gravíssimo de não entendimento teológico. E muito pior que isso...  Será que não está faltando nenhuma ordenança de Deus que foi omitida pelo Catolicismo? Será que o clero Católico Romano é honesto em seus ensinamentos? A resposta é um desmedido NÃO! O Catecismo exclui o Segundo Mandamento propositalmente (
Não farás para ti imagem esculpida...). Usa de subterfúgio a repetição dos mandamentos em Deuteronômio 5:6-21, onde há uma variação no Décimo Mandamento. Em Êxodo está registrado dessa forma: 

"
Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem nada do que lhe pertence." (Êxodo 20:17)

Já em Deuteronômio"Não cobiçarás a mulher de teu próximo. Não cobiçarás sua casa, nem seu campo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem nada do que lhe pertence." (Deuteronômio 5:21)

Podemos facilmente perceber que, os dois versos, tratam de um único Mandamento: "NÃO COBIÇARÁS". Mas por que os teólogos católicos agem dessa forma? Para não ser acusado de cair no pecado de idolatria, e, do anátema que a Bíblia de Gênesis ao Apocalipse profere que sofrerão os adeptos de tal prática. Seus teólogos e formuladores dividiram  o Décimo Mandamento para com isso obter o número de ordenanças corretas! Será que isso é lícito? 

O “não cobiçaras” (Décimo Mandamento) já envolve toda uma gama de preceitos! Veja a artimanha que chega uma religião para sustentar uma doutrina herética, anti-Bíblica e espúria. Será que foi o Espírito Santo que guiou as autoridades católicas e os impeliu a isso? Obviamente não! O intuito do clero é manter o povo na escuridão, no misticismo, no fetichismo e não perder fiéis. A verdade passa bem longe dessa instituição que se autodenomina:  

"Esta é a única Igreja de Cristo que no Símbolo confessamos una, santa, católica e apostólica." (Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 811)

Que Cristo é esse? Obviamente não é o Cristo Bíblico que exorta: “E surgirão falsos profetas em grande número e enganarão a muitos...” (Mateus 24:11 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém)

Infelizmente o fiel católico acredita em todas as coisas que seu clero ensina, exorta e disserta não fazendo a averiguação de absolutamente NADA!  E, muito pior não procura estudar a Bíblia e muito menos a doutrina que sua religião professa. O Catecismo até comenta sobre idolatria, mas na hora de organizar os Mandamentos em dez, faz essa sutil manobra. A eles o apóstolo Paulo dá um conselho profícuo que deve ser aceito com muita consideração no seio dos praticantes da religião católica romana:

Tomai cuidado para que ninguém vos escravize por vãs e enganosas especulações da "filosofia", segundo a tradição dos homens, segundo os elementos do mundo, e não segundo Cristo.” (Colossenses 2:8 – Versão católica: A Bíblia de Jerusalém). 

Rômulo Lima
(Acadêmico em Teologia e Apologética Aplicada)

SERÁ QUE O SILOGISMO DOS SABATISTAS ESTÁ CORRETO?


"Lembra-te do dia do shabbãth, sábado, para santificá-lo." (Êxodo 20:8)

Há uma imensa falácia no silogismo apresentado pelos sabatistas (Judeus, Adventistas do Sétimo Dia e religiões que guardam o sábado). Não devemos guardar o Sábado simplesmente porque há razões para não se estribar em qualquer dia de guarda com o intuito de tornar legalista a salvação pela GRAÇA:

"Ou não lestes na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e, contudo, são desculpados?" (Mateus 12:5)

Diante de tal pensamento falacioso devo também perguntar aos sabatistas: Os sacerdotes no templo poderiam ter outro deus diante de Yahweh e ficar sem culpa? Poderiam curvar-se diante de imagens? Poderiam tomar o nome de Yahweh em vão? Poderiam desonrar os pais? Cometer adultério, etc, etc etc...??? Obviamente que não!!! E o sábado? Poderiam violar o sábado e ficar sem culpa? A resposta é sim!!! Jesus como Senhor do Sábado e com autoridade de condenar a culpabilidade de quem trabalha nesse dia declarou:

"Entretanto, se vós soubésseis o que significam estas palavras: ‘Misericórdia quero, e não holocaustos’, não teríeis condenado os que não têm culpa." (Mateus 12:7)

Além disso não estamos mais debaixo do Antigo Concerto:

"Contudo, agora, Jesus recebeu um ministério ainda mais excelente que o dos sacerdotes, assim como também a aliança da qual Ele é o mediador; aliança muito superior à antiga, pois que é fundamentada em promessas excelsas. Ora, se aquela primeira aliança não tivesse imperfeições, não seria necessário buscar lugar para a segunda. Porquanto Ele declara, repreendendo o povo por suas faltas: “Dias virão, diz o Senhor, em que estabelecerei com a casa de Israel e com a casa de Judá uma nova aliança. Não conforme a aliança que fiz com seus antepassados, no dia em que os tomei pela mão, para os conduzir até fora da terra do Egito; pois eles não continuaram na minha aliança, e Eu me afastei deles”, assevera o Senhor! “Esta é a aliança que farei com a casa de Israel, passados aqueles dias”, garante o Senhor. “Gravarei as minhas leis na sua mente e as escreverei em seu coração. Eu lhes serei Deus, e eles serão o meu povo, ninguém jamais precisará ensinar o seu próximo, nem o seu irmão, dizendo: ‘Conhece o Senhor’, porque todos me conhecerão, desde o menor deles até o maior. Pois Eu lhes perdoarei a malignidade e não me permitirei lembrar mais dos seus pecados”. Ao proclamar “Nova” esta aliança, Ele transformou em antiquada a primeira. E o que se torna superado e envelhecido, está próximo do aniquilamento." (Hebreus 12:6-13)

O sábado foi abolido:  "Farei cessar todo o seu contentamento: suas festas de Lua Nova, os seus shabbãths, (sábados,) e todas as suas festas fixas solenes." (Oseias 2:11)

"...e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu completamente, pregando-a na cruz; e, despojando as autoridades e poderes malignos, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre todos eles na cruz. Portanto, ninguém tem o direito de vos julgar pelo que comeis, ou pelo que bebeis, ou ainda com relação a alguma festa religiosa, celebração das luas novas ou dos dias de sábado." (Colossenses 2:14-17)

Não devemos guardar um dia especifico em si, mas sim todos os nossos dias, nossas horas, minutos devem ser para glorificar a Deus. Honrar o Senhor com nossas vidas. E mais... Somos salvos não por obras de justiça da Lei, mas sim pela GRAÇA de Deus:

"Porquanto, se é pela graça, já não o é mais pelas obras; caso fosse, a graça deixaria de ser graça." (Romanos 11:6); e, Muitos.. muitos... mais muitos outros textos mesmo!!!

Em Cristo. ;)

Rômulo Lima
(Acadêmico em Teologia e Apologética Aplicada)

MAOMÉ É UM PROFETA DE DEUS?


Porque o Pai a ninguém julga, mas confiou ao Filho todo julgamento, a fim de que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou.” (João 5:22-23 – Bíblia de Jerusalém)

Uma das características da fé cristã genuína é a crença na Triunidade de Deus, ou seja, um Único Deus sempiterno e eternamente subsistente em Três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo; a crença no Senhor Jesus como Deus em porcentagem de 100%; e, em sua verdadeira Humanidade com porcentagem também de 100%; a crença de que o Espírito Santo é uma Pessoa, e tão Deus quanto o Pai e o Filho. 

Esses são princípios básicos do verdadeiro Evangelho. Se estes pontos estiverem ausentes em uma religião, trata-se de uma seita; ou seja, um grupo determinado de pessoas que advogam doutrinas heterodoxas. Estão fora da Ortodoxia Bíblica.

A crença de que as Três Pessoas Divinas são Onipotentes, Oniscientes e Onipresentes também são importantes, pois as Três Pessoas Divinas, sendo Deus, possuem esses atributos incomunicáveis. Características que não legaram aos seres-humanos. Diferenciadas do amor, intelecto, volição, etc., que Deus em sua Infinita sabedoria transmitiu a nós.

No dia 25 de Dezembro de 1961, através da bula papal Humanae salutis, o Papa João XXIII convocou o mundo Católico Romano para o Concílio Vaticano II. Este mesmo Papa inaugurou-o, e iniciou-o no dia 11 de Outubro de 1962. O Concílio, realizado em quatro sessões, só terminou no dia 8 de Dezembro de 1965, já sob o papado de Paulo VI.

Nestas quatro sessões, mais de 2000 Prelados convocados de todo o planeta discutiram e regulamentaram vários temas da Igreja Católica. Esse Concílio Ecumênico redigiu 16 documentos nos quais irei transcrevê-los com um breve resumo dos assuntos tratados: 

Constituições:

Dei Verbum: Revelação divina e Tradição
Lumen Gentium: Igreja
Gaudium et Spes: Pastoral e a relação da Igreja com o mundo moderno
Sacrosanctum Concilium: Liturgia

Decretos:

Ad Gentes: Atividade missionária
Apostolicam Actuositatem: apostolado dos leigos
Christus Dominus: Bispos
Inter Mirifica: comunicação social
Optatam Totius: formação sacerdotal
Orientalium Ecclesiarum: Igrejas orientais católicas
Perfectæ Caritatis: renovação da vida consagrada
Presbyterorum Ordinis: vida dos presbíteros
Unitatis Redintegratio: ecumenismo

Declarações:

Dignitatis Humanæ: liberdade religiosa
Gravissimum Educationis: educação cristã e digna
Nostra Ætate: relação com os não-cristãos

Dos muitos erros - na perspectiva da teologia Bíblica - existentes nestes documentos (e muitos em um único parágrafo) quero salientar um que é totalmente drástico: A alegação de que o Deus da Bíblia se revelou a Maomé (O profeta do Islamismo). Vejam a declaração:

A Igreja olha também com estima para os muçulmanos. Adoram eles o Deus Único, vivo e subsistente, misericordioso e omnipotente, criador do céu e da terra, que falou aos homens e a cujos decretos, mesmo ocultos, procuram submeter-se de todo o coração, como a Deus se submeteu Abraão, que a fé islâmica de bom grado evoca. Embora sem o reconhecerem como Deus, veneram Jesus como profeta, e honram Maria, sua mãe virginal, à qual por vezes invocam devotamente. Esperam pelo dia do juízo, no qual Deus remunerará todos os homens, uma vez ressuscitados. Têm, por isso, em apreço a vida moral e prestam culto a Deus, sobretudo com a oração, a esmola e o jejum." (Documentos do Concílio Vaticano II - Nostra Etate, Parágrafo 3)

De acordo com o Catolicismo Romano, esta igreja nunca erra, e nem o seu sumo-pontífice, o Papa, quando proferem algo sobre fé, moral e costumes:

Para manter a Igreja na pureza da fé transmitida pelos apóstolos, Cristo quis conferir à sua Igreja uma participação em sua própria infalibilidade, ele que é a Verdade. Pelo "sentido sobrenatural da fé", o Povo de Deus "se atém indefectivelmente à fé", sob a guia do Magistério vivo da Igreja.” (Catecismo Da Igreja Católica, Parágrafo 889)  

"Goza desta infalibilidade o Pontífice Romano, chefe do colégio dos Bispos, por força de seu cargo quando, na qualidade de pastor e doutor supremo de todos os fiéis e encarregado de confirmar seus irmãos na fé, proclama, por um ato definitivo, um ponto de doutrina que concerne à fé ou aos costumes... A infalibilidade prometida à Igreja reside também no corpo episcopal quando este exerce seu magistério supremo em união com o sucessor de Pedro", sobretudo em um Concílio Ecumênico. Quando, por seu Magistério supremo, a Igreja propõe alguma coisa "a crer como sendo revelada por Deus" como ensinamento de Cristo, "é preciso aderir na obediência da fé a tais definições. Esta infalibilidade tem a mesma extensão que o próprio depósito da Revelação divina." (Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 891)

Existem muitos outros textos que apregoam a infalibilidade papal, e a infalibilidade da igreja, porém para conhecimento de causa estes são suficientes.

A Bíblia é clara em dizer que Jesus é o Filho de Deus; e, a crença em sua Santa Pessoa distinguirão se alguma religião em si adora o Verdadeiro Deus, ou tem um conceito errôneo de seu Ser. O Islamismo tem uma teologia bastante solidificada, que, porém não aceita o Senhor Jesus como Filho de Deus. Mas segundo o texto que comecei esse artigo, a Bíblia exige que honremos Jesus Cristo da mesma forma que honramos o Pai. Vejamos algumas declarações do Alcorão:

Ó adeptos do Livro, não exagereis em vossa religião e não digais de Deus senão a verdade. O Messias, Jesus, filho de Maria, foi tão-somente um mensageiro de Deus e Seu Verbo, com o qual Ele agraciou Maria por intermédio do Seu Espírito. Crede, pois, em Deus e em Seus mensageiros e digais: Trindade! Abstende-vos disso, que será melhor para vós; sabei que Deus é Uno. Glorificado seja! Longe está à hipótese de ter tido um filho. A Ele pertence tudo quanto há nos céus e na terra, e Deus é mais do que suficiente Guardião." (Surata 4:171)

“São blasfemos aqueles que dizem: Deus é o Messias, filho de Maria. Dize-lhes: Quem possuiria o mínimo poder para impedir que Deus, assim querendo, aniquilasse o Messias, filho de Maria, sua mãe e todos os que estão na terra? Só a Deus pertence o reino dos céus e da terra, e tudo quanto há entre ambos. Ele cria o que Lhe apraz, porque é Onipotente. (Surata 5:17)

São blasfemos aqueles que dizem: Deus é o Messias, filho de Maria, ainda quando o mesmo Messias disse: Ó israelitas, adorai a Deus, Que é meu Senhor e vosso. A quem atribuir parceiros a Deus, ser-lhe-á vedada a entrada no Paraíso e sua morada será o fogo infernal! Os iníquos jamais terão socorredores.” (Surata 5:72)

São blasfemos aqueles que dizem: Deus é um da Trindade!, portanto não existe divindade alguma além do Deus Único. Se não desistirem de tudo quanto afirmam, um doloroso castigo açoitará os incrédulos entre eles.” (Surata 5:73)

O Messias, filho de Maria, não é mais do que um mensageiro, do nível dos mensageiro que o precederam; e sua mãe era sinceríssima. Ambos se sustentavam de alimentos terrenos, como todos. Observa como lhes elucidamos os versículos e observa como se desviam. Pergunta-lhes: Adorareis, em vez de Deus, ao que não pode prejudicar-vos nem beneficiar-vos, sabendo (vós) que Deus é o Oniouvinte, o Sapientíssimo?" (Surata 5:75-76)

Os judeus dizem: Ezra é filho de Deus; os cristãos dizem: O Messias é filho de Deus. Tais são as palavras de suas bocas; repetem, com isso, as de seus antepassados incrédulos. Que Deus os combata! Como se desviam!” (Surata 9:30) 

É... Como vemos é inconcebível que Deus tenha dito uma coisa na Bíblia; e, anos depois contradizer tudo que disse no Alcorão. A Bíblia é enfática em dizer que Jesus é o Filho de Deus:

Enquanto assim decidia, eis que o Anjo do Senhor manifestou- se a ele em sonho, dizendo: "José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo.” (Mateus 1:20 – Bíblia de Jerusalém) 

Até os endemoninhados confessavam isso: “E eis que se puseram a gritar: "Que queres de nós, Filho de Deus? Vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?" (Mateus 8:29 – Bíblia de Jerusalém) 

Os discípulos: “Os que estavam no barco prostraram-se diante dele dizendo: "Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!" (Mateus 14:8 – Bíblia de Jerusalém) 

O próprio Senhor Jesus: “Jesus respondeu: "Tu o disseste. Aliás, eu vos digo que, de ora em diante, vereis o Filho do Homem sentado à direita do Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu." (Mateus 26:64 – Bíblia de Jerusalém) 

Ao afirmar que o Deus em que creem os muçulmanos “falou com os homens”! O Concílio Vaticano II mostra então que considera como autentica a “revelação” transmitida por Maomé no Alcorão! Isto é uma apostasia explícita da Fé cristã que temos aqui, sabendo que a “revelação” exposta no Alcorão contradiz expressamente todas as verdades fundamentais da Bíblia! Isso é confirmado nos documentos do vaticano em outro lugar: 

Mas o desígnio da salvação estende-se também àqueles que reconhecem o Criador, entre os quais vêm em primeiro lugar os muçulmanos, que professam seguir a fé de Abraão, e conosco adoram o Deus único e misericordioso, que há de julgar os homens no último dia. E o mesmo Senhor nem sequer está longe daqueles que buscam, na sombra e em imagens, o Deus que ainda desconhecem...” (Documentos do Vaticano II - Lumen Gentium, Parágrafo 16)

Esta afirmação atribui falsamente aos muçulmanos a adoração do Deus Bíblico, o Deus de Israel, e os inclui enquanto tais na proposta da salvação; afirmação contrária a Bíblia, já que aquele que não adora o verdadeiro Deus não pode ser incluído no plano da salvação. E os muçulmanos não adoram o verdadeiro Deus porque se bem que reconheçam a Deus (Alá: “o Deus”) a criação do “mundo” e do “homem” a partir do nada, assim como os atributos tradicionais de onipotência e de onisciência e se bem que o reconheçam como Juiz do gênero humano no fim dos tempos, não o concebem como Deus Pai, Filho e Espírito Santo que na sua bondade criou o homem à Sua “imagem e semelhança”. Deus no Alcorão nunca é chamado de Pai, de Amor, etc.

QUEM FALOU A MAOMÉ?

De acordo com a tradição Islâmica, Maomé, tinha por hábito passar noites nas cavernas das montanhas próximas de Meca, praticando o jejum e a meditação. Sentia-se desiludido com a atmosfera materialista que dominava a sua cidade e insatisfeito com a forma como órfãos, pobres e viúvas eram excluídos da sociedade. A tradição muçulmana informa que no ano de 610, enquanto meditava numa caverna do monte Hira, Maomé recebeu a visita do “arcanjo Gabriel” (Jibrīl) que o declarou como profeta de Deus. Desde este momento e até à sua morte, em 632, recebeu muitas “revelações”.

Mas como pode um anjo de Deus, declarar a um profeta algo contraditório a sua outra revelação? Quem falou a Maomé foi realmente um “anjo de Deus"? Obviamente não! Foi um demônio disfarçado. O apóstolo Paulo nos ensina:

E não é de estranhar! Pois o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Por conseguinte, não é surpreendente que os seus ministros se transfigurem em servidores da justiça. Mas o fim destes corresponderá às suas obras.” (2 Coríntios 11:14-15 – Bíblia de Jerusalém)) 

É essa suposta revelação que o Catolicismo Romano em sua aparência de piedade e paz inter-religiosa ampara? Será que a paz entre os homens tem de ser à custa do Verdadeiro Evangelho? A Bíblia nos exorta: 

Entretanto, se alguém — ainda que nós mesmos ou um anjo do céu — vos anunciar um evangelho diferente do que vos anunciamos, seja anátema." (Gálatas 1:8 – Bíblia de Jerusalém) 

Os apologistas católicos costumam dizer que o Vaticano II não foi um concílio dogmático, ou seja, não promulgou doutrinas irrevogáveis. Porém como vimos acima o Papa e a Igreja quando falam de fé, moral e costumes não podem errar. E é isso que a igreja que “supostamente” guiada pelo Espírito Santo, tratou no Concílio. Tais chegam a comparar o Concílio Vaticano II com o Concílio de Jerusalém em Atos 15. Espere! Será que o Concílio de Jerusalém pode ser revogado? Alguma doutrina que foi estabelecida nele pode cair por terra? Se for a autoridade da Bíblia e a inspiração do Espírito Santo estão totalmente em xeque. Obviamente não! Nada na Bíblia é auto-contraditório! Nada na Bíblia cai por terra porque:

Pois Deus não é um Deus de desordem, mas de paz. Como acontece em todas as Igrejas dos santos (1 Coríntios 14:33 – Bíblia de Jerusalém)

O Catolicismo Romanos, seu Papa, teólogos e apologistas  estão enquadrados na advertência Bíblica que reza:

Todavia, se o profeta tiver a ousadia de falar em meu nome uma palavra que eu não lhe tiver ordenado, ou se ele falar em nome de outros deuses, tal profeta deverá ser morto." Talvez perguntes em teu coração: "Como vamos saber se tal palavra não é uma palavra de Iahweh?" Se o profeta fala em nome de Iahweh, mas a palavra não se cumpre, não se realiza, trata-se então de uma palavra que Iahweh não disse. Tal profeta falou com presunção. Não o temas!” (Deuteronômio 18:20-22 – Bíblia de Jerusalém)

Queridos católicos ouçam a Palavra do Senhor que diz: 

Procurai a Iahweh enquanto pode ser achado, invocai-o enquanto está perto. Abandone o ímpio o seu caminho, e o homem mau os seus pensamentos, e volte para Iahweh, pois terá compaixão dele, e para o nosso Deus, porque é rico em perdão.” (Isaías 55:6-7 – Bíblia de Jerusalém)

Rômulo Lima
(Acadêmico em Teologia e Apologética Aplicada)