domingo, 24 de janeiro de 2021

JESUS DESCEU AO INFERNO?

 


“... no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão...”
 (1 Pedro 3:19)

 

Está sendo muito comum um entendimento nas igrejas modernas, difundido em pregações, ensinado por “teólogos” e “exegetas” que Cristo, após a sua morte, desceu ao inferno para pregar o Evangelho da salvação aos mortos que não tiveram oportunidade de ouvir ainda em vida; e, tomar as chaves da morte e do inferno das mãos de Satanás. Os “estudiosos” que afirmam tal teoria, usam o verso supracitado como apoio as suas ideias.

Como em certo seminário, o filósofo brasileiro Luiz Felipe Pondé delatou: “Ninguém diz nada, hoje, que não tenha sido dito anteriormente e muito melhor.” A razão é que os pensamentos apenas tornam a aparecer. Tudo que conhecemos hoje são apenas elaborações de ideias de outrora.

A teoria bíblica em estudo, aparentemente nova, surgiu no Egito com Clemente de Alexandria, no início do século II. Até a morte do último apóstolo, João, e dos primeiros pais apostólicos Inácio, Policarpo e Clemente de Roma (que conviveram diretamente com os apóstolos de Cristo), esse pensamento não era difundido.

No decorrer da história da teologia, dois outros nomes agregaram mais ideias ao pensamento de Clemente de Alexandria, o Cardeal Roberto Belarmino, no século VI, que defendeu a ideia que tem sido defendida por muitos católicos romanos: Cristo, em espírito, foi libertar as almas dos justos que se arrependeram antes do dilúvio e que tinham ficado num estado intermediário (limbo e purgatório). E, o teólogo alemão Frederich Spitta, nos fins do século XIX, ensinou que, depois de sua morte e antes de sua ressurreição, Cristo pregou aos anjos caídos, também conhecidos como “filhos de Deus”.

Tais teorias geram questões que aflige diretamente muitas outras partes da Bíblia, e ensinos claramente expostos. Apesar de sua brevidade, as interpretações que o texto levanta são muitas e, dependendo do posicionamento crido, traça-se uma linha muito tênue entre cristianismo e sectarismo. Além do mais, as teorias levantam questões, como salientou o saudoso R. C. Sproul, renomado apologista cristão, ao dizer que a passagem provoca uma série de perguntas preliminares:


“Que espírito está em foco: o espírito humano ou o Espírito Santo? Quem são esses espíritos em prisão? O que essa prisão indica e onde fica? Quando essa pregação aconteceu? Por que essa pregação foi necessária?”[1]


Cada uma dessas perguntas tem respostas diferentes segundo diferentes estudiosos da Bíblia. Os pregadores de hoje não respondem essas perguntas, apenas afirmam com base em 1º Pedro 3:19, desconsiderando o restante das Escrituras. 

Vejamos alguns dos posicionamentos que o texto tomou na história do pensamento cristão e quais problemáticas que a posição de Clemente, Belarmino e Spitta nos leva.

 

O PENSAMENTO DE CLEMENTE, BELARMINO E SPITTA:

Ensinavam basicamente que Cristo, entre a sua morte e ressurreição, foi ao inferno, pregou aos espíritos em prisão; ou pregou a anjos caídos; ou a pessoas que estavam numa espécie de estado intermediário.

A posição de Clemente, especificamente, surgiu de um documento extrabíblico, do século II, a saber, o Credo dos Apóstolos. Como é sabido por todo estudioso cristão, o Credo Apostólico, é atribuído pela tradição aos doze apóstolos[2], justamente por causa dos textos mais antigos que possuem doze versos. Porém, os estudiosos acreditam que ele se desenvolveu a partir de pequenas confissões batismais empregadas nas igrejas dos primeiros séculos[3]. Esse credo só tomou a forma que conhecemos hoje no decorrer dos anos, mais especificamente no Concílio de Niceia quando recebeu seu título, e tornou-se a versão que conhecemos. Em alguns dos seus versos, referente a pessoa de Cristo, ele traz:

 

“et in Iesum Christum, Filium Eius unicum, Dominum nostrum,

qui conceptus est de Spiritu Sancto, natus ex Maria Virgine,

passus sub Pontio Pilato, crucifixus, mortuus, et sepultus,

descendit ad inferos, tertia die resurrexit a mortuis,”

 

As versões latinas mais tardias trazem: “descendit ad inferos” que é a tradução do grego para o latim. A palavra “ínferos” é o termo grego “hades” que pode ser traduzido como mansão dos mortos, sepultura, etc. É bem provável que Clemente teve contato com as versões desse credo, em sua época, chegando então às conclusões que chegou do texto de 1ª  Pedro 3:19.

O problema do pensamento já inicia com a palavra espíritos. Se os espíritos forem de homens, a Bíblia é enfática em ensinar que a salvação deve ser alcançada em vida, não tendo possibilidade de se encontra-la depois da morte física, como o escritor de Hebreus descreve:

 

E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo...

(Hebreus 9:27)

 

O Senhor Jesus vai mais além ao ensinar na passagem do Rico e do Lázaro que:


Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos. E, além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós.
(Lucas 16:25-26)


Essa história contada por Jesus é clara em dizer que após a morte, o estado da alma é irreversível. Não se pode retornar ao mundo dos vivos; não se pode atravessar para o seio de Abraão; e, o sofrimento é interminável. 

Humanamente falando, a visão da salvação após a morte é muito agradável, confortadora e até “amorosa”, mas confronta-se diretamente com o Evangelho pregado por Cristo e por seus apóstolos, anulando a justiça de Deus, tornando a visão de salvação bíblica em uma heresia chamada de UNIVERSALISMO onde todos serão salvos, mesmo após a morte. A bíblia nunca promete salvação para todos os seres humanos.

Seitas como a Igreja Católica Romana e a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmons), creem respectivamente em purgatório (lugar onde se expia pegados antes de ir para o céu); e, pregação para mortos, salvação para mortos que não aceitam o evangelho e até batismo para os mortos. Essas crenças são heréticas, e devem ser rechaçadas da Verdadeira Igreja Cristã.  

A outra problemática é: se os espíritos em prisão são anjos caídos, Pedro se contradiz ao dizer que os anjos que pecaram estão reservados para o juízo; e, ainda contradiz Judas, o irmão do Senhor, em sua epístola que também afirma isso:

 

Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo;
(2 Pedro 2:4)  

 

...e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia;
(Judas 1:6)

 

ONDE JESUS ESTAVA ENTRE A SUA MORTE E RESSURREIÇÃO?

A Escritura Sagrada ensina claramente onde Jesus estava depois de crucificado, até o momento da sua ressurreição. Ele estava ao lado do Pai, aguardando a ação do Espírito Santo em ressuscitá-lo.  Os evangelistas Mateus e Lucas relatam:

 

E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito.
Mateus 27:50

 

Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.
(Lucas 23:46)

 

Lucas ainda é mais detalhista ao narrar à promessa que o Senhor Jesus fez a um dos ladrões crucificados ao seu lado, quando registra:

 

“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.
(Lucas 23:43)

 

Erroneamente alguns tentam argumentar que Cristo entregou o espírito a Deus, e “outro espírito” (talvez o Espírito Santo) foi pregar no inferno. Ora isso não é dito em lugar nenhum. Antes da encarnação, Cristo era apenas espírito e quando o Espírito Santo encheu o ventre de Maria, Cristo se fez carne juntamente com o espírito que possuía antes da existência humana. O Espírito Santo está em Cristo, mas não é Cristo. Ele é outra Pessoa diferente da Pessoa de Cristo. Essa teoria do “outro espírito” fere o pilar do cristianismo que é a DOUTRINA DA TRINDADE: um único Deus eternamente subsistente em três Pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo.

O Espírito Santo não é Jesus! Jesus foi cheio do Espírito Santo e tinha uma relação ímpar com essa Pessoa da divindade, pois compartilham da mesma essência divina, sendo pessoas diferentes. Porém, o Espírito Santo não é a Pessoa de Cristo. Essa confusão é dada justamente porque uma das designações do Espírito Santo é o Espírito de Cristo. Mas o Espírito Santo também é chamado de Espírito de Deus, sem ser a Pessoa do Pai.  

Essas afirmativas corroboram claramente com os ensinos bíblicos, sem entrar em contradições. Deus não pode se contradizer em sua Palavra, senão, não seria Deus. Sua Palavra não seria isenta de erros, e se um texto estiver errado, muitos outros poderão estar.

 

E AS CHAVES DA MORTE E DO INFERNO?

Os defensores da posição de Clemente, também buscam no texto de João, ao escrever as profecias de Apocalipse, amparo para defender que Jesus foi ao inferno, quando o apóstolo narra a visão do Cristo Glorioso:

 

“...e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno.
(Apocalipse 1:18)  

 

A grande problemática aqui é que Satanás não tem poder de condenar ninguém, e muito menos lançar as almas da pessoa no inferno. Satanás será fustigado também no inferno. Ele não será um carrasco que assolará as almas, mas sim um espírito que ficará em tormentos e dores. Deus tem o poder sobre o inferno, e quando o texto joanino descreve Cristo com as chaves da morte e do inferno, aponta para sua supremacia sobre tudo e todos no universo, sendo o Deus Salvador, e, o Deus que cumprirá a justiça na vida das pessoas. O Senhor Jesus mesmo afirma quem devemos temer e o porquê temer:

 

“Eu, porém, vos mostrarei a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno. Sim, digo-vos, a esse deveis temer.
(Lucas 12:5)

 

Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.
(Mateus 10:28)

 

Paulo, ao condenar os imorais da igreja de Corinto, ensina que a limitação do poder de Satanás se estende apenas a vida física do ser humano. Tudo que Satanás pode fazer é matar a carne do homem e desviar a sua conduta. Ele não tem poder de levar ninguém ao suplício eterno:

 

“Eu, na verdade, ainda que ausente em pessoa, mas presente em espírito, já sentenciei, como se estivesse presente, que o autor de tal infâmia seja,
em nome do Senhor Jesus, reunidos vós e o meu espírito, com o poder de Jesus, nosso Senhor,
entregue a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor [Jesus].
(1 Coríntios 5:3-5)

 

 

AS INTERPRETAÇÕES MAIS COERENTES

AGOSTINHO DE HIPONA - SÉCULO IV:

O grande Teólogo Agostinho de Hipona rebateu a posição de Clemente de Alexandria e apontou seus erros doutrinários ao afirmar que não pode haver salvação depois da morte. Segundo sua posição (por volta de 400 d.C) é afirmado que o Cristo preexistente proclamou a salvação por intermédio de Noé ao povo que viveu antes do dilúvio, seguindo o texto do verso seguinte:

 

...os quais, noutro tempo, foram desobedientes quando a longanimidade de Deus aguardava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca, na qual poucos, a saber, oito pessoas, foram salvos, através da água,
(1 Pedro 3:20)

  

Como bem observou Agostinho, a geração de Noé ouviu o Evangelho de Deus, por meio do patriarca, pois o próprio Pedro declara sobre Noé:

 

“...e não poupou o mundo antigo, mas preservou a Noé, PREGADOR DA JUSTIÇA, e mais sete pessoas, quando fez vir o dilúvio sobre o mundo de ímpios;
(2 Pedro 2:5)

 

A passagem nos mostra que a geração de Noé ouviu sua pregação, porém, rejeitou a mensagem de Deus por meio do patriarca. Diante disso o pensamento agostiniano pode ser assim sintetizado:

 

“Por meio de (Espírito Santo), ele (Cristo), foi e pregou (por meio de Noé) aos espíritos (agora) em prisão (no Hades)”.

 

 Dessa forma o teólogo entedia o texto, sendo esta uma posição que não contradiz o ensino ortodoxo. Um defensor dessa posição é o teólogo contemporâneo Drº Augustus Nicodemus Lopes, Pós-doutorado em teologia do Novo Testamento.


VISÃO REFORMADA CONTEMPORÂNEA: 

Três grandes comentaristas contemporâneos, a saber: Hernandes Dias Lopes, Simon J, Fistemaker e Francis Schaeffer ensinam que o Cristo ressurreto, quando ascendeu aos céus, proclamou aos espíritos em prisão sua vitória sobre a morte. O Cristo exaltado passou pelo reino onde são mantidos os anjos caídos e proclamou seu triunfo sobre eles. Essa teoria encontra amparo nos escritos paulinos onde é dito que os anjos caídos habitam as regiões celestes:

 

...porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.
(Efésios 6:12)

 

Uma ilustração sobre o pensamento é como uma casa de dois andares. O primeiro é o andar onde vivemos. Aqui é o mundo visível. O segundo andar, as regiões celestes, é o mundo espiritual invisível, onde estão os seres angelicais. Cristo proclamou sua vitória aos seres angelicais nessas regiões celestes.

Essa interpretação encontra reações favoráveis nos meios das igrejas protestantes mais alinhadas com a Reforma e não entra em contradição com os ensinamentos do restante das Escrituras.

 

CONCLUSÃO

Vemos como a Bíblia é um livro que deve ser interpretado à luz de seus contextos e dos ensinos gerais do Cristianismo Histórico. Fora isso, uma passagem com apenas nove palavras, no grego (dez na versão Almeida Revista e Atualizada) pode trazer um bojo de erros e heresias, criando até falsas religiões que se dizem cristãs, levando muitos à perdição. Outra questão é que devemos ter muito cuidado com pregadores modernos e "pseudoteólogos" que apregoam tais ideias dizendo que possuem uma interpretação certa ou uma nova revelação. Apartai-vos destes.

 

Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema.
(Gálatas 1:8)


 

Romulo Lima

 


[1] Sproul, R. C. 1-2 Peter, p. 125.

[2] Alguns chegaram a sugerir que cada apóstolo teria contribuído com um artigo.

[3] Extraído do livro de Humberto Casanova e Jeff Stam, El Credo Apostólico (Grand Rapids, Libros Desafio, 1998), pp. 14-22.


sábado, 31 de outubro de 2020

A REFORMA PROTESTANTE

 


Historicamente, a Reforma Protestante foi um movimento religioso que houve no centro da igreja ocidental, e que tem como marco o dia 31 de outubro de 1517. Esse movimento foi uma convocação à liberdade e um retorno às doutrinas bíblicas apostólicas.

Com o decorrer de XV séculos da igreja cristã, muitas doutrinas estranhas ao cristianismo primitivo foram adentrando naquela, tais como: oração aos mortos; veneração aos santos e a Maria; uso de velas; o papado; Maria como corredentora, etc., mas, seu estopim foi, certamente a venda de indulgências, ou seja, de um documento papal, criado por Leão X para sustentar economicamente a construção da basílica de São Pedro, que anistiava qualquer comprador do pecado cometido, ou que ainda iria realizar.

Porém, a atitude de uma reforma, no sentido religioso-doutrinário, pode ser percebido anteriormente já em alguns grupos divididos dentro da igreja (então católica romana), como os albigenses e os valdenses. Também com pensadores em particular como John Wycliff no século XIV; Jon Huss no fim do século XIV ao início do XV; Jerônimo Savonarola no fim do século XV; e,  William Tyndele no fim do século XV e início do século XVI.

Esses foram os impulsionadores para a ação de Lutero que tomou posição com as suas Noventa e Cinco Teses, pregadas na porta de Wittenberg, a Reforma posicionou-se no centro do palco - cena europeia. A iniciativa de Lutero teve prosseguimento com os labores de Melanchton, Zwinglio, Calvino e João Knox. 

A influência da Reforma é inegável em todo mundo, pois com esse brado ao retorno as Escrituras, as estruturas políticas, econômicas e culturais foram modificadas, e o mundo pode então libertar-se do jugo do romanismo, de suas doutrinas extravagantes e da sua influência negativa no Estado e na vida das pessoas. O prólogo da democracia ocidental e o avanço das ciências tiverem então sua gênesis, juntamente com o retorno ao verdadeiro culto a Deus.


Rômulo Lima


PS: Assista o filme que narra a história de Lutero e o advento da Reforma Protestante no link: 

https://redecanais.app/lutero-dublado-2003-1080p_80d9739b0.html

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

JESUS CRISTO ERA COMUNISTA?

 


“Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?”
(Amós 3:3)

 

Como azeite e água não se misturam, o Cristianismo e o Comunismo são incompatíveis. Poderia alargar-me explicando a Cosmovisão Cristã e a Comunista analisando tópicos e pontos, porém, deixarei que os “PENSADORES E HERÓIS COMUNISTAS” falem por si, e, tomando suas próprias palavras ponderem se há alguma compatibilidade com os ensinamentos de Cristo.

 

Comecemos por Karl Marx:

 

"A religião é a impotência da mente humana para lidar com ocorridos que ela não consegue compreender." (Karl Marx)

 

“Abolição da família! Até os mais radicais ficam indignados diante desse desígnio infame dos comunistas. Sobre que fundamento repousa a família atual, a família burguesa? No capital, no ganho individual." (Karl Marx)

 

"A família, na sua plenitude, só existe para a burguesia, mas encontra seu complemento na supressão forçada da família para o proletário e na prostituição pública." (Karl Marx)

 

"A família burguesa desvanece-se naturalmente com o desvanecer de seu complemento. E uma e outra desaparecerão com o desaparecimento do capital.” (Karl Marx)

 

O pensador de maior influência na Esquerda brasileira. Um verdadeiro GÊNIO DO MAL - Antônio Gramsci:

 

“Você destrói a família; você destrói a escola; você destrói a igreja; você destrói os sindicatos – a não ser o seu próprio; você destrói os partidos políticos – a não ser o seu próprio; você destrói o Estado; você destrói a Economia; aí você toma o Estado e acaba com a oposição; acabando com a oposição aí você conquista toda a sociedade.” (Gramsci)

 

Vladimir Lênin:

 

"Destrua a família, e destruirás o país." (Lênin)

 

"A maneira de esmagar a burguesia é moê-la entre as mós da taxação e inflação." (Lênin)

 

"É verdade que a liberdade é preciosa; tão preciosa que deve ser cuidadosamente racionada." (Lênin)

 

“Precisamos odiar. O ódio é a base do comunismo. As crianças devem ser ensinadas a odiar seus pais se eles não são comunistas.” (Lênin)

 

“Somos favoráveis ao terror organizado – isto deve ser admitido francamente.” (Lênin)

 

"Chame-os do que você é, acuse-os do que você faz." (Lênin)

 

Joseph Stalin:

 

"Gratidão é uma doença sofrida por cachorros." (Joseph Stalin)

 

"Educação é uma arma cujos efeitos dependem em quem a tem em mãos e a quem ela é dirigida." (Joseph Stalin)

 

Che Guevara:

 

“O ódio intransigente ao inimigo, que impulsiona o revolucionário para além das limitações naturais do ser humano e o converte em uma efetiva, seletiva e fria máquina de matar: nossos soldados têm de ser assim.” (Che Guevara)

 

"Até agora os camponeses não foram mobilizados, mas, através do terrorismo e da intimidação, nós os conquistaremos." (Che Guevara)

 

Creio que das centenas de frases dos teóricos e heróis comunistas, somente estas poucas, já nos mostra que não há compatibilidade de ideias entre Cristianismo e Comunismo. A ideologia comunista é uma máquina de matar, manipular, oprimir e sufocar liberdades, família, religião, bem-estar e tudo que há de mais salutar no mundo para o usufruto humano. Já o cristianismo prega:

 

“Amados, amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.”  (1 João 4:7-8)

 

Rômulo Lima

sábado, 24 de outubro de 2020

DE JERUSALÉM A METRÓPOLES (SUPERMAN – UM TIPO DE CRISTO)


 

Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém!”  

(Apocalipse 1:7).

 

Em sua obra Assim Falava Zaratustra, o ateu Frederick Nietzsche, formulou a ideia do Além-Homem, do Super-Homem. Um ser humano que poderia modificar o conceito de Ética universal e, torná-la pluralista, subjetivista. Nietzsche chamou esse homem superior de Übermensch.

Ele acreditava que a geração de Zoroastro (Zaratustra), poeta e “profeta” persa, por intermédio do seu porta-voz, seria o responsável por preparar o caminho do Super-Homem. O que o filósofo alemão esperava era que seu conceito de ética pluralista, ganhasse o ocidente e que as marcas deixadas pelo SUPER-HOMEM da tribo de Judá viessem a ser suprimida (no caso a Ética Cristã). Porém o impacto na cultura e no modus vivendis da civilização ocidental é sustentado por essa Ética de maneira ímpar.

De forma brilhante, os artistas (de origem judaica) Jerry Siegel e Joe Shuster, tomaram a ideia de Übermensch e fundiu-na com a história de Jesus, criando o meta-humano “Kal-El” de Krypton, o Superman.

 

O nome:

O próprio nome kryptoniano do herói já nos mostra a tipologia: “kal” é uma variação de “kah”, que do aramaico significa “filho”, e, “El” por sua vez significa Deus. O significado do nome do seu pai biológico, Jor-El, que é uma forma do nome bíblico Joel, é “O Senhor é Deus”.

Mas as semelhanças não param por aí. Os superpoderes do homem de aço são todos derivados de atributos de Cristo:

 

A visão de calor:


“E os seus olhos eram como chama de fogo” (Apocalipse 19:12)   


João, ao narrar uma de suas visões do Cristo glorioso, descreve-o com os olhos flamejantes como chamas de fogo. Não seria isso a visão de calor do Superman? Sim.

 

O sopro:


...e, então, será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;” (2 Tessalonicenses 2:8)  


Paulo também, ao descrever a vinda do Senhor Jesus, quando o iníquo for revelado, diz que Cristo fulminará o inimigo com o sopro de sua boca. Siegel e Shuster remeteram tal texto ao super-sopro do herói.

 

Origem fora da terra:


No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. (João 1:1)


Superman é um ser que não tem sua origem na Terra, mas em outro planeta. Viajou milhares de quilômetros até parar aqui. Cristo, da mesma maneira, existia de forma sempiterna com o Pai:


Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou.” (João 8:58)

 

A capa vermelha do herói faz alusão ao manto de sangue de Cristo:


E estava vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus.” (Apocalipse 19:13)

 

A capacidade de enxergar além do alcance:


E ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda as mentes e os corações. E darei a cada um de vós segundo as vossas obras.” (Apocalipse 2:23)

 

 

 A força sobrenatural:


Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.” (Apocalipse 1:8)

 

O padrão moral:

 

Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados;” (Efésios 5:1)


Segundo Aristóteles, o comportamento moral de alguém era aferido não pelo conceito, mas pela prática e as pessoas virtuosas deveriam ser imitadas. Cristo foi perfeito em seu comportamento, digno de ser imitado. Superman é um exemplo moral a ser seguido em suas histórias.


O salvador: 


“...e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, (Lucas 1:47)


Superman está disposto a salvar, tanto bandidos como inocentes, e sua presença provoca uma euforia e imensa alegria em todos os lugares que o herói vá. Assim como Cristo salva quem se chegar a Ele, enxugando toda lágrima e extinguindo a dor:


E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas. (Apocalipse 21:4)

 

Como vimos nesses pequenos exemplos, Superman é um tipo de Cristo, uma figura. Algo que aponta para um original. A Bíblia é um livro que usa muito a linguagem tipológica. Jesus Cristo possui vários tipos dentro da própria Bíblia e a cultura ocidental nos legou outros tantos, tal como essa personagem magnifica que encanta não só os desenhos animados mais os cinemas. Porém, quando um tipo é criado, sua intenção sempre é lançar luz a outra figura. Essa é o que nós devemos buscar e conhecer em todos os pormenores, como o próprio SUPER-HOMEM original disse:

 

“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. (Mateus 11:29)

 

Rômulo Lima