segunda-feira, 20 de agosto de 2018

O ROMANISMO E AS TEORIAS NATURALISTAS



Foi pela fé que compreendemos que os mundos foram organizados por uma palavra de Deus. Por isso é que o mundo visível não tem a sua origem em coisas manifestas.” (Hebreus 11:3 – Versão Católica: A Bíblia de Jerusalém)

Serei bem dinâmico nesse artigo para mostrar diretamente como o Catolicismo Romano contradiz a Bíblia explicitamente, e seus apologistas são obrigados a fazerem um esforço em prol de sustentar as inverdades criadas pelos Papas. Não irei abordar a questão filosófico-científica da teoria do Big Bang e da Evolução das Espécies, mas tão somente provar que, o Cristianismo fidedigno não deve aceita-las e nem tentar agrupá-las, anexá-las e fundi-las a Palavra de Deus.

O texto magno da Criação em Hebreus, nos mostra todas as galáxias, constelações, astros e planetas sendo criados de modo instantâneo pela Única e Poderosa Palavra de Deus. Tal como o primeiro verso Bíblico nos apresenta:

No princípio, Deus criou o céu e a terra.” (Genesis 1:1)

Embora nenhum ser humano estivesse presente, sabemos a partir da Escritura Sagrada que Deus fez os mundos por sua Palavra. A Criação Divina é um assunto indiscutível segundo a Bíblia:

"Estas são as origens dos céus e da terra, quando foram criados; no dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus..." (Gênesis 2:4)

"Desde a antiguidade fundaste a terra, e os céus são obra das tuas mãos." (Salmos 102:25)

"Aquele que por entendimento fez os céus; porque a sua benignidade dura para sempre." (Salmos 136:5)

"O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra." (Salmos 121:2)

A BÍBLIA DIZ QUE TUDO FOI CRIADO EM SEIS DIAS:

"Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou." (Êxodo 20:11)

"Entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, e ao sétimo dia descansou, e restaurou-se." (Êxodo 31:17) 

A BÍBLIA DIZ QUE DEUS CRIOU SEMENTES E DESSAS NASCERAM AS PLANTAS:

E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente está nela sobre a terra; e assim foi. E a terra produziu erva, erva dando semente conforme a sua espécie, e a árvore frutífera, cuja semente está nela conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom.” (Gênesis 1:11-12)

E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento.” (Gênesis 1:29)


A BÍBLIA DIZ QUE OS ANIMAIS FORAM CRIADOS PRONTOS:

E fez Deus as feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom.” (Gênesis 1:25)

E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis e feras da terra conforme a sua espécie; e assim foi.” (Gênesis 1:24)

A BÍBLIA DIZ QUE DESDE O PRINCÍPIO DEUS CRIOU O HOMEM E MULHER COMPLETOS E PERFEITOS:

"E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou." (Gênesis 1:27)

"Homem e mulher os criou; e os abençoou e chamou o seu nome Adão, no dia em que foram criados." (Gênesis 5:2)

ISSO É CONFIRMADO PELO SENHOR JESUS:

"Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez..." (Mateus 19:4)

Como pode então o catolicismo romano afirmar que a teoria do big-Bang e da evolução das espécies não contradiz a Bíblia? Leiam esses artigos onde autoridades católicas afirmam diretamente a veracidade de tais teorias:

http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2014/04/25/6191/

SERÁ QUE O CATOLICISMO E A TEORIA DO BIG BANG ESTÃO CORRETOS?

Você católico pode pensar que a teoria naturalista não fere em nada sua crença em Deus e nem o verdadeiro cristianismo; porém estás muito enganado. Claro que fere! A Bíblia afirma que: 

Contudo, não comerás da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comeres, com toda a certeza morrerás!” (Gênesis 2:17)

"Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram." (Romanos 5:12)

Ora mas o que isso tem a ver com a minha salvação? Com a veracidade da Bíblia e dos concílios e dos papas? 
É muito simples: A MORTE ENTROU NO MUNDO PELO PECADO DE ADÃO! Como posso assumir que houve vida e morte antes do pecado do primeiro casal? Pois, se espécies existiram e morreram antes deles, a morte já tinha domínio sobre o mundo antes da queda dos pais da humanidade! Se não havia pecado também não havia morte, pois a morte é a consequência da quebra da Lei de Deus: 

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna por intermédio de Cristo Jesus, nosso Senhor!” (Romanos 6:23)

Porque, assim como a morte veio por um homem, da mesma forma, por um homem veio a ressurreição dos mortos.” (1 Coríntios 15: 21)

O Catolicismo Romano fere uma das principais doutrinas cristãs, a Hamartiologia (doutrina do pecado). A queda de Adão e Eva no Éden causou uma grande desordem em todo o mundo. Tudo entrou em colapso e entropia: 

Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.” (Romanos 8:22)

Essa grande anormalidade só terminara na regeneração de todas as coisas. Na segunda vinda do Senhor Jesus. Onde Ele fará novos céus e terra:

Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.” (2 Pedro 3:13).

Isso é apenas um exemplo de como uma religião sincretista age – não somente se funde com outras religiões – mas com ideias completamente mundanas e humanistas, que, vão diametralmente opostas a Palavra de Deus. 
O Romanismo ampara-se em sua tradição completamente errônea e passa para os seus fieis a tendência de ÚNICA IGREJA VERDADEIRA e INERRANTE e ÚNICO MAGISTÉRIO INFALÍVEL. Vejamos seus textos doutrinários:

"Existe portanto uma única Igreja de Cristo, que subsiste na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele.” (Dominus Iesus, Parte IV, parágrafo 17)

Acreditamos que esta única verdadeira religião se verifica na Igreja Católica e Apostólica...” (Dominus Iesus, Conclusão, parágrafo 23)

"Para manter a Igreja na pureza da fé transmitida pelos apóstolos, Cristo quis conferir à sua Igreja uma participação na sua própria infalibilidade, ele que é a Verdade. Pelo sentido sobrenatural da fé, o Povo de Deus se atém indefectivelmente à fé sob a guia do Magistério vivo da Igreja." (Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 889)

"...O ofício pastoral do Magistério está assim ordenado ao cuidado para que o Povo de Deus permaneça na verdade que liberta. Para executar este serviço, Cristo dotou os pastores do carisma de infalibilidade em matéria de fé e costumes..." (Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 890)

A infalibilidade prometida à Igreja reside também no corpo episcopal [...]. Quando, por seu Magistério supremo, a Igreja propõe alguma coisa 'a crer como sendo revelada por Deus' como ensinamento de Cristo, é preciso aderir na obediência da fé a tais definições.” (Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 891) 

"A infalibilidade do Magistério dos pastores se estende a todos os elementos da doutrina, incluindo a moral. Sem esses elementos, as verdades salutares da fé não podem ser guardadas, expostas ou observadas." (Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 2051)

Desta mesma infalibilidade goza o Romano Pontífice em razão do seu ofício de cabeça do colégio episcopal, sempre que, como supremo pastor dos fiéis cristãos, que deve confirmar na fé os seus irmãos (cfr. Lc. 22,32), define alguma doutrina em matéria de fé ou costumes.” (Concílio Vaticano II, Lumen Gentium, Parágrafo 25)

As suas definições com razão se dizem irreformáveis por si mesmas [...]. Não precisam, por isso, de qualquer alheia aprovação, nem são susceptíveis de apelação a outro juízo. Pois, nesse caso, o Romano Pontífice não fala como pessoa privada, mas expõe ou defende a doutrina da fé católica como mestre supremo da Igreja universal, no qual reside de modo singular o carisma da infalibilidade da mesma Igreja.” (Concílio Vaticano II, Lumen Gentium, Parágrafo 25)


Amigos católicos... Analisem o que lhes é passado! Não aceitem sem primeiro considerar a doutrina a luz da Bíblia. Cuidado no que creem, pois os caminhos do catolicismo são caminhos de morte, e não de vida. Pregam uma falsa religião, auto intitulando verídica, e condenando todas aquelas que não estão debaixo da sua autoridade, mas seguem fielmente a Cristo e sua Palavra:

E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.” (Mateus 24:4-5)


Rômulo Lima

domingo, 18 de março de 2018

MARIA TEVE FILHOS ALÉM DO SENHOR JESUS OU NÃO? (Analise do Salmo Messiânico 69 [68] no contexto Neotestamentário)




“Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs, não vivem todas entre nós? Donde lhe vem, pois, tudo isso?” (Mateus 13:55-56 – Versão Católica: Bíblia Ave Maria) 


A teologia católica criou uma ideia extra Bíblica de que, Maria, a mãe do Salvador Jesus Cristo, nunca teve outros filhos (exceto o Senhor). Este texto de Mateus seria suficiente para refutar a doutrina da virgindade perpétua de Maria. O contexto dessa passagem é o seguinte - ao ouvir o ensino de Jesus, os escribas ficaram admirados, porque conheciam a família. Eles sabiam que Jesus era de uma família humilde e ficaram surpreendidos com a erudição, sabedoria e poder de Jesus. Foi para destacar isto que eles mencionaram os nomes do pai e da mãe. Eles estavam falando da família de origem de Jesus e, assim, a menção aos irmãos e irmãs faz perfeito sentido, junto com o pai e a mãe. 

Por outro lado, se esses fossem os familiares mais distantes, tais como primos, não faria sentido algum colocar os seus nomes sem incluir também os nomes do tio e da tia. Os escribas estavam falando da família estabelecida de José e Maria. Nisso analisa proficuamente os teólogos e apologistas Norman Geisler e Ralph MacKenzie:

“Além disso, a palavra "adelphos" é a palavra normal para significar irmão de sangue. Não existe nenhum exemplo no Novo Testamento desta palavra sendo usada para significar “primo”. Se Mateus quisesse dizer primo, ele poderia ter empregado a palavra “anepsios”, que e a palavra normal para primo. O fato de Jesus entregar sua mãe ao cuidado de João, quando estava na cruz (João 19:26), não é uma prova de que ela não tivesse outros filhos, mas sim, que eles apenas não estavam presentes no momento. Era próprio de Jesus deixar sua mãe aos cuidados do único discípulo que o tinha acompanhado até a cruz, já que os irmãos dele ainda não o seguiam.” (Norman Geisler e Ralph MacKenzie, Católicos Romanos e Evangélicos, Página 302)

Mas o que quero sugerir nesse estudo é um exame do Salmo 69 (Nas versões católicas 68), texto Messiânico onde relata a Obra de Nosso Senhor, e, cita diretamente irmãos sanguíneos de Cristo. O cumprimento desse Salmo no sacrifício do Senhor é assaz incrível.

O verso 5 na versão católica Ave Maria se expressa da seguinte forma: “Mais numerosos que os cabelos de minha cabeça são os que me detestam sem razão...” Isso se cumpriu no Novo Testamento: “Mas foi para que se cumpra a palavra que está escrita na sua lei: Odiaram-me sem motivo.” (João 15:25 – Versão católica: Bíblia Ave Maria). Esta versão ainda relaciona o texto joanino com outro salmo: “Não se regozijem de mim meus pérfidos inimigos, nem tramem com os olhos os que me odeiam sem motivo...” (Salmos 34:19 – Versão Católica: Bíblia Ave Maria)

Outro verso: “É que o zelo de vossa casa me consumiu, e os insultos dos que vos ultrajam caíram sobre mim.” (Salmos 68:10 – Versão Católica: Bíblia Ave Maria). Esse texto se cumpriu em João que versa: “Lembraram-se então os seus discípulos do que está escrito: “O zelo da tua casa me consome” (João 2:17 – Versão Católica: Bíblia Ave Maria)

Mais um texto: “Puseram fel no meu alimento, na minha sede deram-me vinagre para beber.” (Salmos 68:22 – Versão Católica: Bíblia Ave Maria). Cumprimento: “Deram-lhe de beber vinho misturado com fel. Ele provou, mas se recusou a beber.” (Mateus 27:34 – Versão Católica: Bíblia Ave Maria)

Mais um texto: “Seja devastada a sua morada, não haja quem habite em suas tendas,” (Salmos 68:26 – Versão Católica: Bíblia Ave Maria). Cumprimento: “Pois está escrito no livro dos Salmos: Fique deserta a sua habitação, e não haja quem nela habite...” (Atos 1:20 – Versão Católica: Bíblia Ave Maria)

É claro como a água límpida que o salmista está se referindo a alguém que não seja ele, ou seja, o Senhor Jesus Cristo. Agora analisemos esse verso importantíssimo para o entendimento da questão:

“Tornei-me um estranho para meus irmãos, um desconhecido para os filhos de minha mãe.” (Salmos 68:9 – Versão Católica: Bíblia Ave Maria). Ora se o salmo está se referindo a Jesus, essa profecia deve ter se cumprido literalmente na vida e obra do Messias. Vejamos: “Com efeito, nem mesmo os seus irmãos acreditavam nele.” (João 7:5 – Versão Católica: Bíblia Ave Maria)

Uma citação profética dos irmãos do Senhor. Se Jesus fosse unigênito de Maria, a Bíblia registraria, mas, muito pelo contrário as Escrituras nos mostra que o Messias foi o PRIMOGÉNITO dela: 

“E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria.” (Lucas 2:7 – Versão Católica: Bíblia Ave Maria)

“...conforme o que está escrito na lei do Senhor: Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor.” (Lucas 2:23 – Versão Católica: Bíblia Ave Maria)

Notamos pelo texto que iniciei esse estudo que, a Bíblia menciona quatro irmãos e pelo menos duas irmãs, pois o texto sagrado, depois de mencionar o nome de seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas, diz: "Não estão entre nós suas irmãs?" NO PLURAL!

“Jesus falava ainda à multidão, quando veio sua mãe e seus irmãos e esperavam do lado de fora a ocasião de lhe falar. Disse-lhe alguém: Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar-te.” (Mateus 12:46-47 – Versão Católica: Bíblia Ave Maria)

“Todos eles perseveravam unanimemente na oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus, e os irmãos dele.” (Atos 1:14 – Versão Católica: Bíblia Ave Maria)

“Dos outros apóstolos não vi mais nenhum, a não ser Tiago, irmão do Senhor.” (Gálatas 1:19 – Versão Católica: Bíblia Ave Maria)

Negar que esses textos se referem aos irmãos de Jesus, filhos de Maria de Nazaré, é negar diretamente todos os textos do salmo Messiânico que expus. A hermenêutica inclusiva do catolicismo – aquela que cria um conceito e depois busca introduzi-lo na Bíblia – tem esse grande problema. Ou se aceita a revelação como integralmente verdadeira, ou não. Daí vem a admoestação do Nosso Senhor Jesus:

“Jesus respondeu: Vede que não sejais enganados. Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu; e ainda: O tempo está próximo. Não sigais após eles.” (Lucas 21:8 – Versão Católica: Bíblia Ave Maria) 


Rômulo Lima
(Acadêmico em Teologia e Apologética Aplicada)

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

PARAÍSO?


 “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gênesis 1:27).


Um dos pilares da cultura judaico-cristã é o valor da família tradicional. Mesmo nosso Estado sendo laico, a Constituição entende como entidade familiar um homem e uma mulher, ou a comunidade formada por quaisquer dos pais e seus descendentes. Vejamos:

“Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.” (Art. 226, §3 – Constituição da República Federativa do Brasil).

De maneira nenhuma quero parecer preconceituoso, ou fazer apologia a tal. Cada qual tem sua liberdade individual, podendo escolher ser gay, lésbica, travesti, transexual ou quaisquer coisas; contanto que, não exija ter direitos exclusivos por isso, ou ponha em detrimento o direito de outrem. Mas, venhamos e convenhamos, a Constituição tem sua razão em defender a entidade familiar tradicional! Tem? Qual? Como bem explicitava o Dr. Enéias Carneiro: “Se levarmos as últimas consequências os padrões da ideologia LGBT, a humanidade entraria em extinção.”.

Aí está a razão de ser: a procriação; gerar descendência; filhos. O Estado, inspirado pelos valores judaico-cristãos preza e compreende que, a preservação da espécie e da entidade familiar constituída de duas pessoas com sexos opostos, vela pela perpetuação da vida humana. Nesse sentido, a própria Carta Magna, declara como família o exposto por mim logo no primeiro parágrafo:

“Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.” (Art. 226. §4 – CF).

Ou seja, DESCENDENTES, defender a vida e gerar pessoas é o objetivo de ser deste artigo na Carta. O politicamente correto nos dias atuais não pensa assim. A ideologia de gênero tenta de todas as formas denigrir (e destruir) esse conceito. A cosmovisão marxista-gramsciana procura, pela cultura (daí a alcunha Marxismo Cultural), derrubar totalmente a família tradicional, pois Marx entendia ser esta uma instituição burguesa:

"Sobre quais fundamentos se assenta a família atual, a família burguesa? Sobre o capital, sobre o lucro privado. A família plenamente desenvolvida existe somente na burguesia..." (Manifesto do Partido Comunista, pg. 63 – Editora Martin Claret).

Na mente de Karl Marx haveria uma melhora econômica abolir a família. Ao atacar-se a propriedade privada, logo seria relativamente fácil a queda de valores tradicionais:
A família do burguês cai naturalmente com a queda desse seu complemento, e ambos desaparecem com o desaparecimento do Capital” (Ibidem).
O impacto que tal pensamento tem, é de tal grandeza que, para adentrar na sociedade ocidental, ele teve que ser travestido de politicamente correto; ou seja, dominar a cultura com o pensamento de Antônio Gramsci, que dizia: “É necessário que todos sejam Socialistas, mesmo que não se deem conta.”; “Não invadam quartéis, invadam escolas.”  
E, este conseguiu! Nossa cultura de massa é totalmente dominada por conceitos tais. Um exemplo disso está no “artista” fabricado pela Rede Globo de Televisão, Pabllo Vittar. Há uma grande promoção envolvendo tal “artista” com a ideologia LGBT. É tudo que a mídia (encabeçada pela Globo) precisava: enxertar nas crianças e jovens suas ideias. Daí quando menos perceberem, eles estarão achando tudo normal. Isso fica nítido quando, com um olhar filosoficamente atento, assistimos o clipe da “música” Paraíso com o “cantor” Lucas Lucco. Segue o vídeo:

Quem assistiu, poderá perceber que todo cenário evoca a ideia de um “casal” vivendo os prazeres de um lugar paradisíaco. As benesses de um ambiente perfeito! Engraçado que para mim, lembrou-me de imediato o Éden bíblico. Lembrou-me diretamente que, o que está em pauta, é a desconstrução de um relacionamento hétero, para um relacionamento homoafetivo, suprimindo os relatos de Gênesis que constitui a família tradicional e abençoa a frutificação:

“E Deus os abençoou (o primeiro casal – grifo meu), e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.” (Gênesis 1:28)

A mídia – com seu politicamente correto - não cessará de tentar construir os valores aos moldes LGBTs enquanto a cultura, educação e costumes brasileiros não tomar outros rumos: educarmos nossas crianças com valores hoje esquecidos; elegermos políticos sérios; abolirmos a ideologia comunista de nossas terras; de todos os nossos padrões de vida; e, retornarmos principalmente o valor da moral judaico-cristã; pois, como Fiódor Dostoiévski  relatou (por sua personagem Ivan) no romance “Os Irmãos Karazoamv”:  
“... de sorte que se destruís no homem a fé em sua imortalidade (na crença em Deus - grifo meu), não somente o amor secará nele, mas também a força de continuar a vida no mundo. Mais ainda, não haverá então nada de imoral, tudo será autorizado...”. (Dostoiévski - Os Irmãos Karamazov, pg. 68 – Editora Martin Claret)


Rômulo Lima
(Acadêmico em Teologia e Apologética Aplicada)

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

A PALAVRA TEM PODER?


 A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto.” (Provérbios 18:21)

Nos tempos da confissão positiva, há muitos pregadores por aí apregoando poderes místicos, sobrenaturais e sobre-humanos a palavras proferidas por cristãos - ou até mesmo por pessoas não cristãs. Usam a passagem do livro de Provérbios para sustentar suas teorias, e ainda ensinam tal, levando assim multidões ao erro.


Sempre quando tratamos de interpretar um texto (principalmente Bíblico), as ferramentas de hermenêuticas (ciência da interpretação) são importantíssimas. Devemos atentar para o seu contexto direto (versos anteriores ou posteriores); e, para o contexto remoto (textos em outros livros Bíblicos).

O sentido místico aplicado à palavra proferida por alguém é erradíssimo. Encontramos tal ensinamento em religiões de mistério provindas da Nova Era. O que o texto de Salomão, na verdade, quer dizer é uma advertência àqueles que falam demais. Podemos ver isso no verso anterior que lança uma luz sobre o texto em estudo:

"Do fruto da boca de cada um se fartará o seu ventre; dos renovos dos seus lábios ficará satisfeito." (Provérbios 18:20)

Isso faz com que o "falador" obtenha cautela e sobriedade. A locução "se fartará" pode ser entendida como "se sacia", "se saciará" no sentido, bom ou ruim, depende do cuidado que se toma, e do que se fala. Por isso as palavras do Senhor Jesus:

"Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca." (Mateus 12:34)

"Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem." (Mateus 15:18)

"O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca." (Lucas 6:45)

Isso é confirmado com o ensino apostólico: "Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã." (Tiago 1:26)

Nos tempos Bíblicos (tanto na era salomônica quanto nos dias do Novo Testamento) a palavra, a fala, a promessa etc., possuíam um alto grau de dignidade e sentimentos onde se percebia o caráter do locutor. Paulo certa feita delatou:

"Ó coríntios, a nossa boca está aberta para vós, o nosso coração está dilatado." (2 Coríntios 6:11)

Notamos que na atitude do Apóstolo em expor  palavras aos coríntios há uma associação com o amor e a sinceridade (sentimentos) que são influencias internas de quem profere. Parafraseando um entendimento salutar do verso seria que “o homem precisa responder por aquilo que declara, e sofrer as consequências das suas palavras”. Não o sentido de que há poder místico nas palavras de qualquer ser humano.


Rômulo Lima
(Acadêmico em Teologia e Apologética Aplicada)


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

A MORAL CALA OS ATEÍSTAS


Frank Turek certa feita mencionou que, em um seminário na University of North Carolina Wilmington (Faculdade Wilmington da Carolina do Norte), entrevistou vários ateus para anexar como fonte em seu livro “Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu” (de coautoria com Norman Geisler), sobre a questão da moralidade. Pediu alguns exemplos e bases objetivas para a moral dentro da cosmovisão ateísta. O escritor relata que os presentes lutaram muito em seus argumentos para oferecer determinado apoio prático para a moral dentro das suas visões de mundo. 

Respondiam perguntas tais: “como sabemos que algo é moral ou não moral, ou por que algo é moral?” Um ateu disse que "não prejudicar as pessoas" é algo moral. Então restou a pergunta: “Mas por que não prejudicar as pessoas?” E, “se prejudicar as pessoas aumentar a sua sobrevivência e/ou a da maioria?” Outro disse que "felicidade" é a base para a moralidade. O autor ainda indaga: "Felicidade de quem, Madre Teresa ou Hitler?", O indagado finaliza: "eu preciso pensar mais sobre isso".

Determinados ateus, como Richard Dawkins e Christopher Hitchens, instam que a moral é simplesmente o produto da evolução. As sensibilidades morais do mundo (não matar, estuprar, roubar, etc.) ajudam a garantir a nossa sobrevivência evolutiva. Existem vários problemas com esta visão:

1)      A violação sexual pode aumentar a sobrevivência das espécies, mas isso faz com que o estupro seja bom? Devemos estuprar?  

2)      Matar os fracos e deficientes pode ajudar a melhorar as espécies e sua sobrevivência (plano do socialismo nazista de Hitler). Isso significa que o Holocausto foi bom?

 

3)      Se a evolução é a fonte da moral, então o que impede que a moral evolua ao ponto de que um dia o estupro, roubo e assassinato sejam considerados morais?

 

4)      Dawkins e Hitchens confundem a epistemologia com a ontologia (como sabemos que existe algo e por que algo existe). Então, mesmo que a seleção natural ou algum outro processo químico seja responsável por nós, sabendo do mal, isso não explicaria por que algo está certo ou errado. Como um processo químico (seleção natural) produz uma lei moral imaterial?

 

5)      E por que alguém tem uma obrigação moral de obedecer a um processo químico? Alguém possui obrigação moral para com processos químicos?

 Ficamos com a grande questão: “Se não existir um Deus para determinar um padrão moral objetivo e absoluto, como saberemos que moral e leis criadas por determinada cultura é correta?” Isso pode ser apenas uma convenção empregada por certas sociedades para impor tal norma sobre a população. 

Vemos que o ateísmo desembocará facilmente num relativismo, que por sua vez levará ao subjetivismo. Se um padrão moral absoluto não for existente, quaisquer outros padrões devem ser aceitos, pois não posso provar se o certo e o errado realmente o são.

 

Rômulo Lima

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

“CURA GAY” É ISSO O QUE REALMENTE A RESOLUÇÃO JUDICIAL DIZ?


No dia 18/09/2017, uma liminar de um juiz do Distrito Federal, criou um grande “reboliço” em todo Brasil. O juiz outorgou uma resolução que, na prática, torna legitimamente admissível que psicólogos prestem auxílio de (re)orientação sexual em sua profissão. Aqui, primeiramente, vale ressaltar que a expressão “CURA GAY” não foi cunhada pelo Conselho Federal de Psicologia; nem por nenhum religioso; e, nem por partidos de convicções tradicionais; mas, sim pela IMPRENSA e por movimentos de posições esquerdistas (pejorativamente).

Realmente não há “cura” para homossexualidade, mas, há sim a mudança de comportamento. O que está acontecendo realmente é que estamos sendo bombardeados por informações distorcidas e falaciosas. O movimento ideológico LGBT está criando com isso uma psicologia reversa, onde se colocam como vítimas de intolerância da sociedade (dos mais conservadores). A Rede Globo de televisão (grande promotora do movimento) apresenta matérias sobre tema de forma manejada e alterada. Exibem debates de formadores de opiniões com o intuito de encucar na mente dos espectadores um alto teor de preconceito dos cidadãos tradicionais.

EM NENHUM MOMENTO a resolução do excelentíssimo juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª Vara do Distrito Federal, registrou a palavra DOENÇA, CURA, TRATAMENTO. O que realmente está em pauta é o livre exercício da psicologia para aquele que está disposto ou quer mudar seu comportamento sexual. Isso é constitucional e certamente deve ser aceito. Qualquer pessoa deve ter o direito de orientar-se sobre a sua sexualidade 
(seja qual for ela) com um profissional de psicologia. Porém, o que vemos em movimentos contrários é uma reversão, onde a livre manifestação do pensamento que, para estes “supostos liberais", na verdade não passa de engodo. Todo pensamento contrário aos movimentos alinhados com a ideologia de Esquerda, hoje, no Brasil e no mundo, sofrem intransigência. Basta discordar de seus posicionamentos que, rapidamente, surgem militantes prontos para taxar a posição contrária de "intolerância". Porém, onde está a tolerância para aqueles que se posicionam antiteticamente, ou seja, contrário aos seus pensamentos? Não existe!

Mas, o que realmente o magistrado quis dizer é que, o órgão (CFP - Conselho Federal de Psicologia) deve modificar o entendimento de seus preceitos de forma a não impedir os profissionais "de promoverem estudos ou atendimento profissional, de forma reservada, pertinente à (re)orientação sexual, garantindo-lhes, assim, a plena liberdade científica acerca da matéria, sem qualquer censura ou necessidade de licença prévia". Veja a Ata na íntegra:


O que realmente é indevido é a taxação, alcunha ou designação de "preconceituosos" para com aqueles que buscam apenas liberdade de exercer a profissão. Que defendem a democracia e direitos pessoais de liberdade. Um homossexual tem o pleno direito de comparecer – de livre e espontânea vontade -, a um profissional de psicologia, e procurar (re)orientar seu posicionamento sexual. Tal como um heterossexual possui o mesmo direito de rever seu comportamento e orientá-lo para onde quer que seja.

População... Não sejam manipulados, enganados, sublevados pela mídia e movimentos ideológicos. Pensem! Pesquisem! Procurem realmente a verdade dos fatos, e não vivam levados por qualquer vento de doutrina aleivosa que surja na sociedade. O que realmente deve ser tratado é a mentira compulsiva de grupos e movimentos antidemocráticos que não respeito o direito de pensar da maioria.


Rômulo Lima 

sábado, 24 de dezembro de 2016

O SENHOR JESUS E O NATAL


“Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco.” (Mateus 1:23)

Chegou à época em que o ocidente se reúne para comemorar as festas. O culturalmente ilustre natal. Época de luzes; de enfeites; presentes; confraternizações; e, amigos-ocultos. Data esta em que celebramos (por convenção) o nascimento de Jesus Cristo. Mas será que, somente neste período, é o único tempo em que devemos ter a noção em buscar o conhecimento da pessoa de Jesus? Devemos nos conter somente no dia do nascimento em uma única data específica do ano? Será que o “Jesus” apresentado pelo secularismo popular é o verdadeiro Jesus?

 O texto bíblico apresentado acima, nos remete a uma profunda reflexão do caso. O evangelista Mateus retrocede em sua explanação, nos levando a palavra do profeta Isaías que diz:

“Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.(Isaías 7:14)

Inicialmente essas palavras foram proferidas para o rei de Israel, Acaz. Porém, seu significado estende-se a pessoa do Messias. O rei eterno e libertador que o povo de Israel tanto esperava. Aquele que unificaria os reinos de Judá e Samaria; que governaria e reinaria sobre um Israel glorioso dos tempos de Davi e Salomão. Este rei – O Senhor Jesus – veio. Numa manjedoura. Como uma pessoa comum e aparentemente mortal.

Esse menino é muito mais que uma simples criança. O criador do Universo e de todas as coisas fez-se carne e habitou entre nós. Jesus é o Deus que devemos cultuar, honrar e louvar todos os dias de nossas vidas. Não somente em uma data específica. João dá testemunho de sua existência sempiterna quando nos declara:

 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.(João 1:1)

No evangelismo moderno e na cultura popular, Jesus é visto como um avatar do amor; um curandeiro; um sábio mestre; ou, até mesmo um exemplo a ser seguido pelas várias religiões universais. Mas... ELE é muito mais que isso: ELE É O DEUS ETERNO! Seu nascimento, morte e ressurreição possuem um significado primordial na história da salvação. O Senhor veio para nos resgatar da maldição do pecado herdado;  da morte eterna; e da ira de Deus. Ira porque Deus odeia o pecado, e este é digno de morte. Daí o sentido do nascimento e morte do Senhor: é uma vida que substituiu a nossa, por ser perfeita, sem pecados e inocente (diferente de nós).

Quando nos remetemos ao Natal, saibamos que, o Senhor Jesus realizou toda essa obra misteriosa para aqueles que creem na sua pessoa, e os recebem como Senhor e Salvador.  Não atentemos para o popularismo dos presentes, ceias, do bom velhinho, e do espírito do Natal. O Espírito do natal, na verdade, é o Espírito Santo de Deus, que por sua vez, encheu o ventre da virgem Maria, proporcionando com isso o milagre da natividade sem concepção natural.

“E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo... (Mateus 1:20)

Jesus Cristo foi gerado pelo Espírito Santo no ventre da virgem. Da mesma forma ele deve ser gerado em nossos corações todos os dias. Paulo, um homem de extrema sensibilidade espiritual, percebeu isso quando declarou:

Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. (2 Coríntios 4:16)

Eis o sentido do Natal: Cristo ser gerado em nossos corações. Embora as confraternizações e celebrações sejam uma oportunidade para reunirmos parentes e amigos, contudo elas não refletem a plenitude do Espírito Natalino. Quando formos nos reunir no dia de hoje para celebramos, peçamos ao Deus Pai que nos encha de sabedoria e animo com seu Espírito Santo, e assim busquemos o Senhor do Natal. O Cristo Deus que se fez homem pelos pecadores, e resgatou-nos das trevas para sua maravilhosa luz.

Feliz Natal a Todos

Rômulo Lima
(Acadêmico em Teologia e Apologética Apicada)