quinta-feira, 22 de outubro de 2015

A ADULTERAÇÃO INTENCIONAL DO DECÁLOGO PELOS TEÓLOGOS CATÓLICOS ROMANOS?


A todo o que ouve as palavras da profecia deste livro eu declaro: “Se alguém lhes fizer algum acréscimo, Deus lhe acrescentará as pragas descritas neste livro”. E se alguém tirar algo das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará também a sua parte da árvore da Vida e da Cidade santa, que estão descritas neste livro!" (Apocalipse 22:18-19 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém)

O Grande Jeová na Pessoa do Senhor Jesus, envia o seu anjo com o objetivo de revelar a vontade imutável de Deus ao seu amado apóstolo João, o qual nos deu uma joia chamada Apocalipse. Nesses últimos versos vemos a exortação enfática sobre a necessidade de guardar a sua Palavra, pois essa não pode ser adulterada.

Diante dessa profecia, torna-se extremamente interessante compararmos a Bíblia com os “compêndios teológicos” formulados pelas muitas religiões do mundo. Para sabermos se uma religião é verdadeiramente cristã, devemos analisá-la pelo crivo Bíblico. Se a Palavra de Deus a aprova ou não. Quando tomamos o Catecismo da Igreja Católica e examinamos - as partes que dissertam sobre os Dez Mandamentos -, podemos notar uma discrepância gritante. Uma omissão bastante significativa que envolve intrinsecamente a salvação da alma do fiel católico. 

Tratando-se de uma instituição que alega a si a autoridade Divina. Que advoga ser a única igreja verdadeira sobre a Terra. É de espantar a tamanha desordem e falta de escrúpulo por parte das autoridades católicas. Vamos analisar a Palavra de Deus e meditar nos Dez Mandamentos contidos no Livro de Êxodo: 

 “Deus pronunciou todas estas palavras, dizendo: "Eu sou Iahweh teu Deus, que te fez sair da terra do Egito, da casa da escravidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida de nada que se assemelhe ao que existe lá em cima, nos céus, ou embaixo na terra, ou nas águas que estão debaixo da terra. Não te prostrarás diante desses deuses e não os servirás, porque eu, Iahweh teu Deus, sou um Deus ciumento, que puno a iniquidade dos pais sobre os filhos até a terceira e quarta geração dos que me odeiam, mas que também ajo com amor até a milésima geração para aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. Não pronunciarás em vão o nome de Iahweh teu Deus, porque Iahweh não deixará impune aquele que pronunciar em vão o seu nome. Lembra-te do dia do sábado para santificá-lo. Trabalharás durante seis dias, e farás toda a tua obra. O sétimo dia, porém, é o sábado de Iahweh teu Deus. Não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem lua filha, nem teu escravo, nem tua escrava, nem teu animal, nem o estrangeiro que está em tuas portas. Porque em seis dias Iahweh fez o céu, a terra, o mar e tudo o que eles contêm, mas repousou no sétimo dia; por isso Iahweh abençoou o dia do sábado e o santificou. Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que Iahweh teu Deus, te dá. Não matarás. Não cometerás adultério. Não roubarás. Não apresentarás um falso testemunho contra o teu próximo. Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a sua mulher, nem o seu escravo, nem a sua escrava, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença a teu próximo." (Êxodo 20:1-17 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém) 

Podemos delinear uma fórmula do Decálogo da seguinte maneira:

1º) “Não terás outros deuses diante de mim.” (Êxodo 20:3)
2º) “Não farás para ti imagem esculpida...” (Êxodo 20:4)
3º) “Não pronunciarás em vão o nome de Iahweh teu Deus...” (Êxodo 20:8)
4º) “Lembra-te do dia do sábado para santificá-lo.” (Êxodo 20:8) 
5º) “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias” (Êxodo 20:12) 
6º) “Não matarás.” (Êxodo 20:13)
7º) “Não cometerás adultério.” (Êxodo 20:14)
8º) “ Não roubarás.” (Êxodo 20:15)
9º) “Não apresentarás um falso testemunho contra o teu próximo.” (Êxodo 20:16)
10º) “Não cobiçarás...” (Êxodo 20:17)

Tomando o Catecismo Romano, nas segunda e terceiras seções que vão dos parágrafos 2052 até 2557, onde se comenta  Os Dez Mandamentos, e discrimina as atribuições e deveres de cada um. Eles são resumidos da seguinte forma. Vistamos a definição dos Dez Mandamentos em sua Fórmula Catequética:

OS DEZ MANDAMENTOS (DECÁLOGO)
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA
FÓRMULA CATEQUÉTICA

Primeiro: Adorar a Deus e amá-lo sobre todas as coisas.
Segundo: Não invocar o santo nome de Deus em vão.
Terceiro: Santificar os Domingos e festas de guarda.
Quarto: Honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores).
Quinto: Não matar (nem causar outro dano, no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo).
Sexto: Guardar castidade nas palavras e nas obras.
Sétimo: Não furtar (nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo).
Oitavo: Não levantar falsos testemunhos (nem de qualquer outro modo faltar à verdade ou difamar o próximo)
Nono: Guardar castidade nos pensamentos e desejos.
Décimo: Não cobiçar as coisas alheias.

Se você não possui um catecismo impresso, poderá verificar o exposto no site oficial do  vaticano: http://www.vatican.va/archive/compendium_ccc/documents/archive_2005_compendium-ccc_po.html#OS DEZ MANDAMENTOS

Agora perceba... na Fórmula Catequética, o Sexto e o Nono mandamento são os mesmos (Guardar  a Castidade), onde na Bíblia é o Sexto Mandamento (Não cometerás adultério - Êxodo 20:14).O Senhor Jesus explicou tal mandamento da seguinte forma, que tanto o ato em si, quanto o pensamento do ato é o adultério. Vejamos: 

"Eu, porém, vos digo, que qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, em seu coração, já cometeu adultério com ela." (Mateus 5:28)

Então repetir o mandamento já é um erro gravíssimo de não entendimento teológico. E muito pior que isso...  Será que não está faltando nenhuma ordenança de Deus que foi omitida pelo Catolicismo? Será que o clero Católico Romano é honesto em seus ensinamentos? A resposta é um desmedido NÃO! O Catecismo exclui o Segundo Mandamento propositalmente (
Não farás para ti imagem esculpida...). Usa de subterfúgio a repetição dos mandamentos em Deuteronômio 5:6-21, onde há uma variação no Décimo Mandamento. Em Êxodo está registrado dessa forma: 

"
Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem nada do que lhe pertence." (Êxodo 20:17)

Já em Deuteronômio"Não cobiçarás a mulher de teu próximo. Não cobiçarás sua casa, nem seu campo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem nada do que lhe pertence." (Deuteronômio 5:21)

Podemos facilmente perceber que, os dois versos, tratam de um único Mandamento: "NÃO COBIÇARÁS". Mas por que os teólogos católicos agem dessa forma? Para não ser acusado de cair no pecado de idolatria, e, do anátema que a Bíblia de Gênesis ao Apocalipse profere que sofrerão os adeptos de tal prática. Seus teólogos e formuladores dividiram  o Décimo Mandamento para com isso obter o número de ordenanças corretas! Será que isso é lícito? 

O “não cobiçaras” (Décimo Mandamento) já envolve toda uma gama de preceitos! Veja a artimanha que chega uma religião para sustentar uma doutrina herética, anti-Bíblica e espúria. Será que foi o Espírito Santo que guiou as autoridades católicas e os impeliu a isso? Obviamente não! O intuito do clero é manter o povo na escuridão, no misticismo, no fetichismo e não perder fiéis. A verdade passa bem longe dessa instituição que se autodenomina:  

"Esta é a única Igreja de Cristo que no Símbolo confessamos una, santa, católica e apostólica." (Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 811)

Que Cristo é esse? Obviamente não é o Cristo Bíblico que exorta: “E surgirão falsos profetas em grande número e enganarão a muitos...” (Mateus 24:11 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém)

Infelizmente o fiel católico acredita em todas as coisas que seu clero ensina, exorta e disserta não fazendo a averiguação de absolutamente NADA!  E, muito pior não procura estudar a Bíblia e muito menos a doutrina que sua religião professa. O Catecismo até comenta sobre idolatria, mas na hora de organizar os Mandamentos em dez, faz essa sutil manobra. A eles o apóstolo Paulo dá um conselho profícuo que deve ser aceito com muita consideração no seio dos praticantes da religião católica romana:

Tomai cuidado para que ninguém vos escravize por vãs e enganosas especulações da "filosofia", segundo a tradição dos homens, segundo os elementos do mundo, e não segundo Cristo.” (Colossenses 2:8 – Versão católica: A Bíblia de Jerusalém). 

Rômulo Lima
(Acadêmico em Teologia e Apologética Aplicada)

SERÁ QUE O SILOGISMO DOS SABATISTAS ESTÁ CORRETO?


"Lembra-te do dia do shabbãth, sábado, para santificá-lo." (Êxodo 20:8)

Há uma imensa falácia no silogismo apresentado pelos sabatistas (Judeus, Adventistas do Sétimo Dia e religiões que guardam o sábado). Não devemos guardar o Sábado simplesmente porque há razões para não se estribar em qualquer dia de guarda com o intuito de tornar legalista a salvação pela GRAÇA:

"Ou não lestes na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e, contudo, são desculpados?" (Mateus 12:5)

Diante de tal pensamento falacioso devo também perguntar aos sabatistas: Os sacerdotes no templo poderiam ter outro deus diante de Yahweh e ficar sem culpa? Poderiam curvar-se diante de imagens? Poderiam tomar o nome de Yahweh em vão? Poderiam desonrar os pais? Cometer adultério, etc, etc etc...??? Obviamente que não!!! E o sábado? Poderiam violar o sábado e ficar sem culpa? A resposta é sim!!! Jesus como Senhor do Sábado e com autoridade de condenar a culpabilidade de quem trabalha nesse dia declarou:

"Entretanto, se vós soubésseis o que significam estas palavras: ‘Misericórdia quero, e não holocaustos’, não teríeis condenado os que não têm culpa." (Mateus 12:7)

Além disso não estamos mais debaixo do Antigo Concerto:

"Contudo, agora, Jesus recebeu um ministério ainda mais excelente que o dos sacerdotes, assim como também a aliança da qual Ele é o mediador; aliança muito superior à antiga, pois que é fundamentada em promessas excelsas. Ora, se aquela primeira aliança não tivesse imperfeições, não seria necessário buscar lugar para a segunda. Porquanto Ele declara, repreendendo o povo por suas faltas: “Dias virão, diz o Senhor, em que estabelecerei com a casa de Israel e com a casa de Judá uma nova aliança. Não conforme a aliança que fiz com seus antepassados, no dia em que os tomei pela mão, para os conduzir até fora da terra do Egito; pois eles não continuaram na minha aliança, e Eu me afastei deles”, assevera o Senhor! “Esta é a aliança que farei com a casa de Israel, passados aqueles dias”, garante o Senhor. “Gravarei as minhas leis na sua mente e as escreverei em seu coração. Eu lhes serei Deus, e eles serão o meu povo, ninguém jamais precisará ensinar o seu próximo, nem o seu irmão, dizendo: ‘Conhece o Senhor’, porque todos me conhecerão, desde o menor deles até o maior. Pois Eu lhes perdoarei a malignidade e não me permitirei lembrar mais dos seus pecados”. Ao proclamar “Nova” esta aliança, Ele transformou em antiquada a primeira. E o que se torna superado e envelhecido, está próximo do aniquilamento." (Hebreus 12:6-13)

O sábado foi abolido:  "Farei cessar todo o seu contentamento: suas festas de Lua Nova, os seus shabbãths, (sábados,) e todas as suas festas fixas solenes." (Oseias 2:11)

"...e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu completamente, pregando-a na cruz; e, despojando as autoridades e poderes malignos, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre todos eles na cruz. Portanto, ninguém tem o direito de vos julgar pelo que comeis, ou pelo que bebeis, ou ainda com relação a alguma festa religiosa, celebração das luas novas ou dos dias de sábado." (Colossenses 2:14-17)

Não devemos guardar um dia especifico em si, mas sim todos os nossos dias, nossas horas, minutos devem ser para glorificar a Deus. Honrar o Senhor com nossas vidas. E mais... Somos salvos não por obras de justiça da Lei, mas sim pela GRAÇA de Deus:

"Porquanto, se é pela graça, já não o é mais pelas obras; caso fosse, a graça deixaria de ser graça." (Romanos 11:6); e, Muitos.. muitos... mais muitos outros textos mesmo!!!

Em Cristo. ;)

Rômulo Lima
(Acadêmico em Teologia e Apologética Aplicada)

MAOMÉ É UM PROFETA DE DEUS?


Porque o Pai a ninguém julga, mas confiou ao Filho todo julgamento, a fim de que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou.” (João 5:22-23 – Bíblia de Jerusalém)

Uma das características da fé cristã genuína é a crença na Triunidade de Deus, ou seja, um Único Deus sempiterno e eternamente subsistente em Três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo; a crença no Senhor Jesus como Deus em porcentagem de 100%; e, em sua verdadeira Humanidade com porcentagem também de 100%; a crença de que o Espírito Santo é uma Pessoa, e tão Deus quanto o Pai e o Filho. 

Esses são princípios básicos do verdadeiro Evangelho. Se estes pontos estiverem ausentes em uma religião, trata-se de uma seita; ou seja, um grupo determinado de pessoas que advogam doutrinas heterodoxas. Estão fora da Ortodoxia Bíblica.

A crença de que as Três Pessoas Divinas são Onipotentes, Oniscientes e Onipresentes também são importantes, pois as Três Pessoas Divinas, sendo Deus, possuem esses atributos incomunicáveis. Características que não legaram aos seres-humanos. Diferenciadas do amor, intelecto, volição, etc., que Deus em sua Infinita sabedoria transmitiu a nós.

No dia 25 de Dezembro de 1961, através da bula papal Humanae salutis, o Papa João XXIII convocou o mundo Católico Romano para o Concílio Vaticano II. Este mesmo Papa inaugurou-o, e iniciou-o no dia 11 de Outubro de 1962. O Concílio, realizado em quatro sessões, só terminou no dia 8 de Dezembro de 1965, já sob o papado de Paulo VI.

Nestas quatro sessões, mais de 2000 Prelados convocados de todo o planeta discutiram e regulamentaram vários temas da Igreja Católica. Esse Concílio Ecumênico redigiu 16 documentos nos quais irei transcrevê-los com um breve resumo dos assuntos tratados: 

Constituições:

Dei Verbum: Revelação divina e Tradição
Lumen Gentium: Igreja
Gaudium et Spes: Pastoral e a relação da Igreja com o mundo moderno
Sacrosanctum Concilium: Liturgia

Decretos:

Ad Gentes: Atividade missionária
Apostolicam Actuositatem: apostolado dos leigos
Christus Dominus: Bispos
Inter Mirifica: comunicação social
Optatam Totius: formação sacerdotal
Orientalium Ecclesiarum: Igrejas orientais católicas
Perfectæ Caritatis: renovação da vida consagrada
Presbyterorum Ordinis: vida dos presbíteros
Unitatis Redintegratio: ecumenismo

Declarações:

Dignitatis Humanæ: liberdade religiosa
Gravissimum Educationis: educação cristã e digna
Nostra Ætate: relação com os não-cristãos

Dos muitos erros - na perspectiva da teologia Bíblica - existentes nestes documentos (e muitos em um único parágrafo) quero salientar um que é totalmente drástico: A alegação de que o Deus da Bíblia se revelou a Maomé (O profeta do Islamismo). Vejam a declaração:

A Igreja olha também com estima para os muçulmanos. Adoram eles o Deus Único, vivo e subsistente, misericordioso e omnipotente, criador do céu e da terra, que falou aos homens e a cujos decretos, mesmo ocultos, procuram submeter-se de todo o coração, como a Deus se submeteu Abraão, que a fé islâmica de bom grado evoca. Embora sem o reconhecerem como Deus, veneram Jesus como profeta, e honram Maria, sua mãe virginal, à qual por vezes invocam devotamente. Esperam pelo dia do juízo, no qual Deus remunerará todos os homens, uma vez ressuscitados. Têm, por isso, em apreço a vida moral e prestam culto a Deus, sobretudo com a oração, a esmola e o jejum." (Documentos do Concílio Vaticano II - Nostra Etate, Parágrafo 3)

De acordo com o Catolicismo Romano, esta igreja nunca erra, e nem o seu sumo-pontífice, o Papa, quando proferem algo sobre fé, moral e costumes:

Para manter a Igreja na pureza da fé transmitida pelos apóstolos, Cristo quis conferir à sua Igreja uma participação em sua própria infalibilidade, ele que é a Verdade. Pelo "sentido sobrenatural da fé", o Povo de Deus "se atém indefectivelmente à fé", sob a guia do Magistério vivo da Igreja.” (Catecismo Da Igreja Católica, Parágrafo 889)  

"Goza desta infalibilidade o Pontífice Romano, chefe do colégio dos Bispos, por força de seu cargo quando, na qualidade de pastor e doutor supremo de todos os fiéis e encarregado de confirmar seus irmãos na fé, proclama, por um ato definitivo, um ponto de doutrina que concerne à fé ou aos costumes... A infalibilidade prometida à Igreja reside também no corpo episcopal quando este exerce seu magistério supremo em união com o sucessor de Pedro", sobretudo em um Concílio Ecumênico. Quando, por seu Magistério supremo, a Igreja propõe alguma coisa "a crer como sendo revelada por Deus" como ensinamento de Cristo, "é preciso aderir na obediência da fé a tais definições. Esta infalibilidade tem a mesma extensão que o próprio depósito da Revelação divina." (Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 891)

Existem muitos outros textos que apregoam a infalibilidade papal, e a infalibilidade da igreja, porém para conhecimento de causa estes são suficientes.

A Bíblia é clara em dizer que Jesus é o Filho de Deus; e, a crença em sua Santa Pessoa distinguirão se alguma religião em si adora o Verdadeiro Deus, ou tem um conceito errôneo de seu Ser. O Islamismo tem uma teologia bastante solidificada, que, porém não aceita o Senhor Jesus como Filho de Deus. Mas segundo o texto que comecei esse artigo, a Bíblia exige que honremos Jesus Cristo da mesma forma que honramos o Pai. Vejamos algumas declarações do Alcorão:

Ó adeptos do Livro, não exagereis em vossa religião e não digais de Deus senão a verdade. O Messias, Jesus, filho de Maria, foi tão-somente um mensageiro de Deus e Seu Verbo, com o qual Ele agraciou Maria por intermédio do Seu Espírito. Crede, pois, em Deus e em Seus mensageiros e digais: Trindade! Abstende-vos disso, que será melhor para vós; sabei que Deus é Uno. Glorificado seja! Longe está à hipótese de ter tido um filho. A Ele pertence tudo quanto há nos céus e na terra, e Deus é mais do que suficiente Guardião." (Surata 4:171)

“São blasfemos aqueles que dizem: Deus é o Messias, filho de Maria. Dize-lhes: Quem possuiria o mínimo poder para impedir que Deus, assim querendo, aniquilasse o Messias, filho de Maria, sua mãe e todos os que estão na terra? Só a Deus pertence o reino dos céus e da terra, e tudo quanto há entre ambos. Ele cria o que Lhe apraz, porque é Onipotente. (Surata 5:17)

São blasfemos aqueles que dizem: Deus é o Messias, filho de Maria, ainda quando o mesmo Messias disse: Ó israelitas, adorai a Deus, Que é meu Senhor e vosso. A quem atribuir parceiros a Deus, ser-lhe-á vedada a entrada no Paraíso e sua morada será o fogo infernal! Os iníquos jamais terão socorredores.” (Surata 5:72)

São blasfemos aqueles que dizem: Deus é um da Trindade!, portanto não existe divindade alguma além do Deus Único. Se não desistirem de tudo quanto afirmam, um doloroso castigo açoitará os incrédulos entre eles.” (Surata 5:73)

O Messias, filho de Maria, não é mais do que um mensageiro, do nível dos mensageiro que o precederam; e sua mãe era sinceríssima. Ambos se sustentavam de alimentos terrenos, como todos. Observa como lhes elucidamos os versículos e observa como se desviam. Pergunta-lhes: Adorareis, em vez de Deus, ao que não pode prejudicar-vos nem beneficiar-vos, sabendo (vós) que Deus é o Oniouvinte, o Sapientíssimo?" (Surata 5:75-76)

Os judeus dizem: Ezra é filho de Deus; os cristãos dizem: O Messias é filho de Deus. Tais são as palavras de suas bocas; repetem, com isso, as de seus antepassados incrédulos. Que Deus os combata! Como se desviam!” (Surata 9:30) 

É... Como vemos é inconcebível que Deus tenha dito uma coisa na Bíblia; e, anos depois contradizer tudo que disse no Alcorão. A Bíblia é enfática em dizer que Jesus é o Filho de Deus:

Enquanto assim decidia, eis que o Anjo do Senhor manifestou- se a ele em sonho, dizendo: "José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo.” (Mateus 1:20 – Bíblia de Jerusalém) 

Até os endemoninhados confessavam isso: “E eis que se puseram a gritar: "Que queres de nós, Filho de Deus? Vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?" (Mateus 8:29 – Bíblia de Jerusalém) 

Os discípulos: “Os que estavam no barco prostraram-se diante dele dizendo: "Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!" (Mateus 14:8 – Bíblia de Jerusalém) 

O próprio Senhor Jesus: “Jesus respondeu: "Tu o disseste. Aliás, eu vos digo que, de ora em diante, vereis o Filho do Homem sentado à direita do Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu." (Mateus 26:64 – Bíblia de Jerusalém) 

Ao afirmar que o Deus em que creem os muçulmanos “falou com os homens”! O Concílio Vaticano II mostra então que considera como autentica a “revelação” transmitida por Maomé no Alcorão! Isto é uma apostasia explícita da Fé cristã que temos aqui, sabendo que a “revelação” exposta no Alcorão contradiz expressamente todas as verdades fundamentais da Bíblia! Isso é confirmado nos documentos do vaticano em outro lugar: 

Mas o desígnio da salvação estende-se também àqueles que reconhecem o Criador, entre os quais vêm em primeiro lugar os muçulmanos, que professam seguir a fé de Abraão, e conosco adoram o Deus único e misericordioso, que há de julgar os homens no último dia. E o mesmo Senhor nem sequer está longe daqueles que buscam, na sombra e em imagens, o Deus que ainda desconhecem...” (Documentos do Vaticano II - Lumen Gentium, Parágrafo 16)

Esta afirmação atribui falsamente aos muçulmanos a adoração do Deus Bíblico, o Deus de Israel, e os inclui enquanto tais na proposta da salvação; afirmação contrária a Bíblia, já que aquele que não adora o verdadeiro Deus não pode ser incluído no plano da salvação. E os muçulmanos não adoram o verdadeiro Deus porque se bem que reconheçam a Deus (Alá: “o Deus”) a criação do “mundo” e do “homem” a partir do nada, assim como os atributos tradicionais de onipotência e de onisciência e se bem que o reconheçam como Juiz do gênero humano no fim dos tempos, não o concebem como Deus Pai, Filho e Espírito Santo que na sua bondade criou o homem à Sua “imagem e semelhança”. Deus no Alcorão nunca é chamado de Pai, de Amor, etc.

QUEM FALOU A MAOMÉ?

De acordo com a tradição Islâmica, Maomé, tinha por hábito passar noites nas cavernas das montanhas próximas de Meca, praticando o jejum e a meditação. Sentia-se desiludido com a atmosfera materialista que dominava a sua cidade e insatisfeito com a forma como órfãos, pobres e viúvas eram excluídos da sociedade. A tradição muçulmana informa que no ano de 610, enquanto meditava numa caverna do monte Hira, Maomé recebeu a visita do “arcanjo Gabriel” (Jibrīl) que o declarou como profeta de Deus. Desde este momento e até à sua morte, em 632, recebeu muitas “revelações”.

Mas como pode um anjo de Deus, declarar a um profeta algo contraditório a sua outra revelação? Quem falou a Maomé foi realmente um “anjo de Deus"? Obviamente não! Foi um demônio disfarçado. O apóstolo Paulo nos ensina:

E não é de estranhar! Pois o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Por conseguinte, não é surpreendente que os seus ministros se transfigurem em servidores da justiça. Mas o fim destes corresponderá às suas obras.” (2 Coríntios 11:14-15 – Bíblia de Jerusalém)) 

É essa suposta revelação que o Catolicismo Romano em sua aparência de piedade e paz inter-religiosa ampara? Será que a paz entre os homens tem de ser à custa do Verdadeiro Evangelho? A Bíblia nos exorta: 

Entretanto, se alguém — ainda que nós mesmos ou um anjo do céu — vos anunciar um evangelho diferente do que vos anunciamos, seja anátema." (Gálatas 1:8 – Bíblia de Jerusalém) 

Os apologistas católicos costumam dizer que o Vaticano II não foi um concílio dogmático, ou seja, não promulgou doutrinas irrevogáveis. Porém como vimos acima o Papa e a Igreja quando falam de fé, moral e costumes não podem errar. E é isso que a igreja que “supostamente” guiada pelo Espírito Santo, tratou no Concílio. Tais chegam a comparar o Concílio Vaticano II com o Concílio de Jerusalém em Atos 15. Espere! Será que o Concílio de Jerusalém pode ser revogado? Alguma doutrina que foi estabelecida nele pode cair por terra? Se for a autoridade da Bíblia e a inspiração do Espírito Santo estão totalmente em xeque. Obviamente não! Nada na Bíblia é auto-contraditório! Nada na Bíblia cai por terra porque:

Pois Deus não é um Deus de desordem, mas de paz. Como acontece em todas as Igrejas dos santos (1 Coríntios 14:33 – Bíblia de Jerusalém)

O Catolicismo Romanos, seu Papa, teólogos e apologistas  estão enquadrados na advertência Bíblica que reza:

Todavia, se o profeta tiver a ousadia de falar em meu nome uma palavra que eu não lhe tiver ordenado, ou se ele falar em nome de outros deuses, tal profeta deverá ser morto." Talvez perguntes em teu coração: "Como vamos saber se tal palavra não é uma palavra de Iahweh?" Se o profeta fala em nome de Iahweh, mas a palavra não se cumpre, não se realiza, trata-se então de uma palavra que Iahweh não disse. Tal profeta falou com presunção. Não o temas!” (Deuteronômio 18:20-22 – Bíblia de Jerusalém)

Queridos católicos ouçam a Palavra do Senhor que diz: 

Procurai a Iahweh enquanto pode ser achado, invocai-o enquanto está perto. Abandone o ímpio o seu caminho, e o homem mau os seus pensamentos, e volte para Iahweh, pois terá compaixão dele, e para o nosso Deus, porque é rico em perdão.” (Isaías 55:6-7 – Bíblia de Jerusalém)

Rômulo Lima
(Acadêmico em Teologia e Apologética Aplicada)

terça-feira, 13 de outubro de 2015

A EXCLUSIVIDADE DE JESUS E A IMACULADA CONCEIÇÃO (POR QUE JESUS É O ÚNICO SEM PECADO?)


“...Mas a Escritura encerrou tudo sob o império do pecado, para que a promessa mediante a fé em Jesus Cristo fosse dada aos que creem.” (Gálatas 3:22 – Bíblia Ave Maria)

Não me deterei aqui na origem do pecado, mas sim no fato de que a Bíblia é clara quanto à questão da universalidade do pecado, ou seja, do Pecado Original, aquele que herdamos dos nossos pais. Nós somos culpados por causa do pecado de Adão. Paulo explica os efeitos do pecado adâmico da seguinte forma: 

"Por isso, como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim a morte passou a todo o gênero humano, porque todos pecaram..." (Romanos 5:12 – Bíblia Ave Maria).

O contexto nos diz que Paulo não está falando sobre os pecados que as pessoas cometem todos os dias, porque o texto está fazendo uma comparação entre Adão e Cristo. Ele está nos dizendo que pela morte de Adão o pecado se espalhou para toda humanidade, porque todos pecaram. A ideia de que "todos pecaram" significa o que Deus pensa de nós, que todos herdamos o pecado quando Adão desobedeceu. Isso é ainda mais enfatizado nos próximos dois versos, onde Paulo diz:

De fato, até a lei o mal estava no mundo. Mas o mal não é imputado quando não há lei. No entanto, desde Adão até Moisés reinou a morte, mesmo sobre aqueles que não pecaram à imitação da transgressão de Adão (o qual é figura do que havia de vir)." (Romanos 5:13-14 – Bíblia Ave Maria)

Paulo está articulando nisto que desde o tempo de Adão até o tempo de Moisés, o povo não continha a lei escrita de Deus. Seus pecados não foram "tidos em conta" (como violações da lei), mas ainda assim todos morreram. O fato de que eles morreram é uma boa prova de que Deus considerou-os culpados com base do pecado de Adão.

Deus quando fez o ser humano, fê-lo com a capacidade de reprodução. A vida gera vida semelhante. É uma lei da natureza (Lei da Biogênese descoberta por Louis Pasteur). Isto é um fato tanto na ciência quanto na Teologia Ortodoxa. Uma árvore não poderá dar vida a uma pedra; Um porco não dará luz à palha; Toda vida produz outra semelhante. Os termos Bíblicos que confirmam tal assertiva demonstram claramente minha tese: 

Deus disse: "Produza a terra plantas, ervas que contenham semente e árvores frutíferas que deem fruto segundo a sua espécie e o fruto contenha a sua semente." E assim foi feito. A terra produziu plantas, ervas que contêm semente segundo a sua espécie, e árvores que produzem fruto segundo a sua espécie, contendo o fruto a sua semente. E Deus viu que isso era bom." (Gênesis 1:11-12 – Bíblia Ave Maria)

Deus criou os monstros marinhos e toda a multidão de seres vivos que enchem as águas, segundo a sua espécie, e todas as aves segundo a sua espécie. E Deus viu que isso era bom." (Gênesis 1:21 – Bíblia Ave Maria)

Deus fez os animais selvagens segundo a sua espécie, os animais domésticos igualmente, e da mesma forma todos os animais, que se arrastam sobre a terra. E Deus viu que isso era bom.” (Gênesis 1:25 – Bíblia Ave Maria)

Isso não foi diferente com o homem. Este foi criado com a capacidade de gerar seres semelhantes a sua espécie: 

Deus os abençoou: "Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra." (Gênesis 1:28 – Bíblia Ave Maria)

No início o homem trazia a imagem e semelhança de Deus; mas, com a queda, essa imagem e semelhança ficaram totalmente embotadas. O homem continuou tendo a imagem e semelhança em atributos comunicáveis, porém sua carne, sua vida, seu ser estava disposto pelo pecado. O homem é o mesmo, mas a qualidade é inferior. Esta característica é propagada por toda descendência. Sem exceção!

Todos os descendentes de Adão foram gerados “conforme a sua espécie”. Quando ele gerou filhos, gerou-o a sua imagem e semelhança, ou seja, sua imagem caída. Não o gerou como o original. Gerou “conforme sua imagem e semelhança decaída”.

Por que isso ocorria? Isso ocorreu por causa da semente do homem. A qualidade da semente determinará a qualidade do fruto. O homem ao fecundar a mulher, coloca nela uma semente que a Bíblia chama de "semente corruptível”: 

Pois fostes regenerados não duma semente corruptível, mas pela palavra de Deus, semente incorruptível, viva e eterna.” (1 Pedro 1:23 – Bíblia Ave Maria)

O fruto gerado dessa semente terá a mesma qualidade de quem o fecundou. Davi, antes do advento Neotestamentário já reconhecia isso claramente. Ele admite ter uma concepção pecaminosa antes de pecar conscientemente: 

Eis que nasci na culpa, minha mãe concebeu-me no pecado.” (Salmos 51:7 – Bíblia Ave Maria)

No Senhor Jesus a imagem perfeita de Deus deveria ser resgatada em todos os aspectos. Jesus foi como Homem, a imagem de Deus e o alvo da obra redentora sobre toda humanidade. Ele veio para restaurar essa imagem nos seres humanos:

Os que ele distinguiu de antemão, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que este seja o primogênito entre uma multidão de irmãos." (Romanos 8:29 – Bíblia Ave Maria)

Assim como reproduzimos em nós as feições do homem terreno, precisamos reproduzir as feições do homem celestial.“ (1 Coríntios 15:49 – Bíblia de Jerusalém)

Mas todos nós temos o rosto descoberto, refletimos como num espelho a glória do Senhor e nos vemos transformados nesta mesma imagem, sempre mais resplandecentes, pela ação do Espírito do Senhor.” (2 Coríntios 3:18 – Bíblia Ave Maria)

...E vos revestistes do novo, que se vai restaurando constantemente à imagem daquele que o criou, até atingir o perfeito conhecimento.” (Colossenses 3:10 – Bíblia Ave Maria)

Isso é impossível para qualquer pessoa que nasceu da semente de Adão, ou seja, diretamente da semente humana. Podemos dizer diretamente porque o receptáculo (Maria) foi proveniente de Adão, mas a semente que gerou o Senhor Jesus, não o era. Logo o último Adão trouxe a imagem perfeita de Deus, por ser gerado da semente do Espírito Santo.

A Bíblia nunca fala que Maria foi isenta do pecado. Que Maria foi gerada pela semente do Espírito Santo. Que Maria preservou-se do Pecado Original. Muito pelo contrário! A Bíblia não isenta ninguém de pecado (exceto o gerado da semente incorruptível):

Deus encerrou a todos esses homens na desobediência para usar com todos de misericórdia.” (Romanos 11:22 – Bíblia Ave Maria) 

Quando a literatura Católica Romana se expressa que Maria foi sempre virgem, isso nada mais é do que uma doutrina criada por homens. Os apóstolos nada falaram a esse respeito. Se fosse algo de sumo importância como o Catolicismo Romano o expõe, por que não está na Bíblia? Por que A Imaculada Conceição foi solenemente definida como dogma pelo Papa Pio IX em sua bula Ineffabilis Deus em 8 de Dezembro de 1854:

...A doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante da sua Conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus, e por isto deve ser crida firme e inviolavelmente por todos os fiéis.” (Papa Pio IX - Bula Ineffabilis Deus – Paragrafo 41)

Escutem as Nossas palavras todos os caríssimos filhos Nossos e da Igreja Católica, e com sempre mais ardente fervor de devoção, de piedade e de amor continuem a venerar, a invocar, a suplicar a beatíssima Virgem Maria Mãe de Deus, concebida sem o pecado original, e com toda confiança recorram a esta dulcíssima Mãe de misericórdia e de graça, em todos os perigos, em todas as angústias, em todas as necessidades, em todas as dúvidas e em todas as apreensões. De feito, não pode haver lugar para temor ou para desespero quando ela é a nossa condutora e a nossa protetora, quando ela nos é propícia e nos protege; pois que ela tem para conosco um coração materno, e, enquanto trata os negócios que dizem respeito à salvação de cada um de nós, é solícita de todo o gênero humano. Constituída por Deus Rainha do céu e da terra, e exaltada acima de todos os coros dos Anjos e de todas as ordens dos Santos, ela está à direita de seu Filho Unigênito, Nosso Senhor Jesus Cristo, e com as suas poderosíssimas preces de Mãe suplica; acha o que procura, e não pode ficar frustrada.” (Papa Pio IX - Bula Ineffabilis Deus – Paragrafo 44)

Esta associação da mãe com o Filho na obra da salvação, manifesta-se desde a conceição virginal de Cristo até à Sua morte. Primeiro, quando Maria, tendo partido solicitamente para visitar Isabel, foi por ela chamada bem aventurada, por causa da fé com que acreditara na salvação prometida, e o precursor exultou no seio de sua mãe (cfr. Luc. 1, 41-45); depois, no nascimento, quando a Mãe de Deus, cheia de alegria, apresentou aos pastores e aos magos o seu Filho primogênito, o qual não só não lesou a sua integridade, mas antes a consagrou (180). E quando O apresentou no templo ao Senhor, com a oferta dos pobres, ouviu Simeão profetizar que o Filho viria a ser sinal de contradição e que uma espada trespassaria o coração da mãe, a fim de se revelarem os pensamentos de muitos (cfr. Luc. 2, 34-35). Ao Menino Jesus, perdido e buscado com aflição, encontraram-no os pais no templo, ocupado nas coisas de Seu Pai; e não compreenderam o que lhes disse. Mas sua mãe conservava todas estas coisas no coração e nelas meditava (cfr. Luc. 2, 41-51).” (Lumem Gentium – Capítulo VII – Parágrafo 57)

 “O aprofundamento de sua fé na maternidade virginal levou a Igreja a confessar a virgindade real e perpétua de Maria, mesmo no parto do Filho de Deus feito homem. Com efeito, o nascimento de Cristo "não lhe diminuiu, mas sagrou a integridade virginal" de sua mãe. A Liturgia da Igreja celebra Maria como a "Aeiparthenos" (pronuncie " áeiparthénos"), "sempre virgem". (Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 499) 

Quão fortes são estas declarações! Porém, todas elas são meramente doutrinas criadas. Deus nos deixou suas doutrinas reveladas em Sua Infalível Palavra. Não encontramos nada sobre o dogma da Imaculada Conceição e da Virgindade perpétua constados na Bíblia. Antes disso a Escritura fala:

Esta é a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo, para todos os fiéis (pois não há distinção; com efeito, todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus)," (Romanos 3:22-23 – Bíblia Ave Maria)

A Verdadeira Revelação de Deus diz que “todos pecaram e estão privados da glória de Deus”. Mas, a Igreja Católica diz que Maria nasceu sem estar sujeita ao Pecado Original, e, que em sua vida ela nunca pecou. Com isso essa religião faz de Deus um mentiroso e torna sua Palavra dúbia. Digna de descrédito!  Em quem devemos acreditar diante disso? Tão claro como o Sol, devemos crer no que a Bíblia diz, não em doutrinas extras a sua Santa Revelação. Devemos seguir as exortações dos apóstolos e atentar somente para “o que está escrito”. Não devemos ser como muitos desorientados que buscam novidades fora da Bíblia:

Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas.” (2 Timóteo 4:3-4 – Bíblia Ave Maria)

Rômulo Lima
(Acadêmico em Teologia e Apologética Aplicada)

A ESCRITURA SAGRADA E A TRADIÇÃO


"Passarão o céu e a terra. Minhas palavras, porém, não passarão.." (Mateus 24:35 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém)

Para uma melhor analise de qualquer doutrina cristã, de onde deve estar assentada a fé de qualquer pessoa que se confesse seguidor de Cristo, ou a igreja (no contexto denominacional) que se diz cristã, deve-se sempre determinar qual é a autoridade máxima de sua fé, doutrina, religião e moral.

A Bíblia é muito clara sobre esse ponto. Ela declara constantemente em suas páginas que possui autoridade, e que suas palavras são as Palavras de Deus; não no sentido de que Deus falou tudo que está escrito em suas páginas, mas sim que Ele determinou e compeliu seus autores, por intermédio do Espírito Santo, a escrevê-la. Porém há inúmeras citações diretas de sua comunicação com os profetas do Antigo Testamento pela expressão: “Assim diz o Senhor...”; “Oráculo do Senhor...”; “Veio a mim a Palavra do Senhor...” etc. No Novo Testamento temos a ação direta de Deus, na Pessoa de Cristo Jesus, discriminando abertamente que Ele é a Palavra de Deus (João 14:6); Também consta pelas páginas neotestamentárias a revelação direta da Pessoa do Espírito Santo no ministério dos apóstolos com expressões muito claras: “E o Espírito diz expressamente...” “Disse o Espírito Santo...”; “Então o Espírito de Deus...”; etc.

Há aqui uma grande contestação entre a confissão de fé Reformada (que busca sempre o retorno as Escrituras Sagradas), e a Igreja Católica Romana. Enquanto os reformados - e os atuais herdeiros da reforma – declaram que a Bíblia é a Única autoridade se tratando de fé, doutrina, religião e moral, a Igreja Católica Romana pronuncia que existem, a saber, três supremas autoridades. Em seu Catecismo (Documento impresso que determina a confissão de fé e doutrina da igreja) ela expressa-se da seguinte forma:

"Fica, portanto, claro que segundo o sapientíssimo plano divino, a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja estão de tal modo entrelaçados e unidos que um não tem consistência sem os outros, e que juntos, cada qual a seu modo, sob a ação do mesmo Espírito Santo, contribuem eficazmente para a salvação das almas." (Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 95) 

Vemos claramente na declaração que, a “Sagrada Tradição” (Ensino oral supostamente entregue atravessadamente pelo tempo); “A Sagrada Escritura”; e, o "Magistério da Igreja” (O encargo de interpretação da Bíblia pelos seus sacerdotes com a autoridade do Papa) possuem a mesma autoridade, estando emaranhados e vinculados uns aos outros. E ainda mais que eles contribuem de forma eficaz para a salvação do católico. 

Analisemos outro parágrafo do Catecismo: 

Dai resulta que a Igreja, à qual estão confiadas a transmissão e a interpretação da Revelação, ‘não deriva a sua certeza a respeito de tudo o que foi revelado somente da Sagrada Escritura. Por isso, ambas devem ser aceitas e veneradas com igual sentimento de piedade e reverência.” (Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 82).

Confirma-se nesta declaração o que resumi acima. As fontes de autoridades da Igreja Católica devem ser aceitas e veneradas de igual modo, pois ambas são a Palavra de Deus autenticas e fieis. Dessa forma o próprio Catecismo vai explicando em seu parágrafo - “Duas Modalidades Distintas de Transmissão”-  sua teologia da seguinte maneira:

"A SAGRADA ESCRITURA É A PALAVRA DE DEUS ENQUANTO REDIGIDA SOB A MOÇÃO DO ESPÍRITO SANTO".

“Quanto à Sagrada Tradição, ela "transmite integralmente aos sucessores dos apóstolos a Palavra de Deus confiada por Cristo Senhor e pelo Espírito Santo aos apóstolos para que, sob a luz do Espírito de verdade, eles, por sua pregação, fielmente a conservem, exponham e difundam". (Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 81).

Torna-se bem esclarecido a questão, quando o próprio Catecismo, responde sobre uma discordância em fontes de autoridade. Ele (O Catecismo) expressa-se:

"O ofício de interpretar autenticamente a Palavra de Deus escrita ou transmitida foi confiado unicamente ao Magistério vivo da Igreja, cuja autoridade se exerce em nome de Jesus Cristo", isto é, foi confiado aos bispos em comunhão com o sucessor de Pedro, o bispo de Roma.” (Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 85).

Vemos que a confissão do Catolicismo declara ser autentica unicamente a interpretação dada pelo magistério da igreja, isto é, somente o corpo de sacerdotes católicos podem interpretar fielmente a Palavra de Deus. A detenção das verdades Bíblicas compete somente ao Catolicismo. Ou seja, exclusivamente a esta igreja.

No decorrer dos parágrafos, o Catecismo vai declarando a mesma doutrina, apenas com uma descrição diferente dos fatos, veja:

"É dever dos exegetas esforçar-se, dentro dessas diretrizes, por entender e expor com maior aprofundamento o sentido da Sagrada Escritura, a fim de que, por seu trabalho como que preparatório, amadureça o julgamento da Igreja. Pois todas estas coisas que concernem à maneira de interpretar a Escritura estão sujeitas, em última instância, ao juízo da Igreja, que exerce o divino ministério e mandato do guardar e interpretar a Palavra de Deus" (Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 119).

Esse parágrafo é extremamente interessante. Percebe-se que os exegetas (intérpretes), devem se encorajar a profunda interpretação Bíblica (Hermenêutica), somente ao pleno juízo da Igreja Romana. Explicando: a hermenêutica católica não está baseada nos princípios de que “A Bíblia explica-se a si mesma”, mas sim que a igreja dá a interpretação que lhe convém.

Será que a Bíblia concorda com a posição tomada pelas autoridades da Igreja Católica? O Catecismo está de acordo com a Sagrada Escritura: Vejamos se as fontes de autoridades proferidas pela Igreja Católica (Tradição, Bíblia e Magistério) forem a Palavra de Deus, elas então sem dúvida vão concordar entre si, não caindo em princípios de contradição, pois a Bíblia declara:

Pois Deus não é um Deus de desordem, mas de paz.” (1 Coríntios 14:33a – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém)

Como veremos, infelizmente, o Catolicismo se equivoca em sua confissão de fé e em suas doutrinas, discordando diretamente do que a Palavra de Deus diz. Iahweh (Iavé/Jeová) enfaticamente professa na Escritura que sua Palavra é totalizada, perfeita e imutável: 

As palavras de Iahweh são palavras sinceras, prata pura saindo da terra, sete vezes refinada. Sim, Iahweh, tu nos guardarás, livrando-nos desta geração para sempre: por toda parte vagueiam os ímpios, quando a vileza é exaltada entre os filhos de Adão.” (Salmos 12 [11] versos 7-9. – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém).

O princípio da tua palavra é a verdade, tuas normas são justiça para sempre.” (Salmos 119 [118] verso 160. – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém).

Santifica-os na verdade; a tua palavra é verdade.” (João 17:17 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém).

A Bíblia possui inúmeros versículos requerendo autoridade de si mesma, pus apenas essas três passagens acima, para que fique exemplificada a importância que a Escritura dá a si Própria, e a advertência enfática para quem adiciona algo juntamente as Santas Letras como fonte de autoridade. Analisemos:
A todo o que ouve as palavras da profecia deste livro eu declaro: “Se alguém lhes fizer algum acréscimo, Deus lhe acrescentará as pragas descritas neste livro”. E se alguém tirar algo das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará também a sua parte da árvore da Vida e da Cidade santa, que estão descritas neste livro!" (Apocalipse 22:18-19 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém).

Certamente um dos maiores vultos neotestamentários, o apóstolo Paulo – que em verdade possui mais autoridade do que qualquer outro teólogo ou apologista vivo - nos deixou registrado em seus ensinos, como devemos nos portar para com aqueles que contrariam a Palavra de Deus redigida, ensinando com isso doutrinas que as contradizem. Notemos:

Rogo-vos, entretanto, irmãos, que estejais alerta contra os provocadores de dissensões e escândalos contrários ao ensinamento que recebestes. Evitai-os. Porque estes tais não servem a Cristo, nosso Senhor, mas ao próprio ventre, e com palavras melífluas e lisonjeiras seduzem os corações dos inocentes.” (Romanos 16:17-18 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém).

Observamos que a admoestação de Paulo é enfática, e sua conclusão também. Que os que ensinam contrariedades as Escrituras não servem a Cristo, mas sim a si próprio  (ou até mesmo outra pessoa/instituição, mas não a Deus). Por que Paulo ensina dessa forma? Simplesmente porque os ensinos falsos geram males grandessíssimos na vida de quem os segue. Vejamos outro texto paulino:

Entretanto, se alguém — ainda que nós mesmos ou um anjo do céu — vos anunciar um evangelho diferente do que vos anunciamos, seja anátema. Como já vô-lo dissemos, volto a dizê-lo agora: se alguém vos anunciar um evangelho diferente do que recebestes, seja anátema.” (Gálatas 1:8-9 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém).

Na Antiga Aliança, especificamente no Livro de Provérbios, o seu escritor apresenta a própria  e duríssima advertência a quaisquer pessoas que se ouse a modificar a Palavra de Deus redigida:

A Palavra de Deus é comprovada, ele é um escudo para quem nele se abriga: Não acrescentes nada às suas palavras, porque te responderá, e passarás por mentiroso”. (Provérbios 30:5-6 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém)

O Senhor Deus pronuncia que sua Palavra foi escrita uma única vez, a fim de conservar-se genuinamente para ensinamento perpétuo. Seguem algumas passagens para meditação e estudo que comprovam fielmente a minha declaração:

A lei de Iahweh é perfeita, faz a vida voltar; o testemunho de Iahweh é firme, torna sábio o simples.” (Salmos 19 [18] verso 8 Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém)

Iahweh, tua palavra é para sempre, ela está firmada no céu; tua verdade continua, de geração em geração: fixaste a terra, e ela permanece. (Salmos 119 [118] versos 89-90 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém)

seca-se a erva, murcha-se a flor, mas a palavra do nosso Deus subsiste para sempre" (Isaías 40:8 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém). 

Essa mesma passagem é confirmada no Novo Testamento pelo apóstolo Pedro...

"Com efeito, toda a carne é como erva e toda a sua glória como a flor da erva. Secou-se a erva e a sua flor caiu; mas a Palavra do Senhor permanece para sempre. Ora, é esta a Palavra que vos foi anunciada no evangelho.”  (1 Pedro 1:24-25 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém)

É demonstrado de forma explícita que a Palavra de Deus é perfeita! Algo tão primoroso que não necessita de mudança, não se retira e nem se acrescenta coisa nenhuma! 

E sobre a declaração de exclusividade na interpretação Bíblica? O Catolicismo apregoa em seu Catecismo que unicamente o Magistério da Igreja Católica (encabeçado pelo Papa) pode interpretar de forma fidedigna a Palavra escrita. Contudo a Bíblia descompassa essa declaração:

"Antes de mais nada, sabei isto: que nenhuma profecia da Escritura resulta de uma interpretação particular, pois que a profecia jamais veio por vontade humana, mas homens, impelidos pelo Espírito Santo, falaram da parte de Deus.” (2 Pedro 1:20-21 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém)

Qual é a vontade de Deus para nossas vidas? Que cheguemos ao conhecimento de sua Verdade revelada (João 8:32)! E de onde ele quer que os cristãos obtenham sua doutrina? Do Papa? Do Cardeal? Do Primaz? Do Arcebispo? Do Bispo? Do Padre? Abro um parêntese importantíssimo (Isso serve de exemplo para toda igreja que se diz cristã. Que põe sua autoridade final na palavra dos “Apóstolos” modernos, Bispo/Bispa, Pastores, Missionários, etc.). Ou, O Senhor Deus quer que conheçamos a Bíblia, sua Palavra fiel? Vejamos a resposta:

"Tu, porém, permanece firme naquilo que aprendeste e aceitaste como certo; tu sabes de quem o aprendeste. Desde a tua infância conheces as sagradas Letras; elas têm o poder de comunicar-te a sabedoria que conduz à salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para instruir, para refutar, para corrigir, para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, qualificado para toda boa obra." (2 Timóteo 3:14-17 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém)

O apóstolo Paulo dá um ensinamento muito especifico ao seu amado discípulo Timóteo. Ele não faz referência qualquer à Tradição da Igreja ou ao Magistério. Muito pelo contrário. Timóteo é exortado para basear sua vida espiritual na verdade constante da Palavra de Deus, a qual já era conhecida. Podemos ver no texto que ele é ensinado a permanecer (e não mudar) os ensinos que lhe foram passados. Não há “nova revelação” extrabíblica por intermédio de Concílios e Catecismos. A Bíblia não ampara tal ensinamento da Igreja Católica.

Igualmente a está passagem há muitos outros versos que permitem deixar o assunto bem esclarecido. Deus nunca abonou a alguma pessoa prelado para acrescentar ou modificar Sua Santa Palavra. A Escritura é perfeitamente completa, precisamente como o Espírito Santo compeliu aos seus escritores, pois Ele mesmo era o Autor.

Para quem estuda a Bíblia, ou a lê com o intuito de realizar a vontade de Deus, é formulada então a seguinte questão de reflexão que devemos  responder sem hesitação: O Senhor Deus, cuja Palavra não muda, contraviria todas estas Escrituras somente para dar ao Papa e à Igreja Católica o direito único de interpretação da Sua Palavra, embora Ele tenha dito que jamais o perpetraria? Creio que não!

No Ministério terreno do Senhor Jesus Cristo existiu um grupo dentro do judaísmo conhecido como Fariseus. Os Fariseus eram, juntamente com os Saduceus, Essênios e Zelotes, os grandes grupos das seitas judaicas. Este grupo (Fariseus) exercia grande influencia entre o povo judeu. Insistiam no cumprimento rigoroso das traições rabínicas. Esta palavra “fariseus” significa etimologicamente “separados”, porque não somente se separavam dos outros povos, mas também dos próprios israelitas. Observavam práticas minuciosas extrabíblicas, tais como: cerimônias e rituais; lavagens e purificações, etc., porém esqueciam-se do que estava redigido na própria Palavra, não agindo assim com o espírito das Escrituras. Os Fariseus foram repreendidos duramente pelo Senhor Jesus, e muitíssimas vezes. Vejamos tais reprovações:

"Ora, os fariseus e alguns escribas vindos de Jerusalém se reúnem em volta dele. Vendo que alguns dos seus discípulos comiam os pães com mãos impuras, isto é, sem lavá-las — os fariseus, com efeito, e todos os judeus, conforme a tradição dos antigos, não comem sem lavar o braço até o cotovelo, e, ao voltarem da praça pública, não comem sem antes se aspergir, e muitos outros costumes que observam por tradição: lavagem de copos, de jarros, de vasos de metal — os fariseus e os escribas o interrogaram: “Por que não se comportam os teus discípulos segundo a tradição dos antigos, mas comem o pão com mãos impuras”?” Ele, então, disse-lhes: “Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me prestam culto; as doutrinas que ensinam são mandamentos humanos. Abandonais o mandamento de Deus, apegando-vos à tradição dos homens”. E dizia-lhes: “Sabeis muito bem desprezar o mandamento de Deus para observar a vossa tradição”. (Marcos 7:1-9 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém)

O Senhor Jesus indignou-se explicitamente porquanto os Fariseus incluíam  as suas tradições acima até mesmo da Palavra de Deus, pois Ele (Jesus) compreende que a Palavra de Deus transporta o povo para vida eterna, enquanto as conhecimentos humanos conduz o povo ao permanente extermínio. Ainda que esses líderes satisfizessem todas as regras da sua religião, Jesus os reprovou. E ainda declarou que haveria algo de acontecer com eles sobre abonar a Escritura em nome da Tradição:

"Serpentes! Raça de víboras! Como haveis de escapar ao julgamento da geena?" (Mateus 23:33 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém). 

A palavra grega “Geena” é um termo derivado do hebraico ”Gê-Hinnom” que por sua vez significa “Vale de Hinom” onde eram sacrificadas crianças para o deus pagão Moloque. Esse vale foi no Antigo Testamento, profanado por um rei de Israel chamado Josias. Tornou-se um símbolo de pecado e de suplicio eterno. Esta é a conotação com que Jesus Cristo descreve a condenação dos Fariseus.

Em outra parte da Bíblia, os Fariseus questionaram novamente Jesus acerca da Tradição que não era cumprida por seus discípulos. Vejamos o texto: 

Nesse tempo, chegaram-se a Jesus fariseus e escribas vindos de Jerusalém e disseram: ‘Por que os teus discípulos violam a tradição dos antigos? Pois que não lavam as mãos quando comem". (Mateus 15:1-2 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém) 

Jesus Cristo sabiamente respondeu-lhes com uma pergunta: "Ele respondeu-lhes: ‘E vós, por que violais o mandamento de Deus por causa da vossa tradição?" (Mateus 15:3 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém).

O Senhor Jesus ininterruptamente assentou a Escritura Bíblica por cima de quaisquer tradições humanas. Vejamos mais um texto Bíblico:

"Jesus respondeu-lhes: "Estais enganados, desconhecendo as Escrituras e o poder de Deus.” (Mateus 22:29 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém)

A Palavra inflexível de Deus sempre no Ministério de Cristo  exerceu a autoridade final, nunca as tradições dos homens. E, juntamente com Cristo, confirmaram-se os ensinos dos Apóstolos. Paulo adverte a Igreja de Colossos (Uma grande cidade da Frigia na Ásia Menor) com o seguinte ensinamento:

"Tomai cuidado para que ninguém vos escravize por vãs e enganosas especulações da "filosofia", segundo a tradição dos homens, segundo os elementos do mundo, e não segundo Cristo." (Colossenses 2:8 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém).

Todos os cristãos do Novo Testamento tinham ciência de que a Bíblia possuía autoridade suprema. Em uma de suas viagens missionárias, Paulo juntamente com seu companheiro Silas, chegou a um lugar chamado Bereia (Cidade da Macedônia cerca de 80 km da Tessalônica), e pregou o Evangelho para o povo de lá. Eles por sua vez examinaram os próprios ensinos diretos do apóstolo, para com isso detectar se andavam em conformidade com a Escritura. Vejamos:

"Os irmãos logo fizeram Paulo e Silas partirem de noite para Bereia. Eles, tendo ali chegado, dirigiram-se à sinagoga dos judeus. Ora, estes eram mais nobres que os de Tessalônica. Pois acolheram a Palavra com toda a prontidão, perscrutando cada dia as Escrituras para ver se as coisas eram mesmo assim.” (Atos 17:11 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém)

Com o intuito de determinar se o que eles tinham escutado de Paulo e Silas era realmente a Verdade de Deus, aquelas pessoas foram à autoridade final e suprema, as Escrituras escritas. O Próprio Senhor Jesus ressalta sobre Sua Palavra Santa:

"Quem tem meus mandamentos e os observa é que me ama; e quem me ama será amado por meu Pai. Eu o amarei e me manifestarei a ele". "Se alguém me ama, guardará minha palavra e o meu Pai o amará e a ele viremos e nele estabeleceremos morada. Quem não me ama não guarda minhas palavras; e a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que me enviou." (João 14:21-24 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém)

Analisemos novamente estas outras palavras do apóstolo Paulo:

"Por esta razão é que sem cessar agradecemos a Deus por terdes acolhido a sua Palavra, que vos pregamos não como palavra humana, mas como na verdade é, Palavra de Deus que está produzindo efeito em vós, os fiéis." (1 Tessalonicenses 2:13 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém).

Quando Paulo pregava a Palavra de Deus para aquele povo, não era a doutrina da Igreja Católica, não era a doutrina do Catecismo (Tradição) que no decorrer dos Concílios e anos vão tomando outros moldes, contrariando a própria Bíblia. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Escritura diz que Deus é imutável: “Sim, eu, Iahweh, não mudei, mas vós filhos de Jacó, não cessastes!" (Malaquias 3:6 – Bíblia de Jerusalém). Por que? Simplesmente porque Ele é perfeito. 

Seu Filho Jesus não muda: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem e hoje; ele o será para a eternidade!” (Hebreus 13:8 – Bíblia de Jerusalém). Por quê? Simplesmente porque Ele é perfeito. 

Por que, então, iria a perfeita Palavra de Deus mudar? Fica a pergunta: Em quem devemos crer como suprema autoridade? Na Palavra escrita de Deus ou nos ensinos dos Concílios e tradições da Igreja Católica?

Essa decisão é crítica, porque a maior parte dos ensinos católicos estão transversalmente em oposição a todas as doutrinas Bíblicas. Deveremos escolher de que lado ficar: Da Palavra de Deus ou das tradições dos homens.

Por meio desta pequena dissertação acima, percebemos que a Escritura Bíblica é verdadeiramente a Palavra de Deus (Ela mesma reivindica tal autoridade única), posto supremo na vida do cristão e, excepcionalmente ela, deve ser seguida fielmente. Por isso o Senhor Jesus vociferou: 

Santifica-os na verdade; a tua palavra é verdade.” (João 17:17 – Bíblia de Jerusalém)

Rômulo Lima
(Acadêmico em Teologia e Apologética Aplicada)

MATEUS 1:25 E A VIRGINDADE PERPÉTUA DE MARIA



Mas não a conheceu até o dia em que ela deu à luz um filho. E ele o chamou com o nome de Jesus.” (Mateus 1:25 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém)

O Catolicismo Romano ensina em seus dogmas que Maria conservou sua virgindade depois do nascimento de Cristo. Em seu Catecismo, no parágrafo 510 é dito: 

Maria ‘permaneceu Virgem concebendo seu Filho, Virgem ao dá-lo à luz, Virgem ao carregá-lo, Virgem ao alimentá-lo de seu seio, Virgem sempre’: com todo o seu ser Ela é "a Serva do Senhor" (Lc 1,38).” (Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 510)

Essa é uma questão crucial para o Romanismo, tendo em vista que Maria ocupa uma posição mui singular nessa religião. Será que a mãe do Senhor Jesus continuou virgem depois de seu nascimento? A resposta dessa pergunta tem um efeito astronômico sobre uma gama de doutrinas desta igreja. Enquanto que na teologia Reformada, não existe diferença se Maria permaneceu virgem ou não;  na teologia católica romana, é o contrário. Isso é importantíssimo, pois eleva a Maria a um grau tão altivo que se assemelha a uma semi-divindade (ou divindade feminina); pois esta recebe títulos como Co-Mediadora, Rainha do Céu, Mãe da Igreja, etc. Assim sendo, faz-se imprescindível examinar a assunto de sua virgindade perpétua na expectativa de proporcionar uma posição Bíblica ortodoxa.

O vocábulo "virgem" no Novo Testamento é "παρθενος" (parthenos),  e aparece 14 vezes. Entretanto, a palavra não aparece em Mateus 1:25. Em vez disso, o grego literal diz: “και ουκ εγινωσκεν αυτην εως ου ετεκεν τον υιον... ". Que literalmente significa: “E não conhecia a ela até que deu a luz um filho...” (http://biblia.gospelprime.com.br/receptus/mateus/1/)

Tal expressão é bastante simples. José não teve relações sexuais com Maria até o nascimento de Cristo; e que após o nascimento de Jesus, eles tiveram relações. A palavra "até" é uma preposição e significa "até aquele momento", "antes de um determinado momento", "na medida em que".

VEJAMOS ALGUNS EXEMPLOS DO USO DESSA PREPOSIÇÃO:

1) Até o momento de: "Eu comi até que fiquei saciado." Isso significa que eu comi e parei quando eu estava cheio, satisfeito, fartado. Significa especificamente  uma mudança de ação. Uma sinonímia de expressão: "Eu comi até o momento que fiquei  saciado."

2) Antes de um determinado momento: "Você não pode ir até que tenha pagado a multa." Esta expressão apregoa uma condição necessária antes de uma mudança ocorrer. Podemos dizer: "Você não pode ir antes de pagar a multa."

3) Na medida em que: “Eu trabalhei até que me encontrei exausto.” Isso significa um efeito ou condição resultados do ato de trabalhar. "Eu trabalhei até o ponto que me cansei."

Na passagem de Mateus. 1:25 é dito que José manteve Maria no estado virginal até o nascimento de Jesus. A implicação é que ela deixou de ser virgem após o nascimento de Cristo, quando consumado o casamento, mas os apologistas católicos romanos típicos não podem aceitar esta explicação. Em vez disso, eles dizem que ela permaneceu virgem e citam versículos onde "até" não significa uma mudança de condição. Por exemplo:

Senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos como escabelo de teus pés". (salmos 110 (111):1 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém)

Pois é preciso que ele reine, até que tenha posto todos os seus inimigos debaixo dos seus pés.” (1 Coríntios. 15:25 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém): 

“...recomendo-te que guardes o mandamento sem mácula, irrepreensível, até a aparição de nosso Senhor Jesus Cristo,” (1 Timóteo. 6:14 – Versão Católica: Bíblia Ave Maria), 

Em cada verso, a palavra "até" não designa a cessação da condição mencionada. No Salmo 110(111):1, e, em 1º Coríntios. 15:25 Jesus ainda reina depois de ter todos os inimigos debaixo de seus pés. Já na passagem de 1º Timóteo. 6:14, todos ainda guardam os mandamentos de Deus, depois da volta de Jesus. Por isso, os católicos romanos dizem que Maria manteve sua virgindade, porque a palavra "até" não exige que ela deixou de ser uma virgem. 

É extremamente fácil provar meu raciocínio na aplicação dos versos que mostram uma mudança de estado. Vejamos: 

"Depois subiu novamente, partiu o pão e comeu; e discorreu por muito tempo ainda, até o amanhecer. Então partiu." (Atos 20:11 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém)

Quando amanheceu, coligaram-se alguns judeus e juraram com imprecações não comer nem beber nada, enquanto* não matassem Paulo.” (Atos 23:12 – Versão Católica: Bíblia Ave Maria) 

*Muitas traduções expressam: “até que matassem Paulo”.

Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que tenhamos assinalado os servos de nosso Deus em suas frontes.” (Apocalipse 7:3 – Versão Católica: Bíblia Ave Maria)

Cada versículo acima apresenta a palavra "até" designando uma mudança de condição / ação. Em Atos 20:11 Paulo falou com eles até o amanhecer e depois partiu. Em Atos 23:12 os homens maus não comeriam ou beberiam até que Paulo fosse morto. Em Apocalipse 7: 3  É proibido o dano à terra, ao mar e árvores até que os servos fossem selados.

Portanto, podemos ver que a palavra "até" é usado em diferentes contextos; e não é apropriado olhar para outras passagens, ver como a palavra é usada, e transferi-la para o modo que lhe apraz. Como então devemos achar o significado dessa palavra em Mateus 1:25? O que devemos fazer?

O DETERMINANTE DE UMA PALAVRA É O SEU CONTEXTO

O conjunto é a fato mais importante que devemos apreciar ao determinar os agrupamentos de palavras. No contexto de Mateus 1:25 temos:

"Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor havia dito pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e o chamarão com o nome de Emanuel, o que traduzido significa: "Deus está conosco". José, ao despertar do sono, agiu conforme o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu em casa sua mulher. Mas não a conheceu até o dia em que ela deu à luz um filho. E ele o chamou com o nome de Jesus.” (Mateus 1:22-25 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém)

O contexto da passagem mostra a concepção de um filho a virgem. A virgindade na concepção é a importância do tema, e o evangelista Mateus nos mostra claramente que Jesus não era o resultado de relações sexuais normais entre marido e mulher. É por isso que a virgindade de Maria é citada na profecia do Antigo Testamento e seu cumprimento Neotestamentário. A questão da virgindade é elementar, já que Jesus é o Filho de Deus, o Messias Divino. Mateus então narra que José manteve Maria em condições virginais “até que ela deu à luz um filho”. A leitura mais natural conclui-se que ele a manteve virgem até que Jesus nasceu; ou seja, ela não permaneceu virgem depois do nascimento de Jesus, pois a mudança de estado em “até que” indica que tiveram relações sexuais.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Obviamente isso não extingue a questão; mas há na Bíblia muitos indícios de que Maria foi mãe de mais filhos. Filhos de concepção natural. Mesmo que Martinho Lutero e João Calvino afirmassem a virgindade perpétua de Maria, isso não quer dizer que as Escrituras afirmem. Esse não era o tema que ocasionou a Reforma, e, portanto teria de ser debatido posteriormente com o intuito de afastar mais ainda as doutrinas extra-Bíblicas do Romanismo. Querendo ou não os primeiros reformadores e a igreja católica romana estão errados. A importância dos ensinos reformados era justamente a posição da Bíblia como única regra de fé, de encontramos o Senhor, o Salvador Bíblico mediante a fé e a justificação pela graça de Deus. Mas se ou não Martinho Lutero, João Calvino, católicos romanos, ou qualquer outra pessoa acreditou, ou acreditam que Maria manteve sua virgindade perpétua, isso não tem qualquer influência sobre a sã doutrina. Devemos sempre apelar para a primazia das Escrituras e não as opiniões dos teólogos.

Diante dos fatos de que o Senhor Jesus teve meio-irmãos, os romanistas costumam levantar algumas objeções, que por sua vez são muito prematuras. Alegam que enquanto Jesus estava na cruz, por que ele não entregou sua mãe, Maria, para um de seus irmãos, mas ao invés disso escolheu João? Se ele tinha irmãos e /ou irmãs, Jesus não deveria ter entregado a um deles? Por que ele não fez? Assim, concluem os romanistas, isso significa que ele não teve irmãos e irmãs. Sustentam tal pensamento com um texto isolado, como é de praxe da instituição:

“Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.” .(João 19:26-27 – Versão Católica: Bíblia Ave Maria)  

Analisando a Bíblia dentro dos acontecimentos temos respostas claras. Mas vejamos essa profecia Messiânica nos Salmos:

Tornei-me um estranho para meus irmãos, um desconhecido para os filhos de minha mãe.” (Salmos 68:9 – Versão Católica: Bíblia Ave Maria)

Essa profecia nos mostra claramente o que aconteceu no dia da crucificação do Senhor Jesus, e prova que uma consideração Bíblica profunda é incrivelmente profícua. Tal oráculo teve seu cumprimento no Novo Testamento, como tudo que é dito sobre a Pessoa do Senhor Jesus na Antiga Aliança:

“Quando os seus o souberam, saíram para o reter; pois diziam: "Ele está fora de si." (Marcos 3:21 – Versão Católica: Bíblia Ave Maria)

Com efeito, nem mesmo os seus irmãos acreditavam nele.” (João 7:5 – Versão Católica: Bíblia Ave Maria)

Os irmãos de Jesus tiveram muita resistência para crer nele. Ao confiar Maria a João, Nosso Senhor estava fornecendo o melhor para Maria. Ele não a confiou aos seus irmãos porque até determinado momento eram incrédulos. Jesus estava  se separando de sua mãe, quebrando os laços terrestres (2 Coríntios 5:16) e coube a um discípulo do sexo masculino, o apóstolo João, que estava presente e, que, aparentemente, mostrou o maior amor por ele por estar lá, possivelmente, arriscando sua própria vida em fazê-lo. Afinal, todo mundo tinha o abandonado: 

"Disse-lhes então Jesus: Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas." (Mateus. 26:31 – Versão Católica: Bíblia Ave Maria )  

"Mas tudo isto aconteceu porque era necessário que se cumprissem os oráculos dos profetas. Então os discípulos o abandonaram e fugiram..." (Mateus. 26:56 – Versão Católica: Bíblia Ave Maria)

O Senhor Jesus deu a João um lugar maior do que ele deu a Pedro a respeito de Maria. E, afastou qualquer ideia de supremacia de sua genitora (ou qualquer outro). Vemos em Atos que Maria era uma pessoa comum, uma irmã em Cristo. Seu lugar entre os irmãos não possuía altivez. Ela tomou seu lugar entre  os crentes (não acima deles) em uma reunião de oração. Por isso devemos nos basear no que diz a Bíblia e não ir além disso:

 "Todos eles perseveravam unanimemente na oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus, e os irmãos dele." (Atos 1:14 – Versão Católica – Bíblia Ave Maria).

Rômulo Lima
(Acadêmico em Teologia e Apologética Aplicada)