terça-feira, 20 de outubro de 2020

PEDRA VISÍVEL (...) ADVERSÁRIO VISÍVEL? (RÁPIDA ANÁLISE DE MATEUS 16:18)

 


Também eu te digo que tu és Pedro, " e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, e as portas do Inferno nunca prevalecerão contra ela.”  (Mateus 16:18 – Bíblia de Jerusalém)

 Creio que um dos textos mais conhecidos nos círculos cristãos é essa declaração do Senhor Jesus a respeito da edificação de Sua Igreja. Porém sem sombra de dúvidas esse texto é um dos mais erroneamente interpretados e base para uma estrada de heterodoxias.

Não me deterei na análise exegética do texto, ou seja, sua interpretação voltada para o idioma original; mas mesmo assim quero fazer uma pequena observação: “Petros” (Palavra original do substantivo próprio “Pedro”) significa “pedra”; “petra” (palavra original do substantivo simples “pedra” ) significa “pedra”; o nome próprio “Pedro” significa etimologicamente “pedra”. Porém  a questão aqui não é o significado etimológico das palavras, mas o sentido semântico aplicado na oratória do Senhor Jesus, o jogo de palavras usado. Por isso o fato de apelar para o aramaico “Cefas” - que pode ser usado tanto para “Petros” quanto “petra” – não adiantará de nada! Mas os contextos, sim!  

Se há diferença na grafia das palavras (pois o escritor inspirado às grafou em grego), e há no discurso distinção entre elas, é um claro sinal de que há diferenciação no uso dos termos; mas os amigos católicos romanos não aceitam de maneira nenhuma tal interpretação.  Então vamos analisar tão somente os contextos e veremos quem caminha nas verdades Bíblicas: Os Reformados ou os Romanistas.

Em Mateus 16:13-20 encontra-se  toda a parte da escritura que trata da profissão de fé de Pedro. A caminho de Cesareia de Felipe, o Senhor Jesus começa a interrogar seus discípulos sobre quem ele era. Houve várias descrições erradas, até que Simão Pedro toma a palavra e declara: "Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo.” (Mateus 16:16b –Bíblia de Jerusalém)

Há uma razão irrefutável para todo o cristão aceitar que a PEDRA sobre a qual a IGREJA está edificada seja a declaração proferida por Simão Pedro: "Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo.” (Mateus 16:16b –Bíblia de Jerusalém); e, consecutivamente, o Senhor Jesus.

Os católicos nunca deixam de esclarecer que Jesus é a Pedra, porém a “Pedra invisível”, enquanto Pedro é a “pedra visível”. Isso tem alguma lógica? A resposta é um sonoro: Não!

Só para recordar, vamos à declaração do Catecismo Católico sobre a passagem. E, a tentativa de sustentação da doutrina de Sucessão Apostólica, Autoridade Infalível, Guia da Igreja, Vigário de Cristo, etc:


No colégio dos Doze, Simão Pedro ocupa o primeiro lugar. Jesus confiou-lhe uma missão única. Graças a uma revelação vinda do Pai, Pedro havia confessado: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" (Mt 16,16). Nosso Senhor lhe declara na ocasião: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, e as Portas do Inferno nunca prevalecerão contra ela" (Mt 16,18). Cristo, "Pedra viva"; garante a sua Igreja construída sobre Pedro a vitória sobre as potências de morte. Pedro, em razão da fé por ele confessada, permanecerá como a rocha inabalável da Igreja. Terá por missão defender esta fé de todo desfalecimento e confirmar nela seus irmãos.” (Catecismo da igreja Católica, Parágrafo: 552)

O Senhor Jesus realmente proferiu uma profícua declaração ao seu discípulo; uma palavra de promessa e amabilidade. Mas foi sobre a pessoa de Pedro, ou sobre a confissão de Pedro? Certamente foi sobre sua confissão! Vejamos.

Quatro versículos à frente, o Senhor Jesus, depois de ter esclarecido a identidade sobre sua Pessoa, ou seja, que Ele era o Messias, o Redentor de Israel; começou a dissertar sobre Obra que realizaria:

A partir dessa época, Jesus começou a mostrar aos seus discípulos que era necessário que fosse a Jerusalém e sofresse muito por parte dos anciãos, dos chefes dos sacerdotes e dos escribas, e que fosse morto e ressurgisse ao terceiro dia. “ (Mateus 16:21 – Bíblia de Jerusalém)

 Novamente Pedro toma a Palavra: “Pedro, tomando-o à parte, começou a repreendê-lo, dizendo: "Deus não o permita, Senhor! Isso jamais te acontecerá!" (Mateus 16:22 – Bíblia de Jerusalém)

Qual foi o posicionamento do Senhor Jesus sobre essa declaração de Simão Pedro? Ele aprovou novamente? Não! Ele repreendeu duramente o discípulo, dando uma das mais tristes declarações que poderia ter proferido diretamente a uma pessoa:

Ele, porém, voltando-se para Pedro, disse: "Afasta-te de mim, Satanás! Tu me serves de pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas as dos homens!" (Mateus 16:23 – Bíblia de Jerusalém)

Ora! O que é isso?! O discípulo que foi aparentemente enaltecido pelo Deus Filho, pelo Redentor, pelo Grande Eu Sou!... A suposta “pedra visível” que a igreja católica está fundamentada, agora recebe uma palavra dessas!

A Palavra Satanás significa: “adversário”, “opositor”, “inimigo”, “oponente”, etc. Será que Pedro é Satanás? Pois a palavra é proferida diretamente a ele: “Ele (Jesus), porém, voltando-se para Pedro, disse: "Afasta-te de mim, Satanás!”. Pedro é  o oponente visível da igreja? Obviamente não! O mesmo sentido do discurso na declaração de Nosso Senhor em Mateus 16:18 é o sentido de Mateus 16:23; sendo, o primeiro para declarar uma promessa, e, o segundo para a repreensão. Ambos estavam relacionados a DECLARAÇÃO que o apóstolo Pedro proferiu, e não a pessoa deste.

Queridos(as) amigos(as) católicos(as) o Papismo não está interessado que você examine o texto, que chegue a interpretação correta deste; mas sim que você seja guiado e sublevado pela interpretação que eles criaram. A instituição católica usa de domínio e exclusividade na interpretação justamente para isso. Se você interpretar por si e chegar ao conhecimento correto (pois é o Espírito Santo que dá o entendimento), verá que eles manipulam o texto, o isolam, em prol de sustentar sua interpretação esdrúxula. O Próprio Pedro entendeu o que o Senhor Jesus quis dizer. Ele sabia que não era Satanás, e sabia que não era o fundamento da Igreja, mas sim sua confissão:

Chegai-vos a ele, a pedra viva, rejeitada, é verdade, pelos homens, mas diante de Deus eleita e preciosa. Do mesmo modo, também vós, como pedras vivas, constituí-vos em um edifício espiritual, dedicai-vos a um sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus por Jesus Cristo. “ (1 Pedro 2:4-5 – Bíblia de Jerusalém)

Todos que confessam unicamente Jesus como seu Senhor e Salvador; que segue o exemplo de Pedro em sua declaração: "Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo.” (Mateus 16:16b –Bíblia de Jerusalém), é uma pedra viva da Igreja! Constitui-se numa pedra alicerçada na PEDRA: "Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo.

A doutrina criada por esses homens consistem em mantê-los ofuscados para a Bíblia; deixa-los incapacitados para chegar a uma conclusão guiada pelo Espírito, mas tão-somente a explicação que eles querem. Não sejamos inocentes! Sigamos a exortação do próprio amado Pedro que diz:

Vós, portanto, amados, sabendo-o de antemão, precavei-vos, para não suceder que, levados pelo engano desses ímpios, venhais a cair da vossa firmeza. Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória agora e até o dia da eternidade! Amém.” (2 Pedro 3:17-18 – Bíblia de Jerusalém)

 

 

Rômulo Lima

 

 

 

 

 


quinta-feira, 23 de abril de 2020

JORGE DA CAPADÓCIA: UM VERDADEIRO CRISTÃO



Não terás outros deuses diante de mim.” (Êxodo 20:3)

Esse pequeno verso bíblico, resume toda crença do fiel soldado romano Jorge. Filho de pais crentes, da nobre família de Anice, Jorge foi educado com primor dentro da cosmovisão do cristianismo dos primeiros séculos. Um cristianismo genuíno. Despido da mitologia e do fetichismo que vemos hoje. Um fiel e verdadeiro cristão.

Segundo o autor Edward Clapton, Jorge nasceu na região central da Anatólia, conhecida como Capadócia, Depois da morte de seu pai, ele mudou-se com sua mãe para Lida (região da Palestina), cidade de origem de sua genetriz. Na adolescência, Jorge ingressou no exército romano, e, devido sua competência ele logo ascendeu na profissão, galgando cargos de capitão, tribuno e chegando a ser conde, integrando à própria guarda pessoal do então imperador Diocleciano.

O Império Romano vivia tempos de grande perseguição contra o cristianismo, pelo fato dos cristãos não praticarem a imperiolatria (culto ao imperador) e a religião da Roma pagã. Isso fez com que Diocleciano, instigado por súditos, promulgasse diversas medidas persecutórias, removendo cristãos de cargos públicos, destruindo congregações, e, até mesmo obrigando-os a entregar Escritos Sagrados às autoridades para serem queimados.

Jorge, com imensa coragem, foi à frente do imperador, e na presença de diversos súditos da corte, assumiu ser cristão, deixando então Diocleciano perplexo, pelo fato de ver um dos seus melhores subordinados, fiel à religião que tanto detestava. Persuadiu Jorge com riquezas, territórios e servos, mas, o valoroso soldado não abdicou de sua fé por coisas transitórias. O imperador então resolve submetê-lo a castigos e torturas, esperando que Jorge renegasse suas crenças, mas o mesmo era cada vez mais intrépido sabedor de que glória maior o aguardava. Foi degolado depois de incontáveis sofrimentos.

Vemos que Jorge conhecia muito bem a argumentação de Cristo Jesus quando o Senhor disse ao Tentador:

Então lhe disse Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.” (Mateus 4:10)

Diante desse pequeno texto, analisemos: Porventura, Jorge compactuaria com um determinado culto, veneração (de inclinação religiosa), sincretismo e demais procedimentos que sua imagem, hoje, está relacionada? Os mitos e lendas, que desde a Idade Média, foram criados com sua persona: a princesa e o dragão; armas mágicas, fazer morada na Lua e outros? Com toda certeza, não! Jorge é um exemplo a ser seguido, e não um ser a ser cultuado. O bravo soldado morreu justamente por não concordar com os procedimentos de religiões erradas e de crenças populares que pervertessem os valores do autêntico cristianismo. Foi um mártir porque, diante de alguém que desejava ser cultuado, não o fez. Negou todo um sistema temporal, declarando-se servo de um único Senhor, Jesus Cristo:

E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para que conheçamos ao Verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.” (1 João 5:20)


Rômulo Lima


quinta-feira, 2 de abril de 2020

O COVID-19 É O FIM DOS TEMPOS?


Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.” (Mateus 24:7)

Tenho visto muitas pessoas, erroneamente, usar esse texto devido ao termo "peste" ser descrito como um mal que se espalhará por vários lugares, para propagar a ideia de que o quadro pandêmico de Covid-19, que estamos passando, é o princípio do “apocalipse”. Um equívoco! O brasileiro, infelizmente, tende a não analisar muito as coisas que lhe são passadas, apenas propaga o que acha ser verdadeiro, sem fazer uma observação devida. Isso é um resultado da nossa cultura educacional aos moldes de Paulo Freire, que há anos faz um desserviço ao país (não me alongarei nessa questão), apenas expus onde o erro começou.

Mas vamos falar do texto... Uma das ciências que auxilia a Teologia é a hermenêutica. Esse nome diferente nada mais é do que o estudo da interpretação. Ele deriva do deus grego Hermes, que na mitologia grega era o mensageiro do Olimpo. O responsável por entregar e interpretar as mensagens das divindades.

Quando nós explicamos um texto bíblico, não devemos aplicar situações externas para trazer a luz o que queremos, mas sim ao contrário. Devemos chegar ao escrito despido de ideias, para com isso, resgatarmos o sentido mais próximo possível que o autor quis expressar. E, uma lei fundamental é: nunca despreze o contexto. Se analisarmos o contexto anterior (o texto que vem antes do verso em estudo) vemos que a questão torna-se autoexplicativa: 

E ouvireis falar de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim.” (Mateus 24:6)

Vejamos... Jesus em seu sermão diz que o espectador ouvirá falar de conflitos e boatos (rumores) de conflitos. Porém, ele alerta: “olhai!”. Isso aqui é um termo imperativo que discrimina prudência. Parafraseando: “prestem atenção!”. Em seguida vem outra ordem em forma de conselho: “não vos assusteis”, ou seja, não fiquem desesperados, aflitos. É “mister” (necessário) que as coisas por ele proferidas no sermão aconteça, mas não será o fim dos tempos. Como a linguagem leiga costuma dizer: não é o “apocalipse”.

Embora o termo "peste" não apareça em Mateus 24:6, o texto deixa claro que, a exortação "não vos assusteis", aplica-se a ele também. Para basilar o que estou dizendo, temos o auxílio do verso a frente (contexto posterior). O Senhor Jesus diz:

Mas todas estas coisas são o princípio de dores.” (Mateus 24:8)

Tudo que está acontecendo é apenas o começo da situação. Não o fim. E por que não é o fim? Novamente no contexto posterior veremos quando o fim dos tempos irá suceder-se. Há a necessidade de que o Evangelho do Reino seja pregado a todas as nações. Por mais que, aqui no ocidente, achemos, equivocadamente, que todos conhecem o cristianismo (o autêntico cristianismo/ cristianismo bíblico), no oriente, principalmente na China – maior país ateu do mundo – isso não está nem perto:

E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim. (Mateus 24:14)

Usar o versículo de Mateus 24:7 para disseminar o final dos tempos é uma falta de conhecimento. Um erro que, apenas aplica a situação atual ao texto, fazendo com isso uma interpretação inclusiva. Certamente um procedimento que deve ser desprezado. Muitas religiões (até as que se autodenominam cristãs) vêm tentando predizer os tempos do fim, e a vinda de Jesus, contudo, o próprio dá uma recomendação para atentarmos que isso não seja feito:

Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor. (Mateus 24:42).


Rômulo Lima

segunda-feira, 30 de março de 2020

A TEOLOGIA E AS DEMAIS CIÊNCIAS




“Acaso, alguém ensinará ciência a Deus, a ele que julga os que estão nos céus?” (Jó 21:22)


A teologia cristã trabalha com duas vertentes, a saber: fé e razão. Ambas são acopladas para com isso gerar suas crenças primordiais, seus estudos doutrinários e dogmas. Como bem elucidou o grande teólogo cristão Agostinho de Hipona:

Compreender para crer, crer para compreender”. 

A fé é à base teológica, e, esta é elucidada pela revelação, a Bíblia. Como Deus é imaterial e não pode ser objeto de estudo por meio do método científico empirista voltado para observação, experimentação e controle, os teólogos usam a revelação como estrutura do estudo, e isso demanda fé. 

Obviamente não há como se provar por meios naturais que Deus é triúno, ou que Cristo nasceu de uma virgem. Porém, mesmo a Bíblia exigindo fé, não quer dizer que não use a razão como instrumento. As Escrituras judaico-cristãs estão repletas de elementos que confirmam a própria ciência natural, principalmente quando se trata da não contradição com leis devidamente estabelecidas. A teologia bem fundamentada e a ciência verdadeiramente instituída não entram em contrassenso. Pelo contrário, ela conversa muito bem com as disciplinas exatas. 

Os textos sagrados confirmavam verdades científicas antes mesmo de suas descobertas. Vemos isso em alguns exemplos:

A gravidade: “O norte estende sobre o vazio; e suspende a terra sobre o nada.” (Jó 26:7);

O ciclo hidrológico: “Todos os rios vão para o mar, e, contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr.” (Eclesiastes 1:7);

O ar tendo massa e a matéria tendo uma quantidade definida: “Quando regulou o peso do vento e fixou a medida das águas.” (Jó 28:25);

E, até mesmo a física atômica: “Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.”.  (Hebreus 11:3) 

A Bíblia também partilha similaridades de estudos com disciplinas humanas como história e filosofia. Aceita as mesmas fontes e regras lógicas - e até certo ponto que não agrida o alicerce da fé -, os mesmos métodos. Desta forma a teologia mostra-se muito adequada como disciplina científica e objetiva do cristianismo.

Rômulo Lima

sábado, 28 de março de 2020

O CASO CORONAVÍRUS II


Uma parcela considerável da população tem achado que a situação atual que vivemos é assaz turbulenta. Os casos de Covid-19 não cessam de subir, e isso espanta as pessoas menos informadas. É claro que uma doença é sempre mal vista, e devemos constantemente realizar os métodos de prevenção devidos para evitar seu contagio e propagação, porém há limites.

A grande mídia está fazendo um desfavor à população brasileira quando anuncia de forma desordenada e exagerada à agressividade da doença. Por quê? Simplesmente porque a maioria dos casos (3.477 até a manhã de hoje 28/08/2020) são casos de condições leves. Como se fosse um resfriado. Para ser mais específico, do número supracitado, 3.082 casos (91%), não correm risco de morte:


Nossa situação não tem nada a ver com a situação nos EUA, China, Itália ou Espanha (esses dois, últimos por sinal, possuem um percentual de mortes elevado), 

Mas vejamos... Vivemos, no Brasil, uma epidemia de Covid-19? Digo em verdade que não! Há doenças tão insignificantes, mas com um percentual tão alto de mortes que é difícil acreditar. A gripe comum, por exemplo, mata 650 mil pessoas por ano. Ou seja, 1.780 por dia, 74 por hora, 1 (1,23) por minuto:


O Covid-19 não está nem perto disso. O número de infectados pelo novo coronavírus ainda é menor do que o número de mortes por gripe. Será que é necessário o isolamento social de todo um país? O fechamento de comércios, empresas etc.? Gerar uma paralisação econômica com impactos sociais muito mais críticos devido uma doença que não tem um grau de letalidade agressivo como a mídia quer fazer parecer? Tenho certeza que não.

Como bem citou o médico generalista, o Drº Alessandro Loyola: “Nós vivemos uma epidemia (referindo-se a gripe comum) bem maior e ninguém se dá conta.” Até agora tudo que a grande mídia fez foi realmente criar uma histeria desmedida. Anunciam as mortes em todos os países onde a doença está instalada, mas não falam nada sobre o índice de casos que já tiveram um desfecho, e, do número de recuperados – que é esmagadoramente maior do que o de mortos.

Não quero que entendam como ironia o que irei dizer agora, mas sim como a realidade. Por enquanto, ainda faltam 621,769 mil mortos para o novo coronavírus se igualar à gripe comum. Quando isso acontecer, aí sim devemos nos preocupar.

O que falta no brasileiro é uma ruptura com esse sistema cultural em que se encontra há anos; pesquisar mais sobre a realidade dos fatos; não acreditar em tudo que é dito pela mídia; e, sensatez para analisar e filtrar a situação não caindo no engodo que está sendo propagado. O desconhecimento destrói mais do que qualquer moléstia. Como disse um antigo profeta de Israel:

O meu povo está sendo destruído, pois lhe falta o conhecimento” (Oseias 4:6 – Nova Almeida Atualizada)


Rômulo Lima



terça-feira, 24 de março de 2020

O CASO CORONAVÍRUS


A grande manipulação da cultura gramsciana se faz presente no Brasil de uma forma assustadora. Ela tem o seu ápice justamente na imprensa e nos meios de comunicação em massa que dominam a população. Vejam como um gole de sensatez e uma gota de escrutínio investigativo traz a VERDADE à tona. Nesse vídeo, RECENTE, (de no máximo início de fevereiro) o querido "humanista", Drº Drauzio "GLOBAL" Varela, diz a realidade dos fatos sobre a pandemia do Covid-19.



Como diria o saudoso Drº Enéas Carneiro: "A verdade é clara como água de rocha, como liquor de quem não tem meningite séptica”. Porém, a verdade machuca. Ela choca! Foi isso que Platão quis dizer em sua Alegoria da Caverna (quem nunca ouviu falar é de excelente valia que pesquise). O saber começa com a dor, e quem não está disposto a senti-la, vai viver o resto da vida recebendo os carinhos da aleivosia.

A realidade é que o propagandeamento apocalíptico que determinados meios de comunicação nos tem apresentado, é assaz hiperbólico. O Brasil parece um filme de ficção científica, cheio de figurantes alienados. Alienados no sentido filosófico do termo, onde o pensamento de alguém está submetido ao pensamento de outrem. Mas, muitos ainda dizem que estão libertos. Libertos de quê?! Continuam como sistemas onde suas configurações são todas programadas por esse código dissilábico: GLO-BO! Uma multidão de pseudointelectuais prontos a responder tudo com a cosmovisão vigente. O "status quo" reinante da atualidade: O ACHISMO e o RELATIVISMO.

Nós só percebemos uma cultura quando nos deparamos com outra diferente da nossa. Infelizmente a maioria do povo brasileiro, nunca se deparou com um " modus vivendi" diferente do que não fosse o MARXISMO CULTURAL, então, tudo fora disso é conspiração ou insanidade.

Um apelo ao povo brasileiro tão religioso e esperançoso. Ao invés de pedirem grandes salários a Deus; bons empregos; mansões; carro do ano; ou, que seu time vença o campeonato... Peça sabedoria, conhecimento, inteligência e sensatez. Peça a sagacidade das serpentes (com a simplicidade das pombas). Assim deixarão de seguir qualquer vento de manipulação que impulsionarem vocês ao erro.


Rômulo Lima

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

PAULO E A PÓS-MODERNIDADE


“São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu. São da descendência de Abraão? Também eu. São ministros de Cristo? (Falo como fora de mim.) Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes. Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um; fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite e um dia passei na voragem do mar; em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez. Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas. (2 Coríntios 11:22-28)

 

Nas leituras da madrugada, esse texto paulino não me chamou a atenção não... Ele gritou mesmo! A pós-modernidade trouxe uma crença muito estranha de que, se você aceitar a Cristo e seguir obedecendo a Deus, sua vida será molezinha. Acabaram-se os problemas! Só bênçãos! Só vitórias! Deus vai dar tudo que você desejar no coração! Etc... etc... etc...

 

Eu conto ou vocês contam que estão todos iludidos? Eu conto! Os pregadores da tevê estão pondo tapete vermelho para vocês entrarem no INFERNO!.

 

Se alguém merecia o Oscar da fé cristã, esse alguém era Paulo. Quem ler o livro de Atos verá o que esse apóstolo passou na vida!  Aquilo que os falsos “apóstolos” consideram uma vergonha, Paulo ostentava como triunfo. É a mesma coisa nos dias de hoje! Enquanto os "pastores" se vangloriam de sua retórica, de suas bênçãos e seguidores, Paulo se gloriava em suas fraquezas. Os dias de hoje estão cheios de “pastores” que se ufanam de terem grandes ministérios. Nos dias de Paulo, este era esmagado pela preocupação com todas as igrejas. Hoje os “pastores” exibem troféus. Antigamente Paulo mostrava seu catálogo de sofrimentos por Cristo.

 

A vida de Paulo depois de sua conversão foi turbulência atrás de turbulência. Não tinha folga; não tinha descanso. Aonde ele chegava havia um tumulto para matá-lo. Foi perseguido em Damasco; apedrejado em Listra; açoitado em Filipos; escorraçado de Tessalônica; enxotado de Bereia; levado ao tribunal em Corinto; perturbado em Éfeso; preso em Jerusalém; acusado em Cesareia; mordido por uma víbora em Malta e decapitado em Roma.

 

Hoje basta ser a Universal; ser Vitória em Cristo; ou, outro “ministério” fanfarrão deste aí: do Valdemiro, Agenor, R.R. Soares ou Estevam Hernandes e tudo estará bem. 

 

 

Rômulo Lima